Surf e Pós-Operatório: O caminho para voltar ao mar após cirurgia de ombro

Surf e Pós-Operatório: O caminho para voltar ao mar após cirurgia de ombro

Você está olhando para a previsão das ondas no celular com o braço na tipóia e sentindo aquela mistura de frustração e ansiedade que só quem vive do sal conhece. Eu sei exatamente o que passa na sua cabeça agora. A cirurgia acabou e a anestesia passou e agora você só consegue pensar em quando vai poder remar de novo para o outside. Mas como seu fisioterapeuta eu preciso que a gente tenha uma conversa muito franca e técnica mas de surfista para surfista. O ombro é a ferramenta de trabalho mais preciosa que você tem para o surf e o conserto que o cirurgião fez aí dentro precisa de tempo e estratégia para virar performance de novo.

Não adianta tentar acelerar a biologia porque o mar não perdoa ombros instáveis. A reabilitação de uma cirurgia de ombro seja ela no labrum ou no manguito rotador é uma maratona e não um tiro de cem metros rasos. Você vai passar por fases onde vai achar que não está evoluindo e fases onde vai se sentir pronto antes da hora. O meu trabalho aqui é te guiar por esse caminho tortuoso garantindo que quando você dropar a primeira onda sua articulação esteja blindada e pronta para aguentar o tranco.

Vamos mergulhar fundo no que está acontecendo dentro do seu corpo agora. Esqueça as dicas genéricas de academia. Vamos falar sobre a biomecânica da remada sobre como o “joelhinho” estressa a cápsula posterior e como preparar sua mente para confiar nesse braço de novo. Prepare-se porque o treino começa agora muito antes de você pisar na areia.

Entendendo a “Nova Peça”: O Que Aconteceu no Seu Ombro

A diferença entre reparar o Manguito e o Labrum (Bankart/SLAP)

Primeiro você precisa entender a mecânica do que foi feito aí dentro. Se a sua cirurgia foi no manguito rotador estamos falando dos tendões que cobrem a cabeça do úmero e fazem o braço girar e levantar. Geralmente o cirurgião costurou um tendão que estava rasgado de volta no osso. Isso significa que qualquer contração forte desse músculo nas primeiras semanas pode arrancar os pontos. É como colar uma peça de cerâmica: se mexer antes de secar a cola solta. No surf isso afeta diretamente a força da sua remada.

Agora se a sua cirurgia foi no labrum provavelmente por causa de luxações recorrentes (o ombro que saía do lugar) o buraco é mais embaixo. O labrum é a vedação de borracha que aumenta a profundidade do soquete do ombro. A cirurgia de Bankart ou SLAP coloca âncoras para prender essa vedação de volta. Aqui o perigo não é tanto a força muscular mas sim a posição do braço. Colocar o braço em posições extremas como a de arremesso ou a fase final da remada tenciona essa “vedação” recém-colada.

Saber qual foi a sua cirurgia muda totalmente o nosso foco inicial. No manguito protegemos o tendão de fazer força. No labrum protegemos a articulação de entrar em amplitudes perigosas. Você precisa ter essa consciência para não cometer erros bobos em casa como tentar pegar um objeto no banco de trás do carro e estragar o trabalho do médico.

O respeito aos tempos biológicos de cicatrização das âncoras

As âncoras que o médico usou são parafusos minúsculos que seguram os fios de sutura dentro do osso. Elas são fantásticas mas dependem da biologia do seu corpo para fixarem de verdade. Existe um processo chamado osteointegração onde o osso cresce ao redor da âncora e a segura firmemente. Isso leva tempo e não há suplemento ou pensamento positivo que acelere esse processo ósseo.

Nas primeiras seis a doze semanas a conexão entre o tecido mole e o osso ainda é frágil. É o que chamamos de fase de maturação do colágeno. O tecido que está cicatrizando ali ainda é desorganizado e fraco. Se você forçar a barra tentando levantar o braço sozinho antes da hora você pode criar micro-rupturas nessa cicatriz. O resultado é um tecido frouxo que lá na frente não vai te dar a estabilidade necessária para aguentar um caldo.

Eu sei que você vê atletas profissionais voltando em tempo recorde mas lembre-se que eles têm uma genética privilegiada e fazem fisioterapia três vezes ao dia. Para nós mortais respeitar o relógio biológico é a única garantia de que a cirurgia não será perdida. A paciência nessa fase é o seu treino mais difícil.

Por que a dor pós-cirúrgica é diferente da dor da lesão

Você vai sentir dor e isso é normal mas precisamos aprender a interpretar essa dor. A dor da lesão antiga era uma dor de “algo errado”, uma dor mecânica de instabilidade ou inflamação crônica. A dor do pós-operatório é uma dor inflamatória de cura e de rigidez. O seu ombro vai ficar duro. E acredite ou não isso é bom no começo. A rigidez protege o reparo.

Muitos pacientes entram em pânico quando sentem pontadas ou dores noturnas achando que machucaram de novo. Na grande maioria das vezes é apenas a capsulite pós-cirúrgica ou a inflamação natural do procedimento. O ombro odeia ser operado e reage ficando inchado e sensível.

Nós vamos usar essa dor como um guia. Dor aguda e fina durante um movimento? Pare. Dor surda e cansada no final do dia? Provavelmente você só exagerou nas atividades cotidianas. Aprender a linguagem do seu ombro agora vai ser crucial para quando você estiver na água e precisar decidir se rema para mais uma onda ou se sai do mar.

A Fase da “Múmia”: Proteção e Mobilidade Passiva

Sobrevivendo à tipóia e a higiene do sono

A tipóia vai ser sua melhor amiga e sua pior inimiga nas primeiras semanas. Ela é essencial para impedir que você faça movimentos bruscos inconscientes mas ela também pode destruir sua postura. O peso do braço puxa o pescoço para baixo e roda o ombro para frente. Isso gera uma tensão absurda no trapézio e na cervical. Você precisa tirar a tipóia (nos momentos permitidos) para relaxar o cotovelo e checar sua postura no espelho mantendo a coluna ereta.

Dormir é outro desafio hercúleo. A posição deitada tende a deixar o ombro cair para trás estirando a cápsula anterior que muitas vezes foi suturada. O segredo é montar um forte de travesseiros. Você precisa dormir quase sentado ou com um travesseiro grande atrás do cotovelo operado para que o braço fique apoiado e não caia para trás da linha do corpo.

Essa fase de repouso forçado é onde você perde massa muscular rapidamente. Mas não se desespere. O músculo tem memória e vamos recuperar isso depois. Agora o foco é proteger. Se você dormir mal a sua percepção de dor aumenta e a cicatrização piora. Invista tempo achando uma posição confortável porque o sono é o melhor remédio anti-inflamatório que existe.

Movimentos pendulares e a lubrificação articular sem carga

Logo no início provavelmente vamos começar com os exercícios pendulares de Codman. Você inclina o corpo para frente deixa o braço morto pendurado como um pêndulo e faz pequenos círculos usando o movimento do corpo não do ombro. Parece bobo e inútil mas esse movimento tem uma função fisiológica vital.

Ele cria um pequeno espaço na articulação e movimenta o líquido sinovial que é o óleo das suas juntas. Isso nutre a cartilagem que está parada e ajuda a prevenir a formação de aderências graves sem colocar estresse na cirurgia. É uma forma de dizer para o seu cérebro: “olha, esse braço ainda mexe e está tudo bem”.

Fazer o pêndulo corretamente é uma arte. Se você contrair o ombro para mexer o braço está errado. O braço tem que estar totalmente relaxado. É um momento de conexão e relaxamento. Faça isso várias vezes ao dia para aliviar aquela sensação de ombro congelado e pesado.

Cuidando do resto da cadeia: Cotovelo, punho e cervical

Enquanto o ombro está de férias forçadas o resto do braço não precisa morrer. Você deve e precisa mexer o punho a mão e o cotovelo (sempre respeitando os limites de rotação do ombro). Apertar bolinhas de borracha ajuda a manter a força de preensão que será fundamental para segurar a borda da prancha no futuro.

A coluna cervical também sofre muito por compensação. Faça alongamentos suaves do pescoço para os lados para aliviar a tensão do trapézio. Manter a mobilidade da coluna torácica (o meio das costas) também é essencial. Se suas costas ficarem rígidas o ombro terá que trabalhar dobrado quando você voltar a se mexer.

Pense no corpo como uma corrente. Se um elo está quebrado (o ombro) precisamos manter os outros elos fortes e brilhantes para que quando o ombro voltar ele tenha suporte. Não deixe seu corpo “apodrecer” no sofá só porque o ombro está imobilizado. Mantenha o resto da máquina girando.

Reconstruindo a Fundação: Escápula e Manguito

O ritmo escapulo-umeral: A dança entre a pá e o braço

Quando começarmos a mover o braço o foco não será o ombro em si mas a escápula (a pá das costas). No surf a remada exige que a escápula deslize perfeitamente sobre as costelas. Se ela estiver travada ou “alada” (solta) o ombro sofre impacto. Precisamos reensinar essa coordenação.

Muitas vezes após a cirurgia o cérebro “esquece” como mover a escápula e tenta levantar o braço usando apenas o deltoide e o trapézio superior encolhendo o pescoço. Isso é péssimo. Vamos trabalhar exaustivamente para você aprender a encaixar a escápula para baixo e para trás antes de qualquer movimento do braço.

Isso é a base da sua futura remada. Uma escápula estável é a plataforma de lançamento para um braço forte. Se a base é fraca o canhão não atira com precisão. Exercícios de retração e protração escapular serão seu café da manhã por muitos meses.

Isometria: Acordando o músculo sem estressar a cirurgia

A isometria é a mágica de fazer força sem sair do lugar. Você vai empurrar a parede ou a sua outra mão sem deixar o ombro mover. Isso recruta as fibras musculares do manguito rotador acordando-as da atrofia sem colocar em risco a cicatrização dos tendões pois não há movimento articular.

Começamos com cargas muito leves sub-máximas. O objetivo não é fadigar até a falha mas sim restabelecer a conexão neural. É como testar a fiação elétrica de uma casa antes de ligar os equipamentos pesados. Precisamos garantir que o sinal do cérebro está chegando no músculo certo.

Essa fase exige concentração. Você precisa sentir o manguito trabalhando lá no fundo e não o peitoral ou o bíceps tentando compensar. É um trabalho de qualidade e não de quantidade. A isometria prepara o terreno para os elásticos que virão depois.

Rotação externa: O movimento chave para a remada eficiente

A rotação externa (girar o braço para fora) é geralmente o movimento mais difícil de recuperar e o mais importante para o surfista. É ela que permite que você leve a mão lá na frente para “pescar” a água no início da remada sem pinçar o tendão. Se você não tiver boa rotação externa você vai remar “curto” ou compensar rodando o tronco.

Fortalecer os rotadores externos (infraespinhal e redondo menor) é o seguro de vida do seu ombro. Eles são os freios que impedem que a cabeça do úmero seja arremessada para frente durante a fase de tração da remada. Se eles falham o ombro fica instável.

Vamos usar elásticos leves para ganhar resistência nesses músculos. Lembre-se: resistência é mais importante que força bruta para o surf. Você precisa dar mil braçadas e não levantar um carro uma vez. Treinaremos esses músculos para aguentarem o volume de treino sem “abrir o bico”.

A Biomecânica do Drop e do Joelhinho (Duck Dive)

O “Pop-Up”: Transformando uma flexão de braço em explosão

O momento do drop, ou “pop-up”, é basicamente uma flexão de braço explosiva em uma superfície instável. Para um ombro operado isso é um desafio imenso. Você precisa de força de empurrar (peitoral e tríceps) mas principalmente de estabilidade posterior para o ombro não sair do lugar quando você bate a mão na prancha.

No início vamos treinar esse movimento na parede depois em uma superfície elevada e só muito depois no chão. Você precisa aprender a “parafusar” as mãos no chão criando torque externo para estabilizar a articulação. Se você deixar os cotovelos abrirem demais a chance de falha é grande.

A velocidade do drop terá que ser reconstruída. No começo você vai fazer um drop mais lento e controlado talvez até usando os joelhos se necessário. O impacto de aterrissar as mãos na prancha e receber o tranco da onda exige que o manguito esteja reagindo em milissegundos.

O perigo do Joelhinho (Duck Dive) para ombros instáveis

Aqui mora o perigo real. O “Joelhinho” ou Duck Dive é biomecanicamente terrível para o ombro. Você coloca o braço em flexão máxima e empurra a prancha para o fundo enquanto uma parede de água tenta arrancar seu braço para trás. É uma alavanca de luxação perfeita.

Para quem operou labrum (instabilidade) esse é o movimento mais arriscado. Você vai precisar adaptar sua técnica. Em vez de afundar a prancha com os braços esticados lá na frente tente trazer a prancha mais para perto do corpo e usar mais o peso do tronco e menos a força de alavanca dos ombros.

Nos primeiros meses de retorno ao mar evite dias em que você precise furar muitas ondas grandes. Se a série fechar na sua cabeça soltar a prancha (com cuidado com quem está atrás) pode ser mais seguro para o seu ombro recém-operado do que tentar lutar contra a espuma segurando a borda.

Adaptações técnicas para furar a onda sem alavanca excessiva

Uma técnica alternativa é o “turtle roll” (rolinho), onde você vira a prancha e fica embaixo dela. Isso protege muito mais o ombro pois você puxa a prancha contra o peito usando os músculos das costas em vez de empurrar contra a força da onda.

Se tiver que dar o joelhinho foque em afundar a rabeta com o pé ou joelho o mais rápido possível para diminuir o tempo que seus braços ficam sob tensão na frente. Quanto menos tempo seu ombro ficar na posição de “super-homem” lutando contra a água melhor.

Treinar essa mecânica fora da água visualizando o movimento e fortalecendo a posição de “empurrar” em ângulos variados vai te dar a confiança necessária para quando a espuma vier.

O Jogo Mental: Vencendo o Medo de Sair do Lugar

Cinesiofobia: Quando o cérebro trava o movimento por medo

Existe um termo chique chamado cinesiofobia que é basicamente o medo de se mover. Depois de uma lesão traumática e uma cirurgia seu cérebro cria um bloqueio. Ele “pensa” que se você levantar o braço ele vai doer ou sair do lugar. Isso gera uma tensão muscular defensiva que na verdade atrapalha o movimento.

Você vai sentir isso na primeira vez que for remar. O braço vai parecer pesar uma tonelada não por fraqueza mas por inibição neural. Precisamos “hackear” esse medo. Fazer movimentos em ambientes controlados e seguros repetidas vezes mostra para o sistema nervoso que é seguro se mexer.

Não lute contra o medo reconheça-o. É um mecanismo de defesa natural. Mas saiba que a estrutura está consertada. O parafuso está lá. O tecido cicatrizou. Agora é convencer o “gerente” (seu cérebro) de que a “fábrica” (seu ombro) pode voltar a operar.

Reaprendendo a confiar na estrutura do ombro

A confiança vem com a exposição gradual. Começamos com exercícios de propriocepção como segurar uma bola na parede ou ficar em posição de prancha. Sentir que o ombro aguenta o peso do corpo em um ambiente estático é o primeiro passo para confiar nele no caos do mar.

Eu gosto de usar exercícios com olhos fechados. Isso força você a sentir a articulação internamente sem depender da visão. Quando você sente que tem controle sobre onde seu braço está no espaço a confiança dispara.

Celebrar pequenas vitórias é essencial. Conseguiu coçar as costas? Vitória. Conseguiu fazer dez flexões? Vitória. Essa construção de autoeficácia é o que vai te permitir remar na primeira onda sem hesitar.

A importância da exposição gradual ao “caldo”

Você vai cair. Faz parte do surf. E o primeiro caldo é assustador. O ideal é que seus primeiros retornos sejam em dias muito pequenos quase “flat”. Você precisa cair e perceber que o ombro não desmontou. Essa experiência positiva de “sobrevivência” é terapêutica.

Simular quedas na piscina ou em tatames durante a reabilitação avançada pode ajudar. Aprender a cair protegendo o braço “fechando a asa” (trazendo o braço para junto do corpo) em vez de deixá-lo esticado para trás é uma habilidade de sobrevivência que vamos treinar.

O medo do caldo não pode te deixar rígido. A rigidez causa lesão. Você precisa estar relaxado para absorver o impacto da turbulência. É um paradoxo: para proteger o ombro você precisa relaxar o corpo na queda.

O Retorno ao Mar: Estratégia e Volume de Prancha

Por que você deve começar com um Longboard ou Softboard

Eu sei que você quer pegar sua pranchinha de alta performance mas esqueça ela por enquanto. Você precisa de volume. Uma prancha com muita flutuação (Longboard Funboard ou Softboard) desliza mais fácil. Isso significa que você precisa fazer muito menos força para entrar na onda.

Com uma pranchinha você precisa remar explosivamente para vencer a inércia. Com um longboard você dá duas braçadas suaves e a prancha anda. Isso poupa seu manguito rotador de picos de tensão desnecessários nessa fase de retorno.

Além disso o longboard é mais estável para o drop. Ele te dá mais tempo para ficar em pé permitindo que você ajuste a posição dos braços com calma sem a explosão violenta exigida numa prancha 5’10. Engula o orgulho e pegue o long.

Gerenciamento de volume de treino: Tempo na água versus intensidade

Sua primeira caída não deve passar de 30 minutos. Sério. Mesmo que o mar esteja clássico. A fadiga muscular no ombro operado chega rápido e sem aviso prévio. Quando o músculo cansa a articulação fica desprotegida. É aí que a lesão acontece.

Aumente o tempo gradualmente. 30 minutos na primeira semana 45 na segunda. Conte as ondas. “Hoje vou pegar 3 ondas e sair”. Tenha disciplina militar com isso. É melhor sair do mar querendo mais do que sair do mar com o ombro latejando e ter que ficar mais duas semanas de molho.

Descanse entre as sessões. Um dia de surf dois dias de descanso. Seu tecido precisa de tempo para se recuperar do estresse mecânico da remada que é muito diferente do estresse da fisioterapia.

Sinais de alerta: Diferenciando dor muscular de dor articular

Depois do surf você vai sentir dor. Se for uma dor muscular difusa no meio do músculo cansada é a “dor boa” de treino. Se for uma dor aguda dentro da articulação pinçadas ou uma dor que persiste forte no dia seguinte é sinal de sobrecarga articular.

Gelo pós-surf é obrigatório. Chegou em casa 20 minutos de gelo. Isso ajuda a controlar a inflamação natural do esforço. Se a dor articular persistir dê um passo atrás. Volte para a fisioterapia reduza o volume. Não tente surfar com dor articular aguda.

Terapias Aplicadas e Indicadas

Para te acompanhar nessa jornada usamos um arsenal de terapias. A Terapia Manual e a Osteopatia são fundamentais para soltar a cápsula articular rígida e garantir que a escápula e a coluna torácica estejam móveis. A mobilização articular suave reduz a dor e ganha amplitude.

Dry Needling (Agulhamento a Seco) é excelente para soltar os pontos de tensão (trigger points) que se formam no manguito e no trapézio devido à proteção muscular. A Eletroestimulação (TENS/FES) ajuda tanto na analgesia quanto no fortalecimento muscular inicial quando você ainda não consegue levantar peso.

E claro o Treinamento Funcional específico para o surf simulando o gesto esportivo fora da água é o que faz a ponte entre a maca e o mar. Confie no processo faça sua lição de casa e logo você estará no outside novamente mais forte e mais consciente do seu corpo do que antes. Boa recuperação e aloha!

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