WILSON Raquete de Tênis Ultra Power RXT 105

Top 5 Melhores Raquetes de Tênis (Wilson, Babolat e mais)

Por Que Confiar em Nós?

Quando você entra no meu consultório com dores no cotovelo ou no ombro, a primeira coisa que avalio não é apenas a sua lesão, mas o equipamento que você usa. A minha experiência clínica mostra que a escolha errada da raquete é um dos principais fatores para o desenvolvimento de patologias crônicas em tenistas amadores e profissionais. Eu analiso esses produtos com o olhar de quem entende de anatomia e biomecânica para garantir que você jogue sem dor.

Nós testamos e verificamos as especificações técnicas de cada raquete focando na absorção de impacto e na distribuição de massa. Não nos deixamos levar apenas pelo marketing das grandes marcas ou pelas cores vibrantes do aro. O foco aqui é entender como a rigidez do material e o tamanho da cabeça influenciam diretamente na saúde das suas articulações a cada rebatida que você executa em quadra.

A nossa análise busca equilibrar performance esportiva com preservação física a longo prazo. Você precisa de um equipamento que potencialize seu jogo, mas que também permita que você continue jogando tênis por muitos anos. Confiar na nossa avaliação significa priorizar a sua saúde física e a longevidade no esporte, escolhendo ferramentas que respeitam a fisiologia do seu corpo.

Experiência Clínica com Atletas

Eu acompanho tenistas de diversos níveis há anos e percebo padrões claros de lesão associados a certos tipos de equipamento. Vejo diariamente como uma empunhadura inadequada ou um peso mal distribuído pode gerar tendinites severas. Essa vivência prática no tratamento de lesões me dá a autoridade para dizer o que realmente funciona para proteger seu corpo.

Não baseamos nossas opiniões em teorias abstratas, mas sim na resposta fisiológica real que observamos nos atletas após o uso contínuo de determinados modelos. Sabemos identificar quando uma raquete exige esforço excessivo da musculatura extensora do punho. Essa bagagem clínica é fundamental para filtrar quais produtos são realmente ergonômicos e quais são apenas esteticamente agradáveis.

Você pode ter certeza de que cada recomendação aqui leva em conta a prevenção de desgastes articulares comuns no tênis. O objetivo é que você entenda que a raquete é uma extensão do seu braço e precisa interagir harmonicamente com ele. Usamos esse conhecimento de reabilitação para guiar você na compra mais segura possível.

Análise Biomecânica dos Produtos

A biomecânica estuda como as forças atuam no corpo humano e nós aplicamos isso na análise das raquetes. Observamos como o momento de inércia da raquete afeta a velocidade do seu swing e a carga no seu ombro. Uma raquete com balanço errado pode forçar você a compensar o movimento, gerando torques desnecessários nas articulações.

Avaliamos a capacidade de cada material em dissipar a vibração gerada pelo impacto da bola antes que ela chegue aos seus tendões. Grafite, carbono e compostos modernos têm comportamentos diferentes e nós explicamos isso de forma que faça sentido para o seu jogo. Entender a física por trás da raquete ajuda você a escolher uma ferramenta que trabalha a seu favor.

Nossa abordagem técnica garante que você não compre algo que vai lutar contra a sua mecânica natural de movimento. Se a raquete exige que você mude drasticamente seu jeito de bater para obter resultado, ela provavelmente vai te machucar. A análise biomecânica serve para alinhar o equipamento à sua estrutura física atual.

Foco na Prevenção de Lesões

A prevenção é sempre melhor e mais barata do que o tratamento de uma lesão consolidada. A nossa prioridade máxima ao avaliar essas raquetes é identificar características que minimizem o risco de epicondilite lateral, o famoso “tennis elbow”. Olhamos com cuidado para a rigidez do quadro, pois raquetes muito duras transmitem muito choque para o braço.

Consideramos também o conforto do grip e como ele afeta a tensão muscular necessária para segurar a raquete durante o jogo. Um equipamento que exige força excessiva de preensão fadiga os músculos do antebraço rapidamente. Nós destacamos os modelos que permitem um jogo mais solto e fluido, reduzindo a tensão cumulativa nos tecidos moles.

Ao seguir nossas diretrizes, você investe na sua saúde e garante mais tempo de quadra sem dores limitantes. O foco na prevenção não significa sacrificar desempenho, mas sim encontrar o ponto de equilíbrio onde você joga bem e se sente bem. Queremos que você termine a partida cansado pelo esforço cardiorrespiratório, não por dores articulares agudas.

Como Escolher a Melhor Raquete de Tênis

Escolher a raquete certa é como escolher o tênis ideal para uma maratona; se não for adequado, você vai se machucar. O mercado oferece uma infinidade de opções e é fácil se perder em meio a tantas tecnologias e promessas de potência. Você precisa focar nas características que conversam com o seu biotipo e nível de habilidade atual para fazer uma compra inteligente.

Não existe a “melhor raquete do mundo”, existe a melhor raquete para o seu momento físico e técnico. Um iniciante precisa de ajuda para gerar potência e perdoar erros, enquanto um avançado precisa de controle e precisão. Ignorar essas nuances é o primeiro passo para desenvolver vícios de movimento e sobrecargas musculares que vão te levar para a maca de fisioterapia.

Vamos dissecar os componentes essenciais da raquete para que você entenda o que cada especificação técnica significa na prática. Você vai aprender a ler a ficha técnica do produto e traduzir aqueles números em sensação de jogo e conforto. O conhecimento técnico é a sua melhor defesa contra compras erradas e lesões futuras.

Escolha o Material Conforme o seu Nível de Experiência

O material da raquete define a quantidade de vibração que passa para o seu braço a cada batida. Raquetes de alumínio são baratas e duráveis, mas vibram muito e são indicadas apenas para quem está começando e não quer investir muito. Se você joga com frequência, o alumínio pode ser agressivo para suas articulações a longo prazo.

Raquetes de grafite ou fibra de carbono são as melhores opções para quem busca performance e proteção articular. Elas absorvem melhor o impacto e oferecem uma resposta mais limpa, poupando seus tendões de microtraumas repetitivos. A grafite permite que a estrutura da raquete deforme levemente e retorne à posição original sem transferir todo o choque para o punho.

Existem também materiais compostos que misturam grafite com outras tecnologias para aumentar a estabilidade. Para quem já teve dores no braço, investir em materiais nobres não é luxo, é uma necessidade terapêutica. A escolha do material é a base da pirâmide para um jogo saudável e sustentável.

O Peso da Raquete de Tênis É o Segredo para uma Boa Performance

O peso influencia diretamente a estabilidade da raquete e a facilidade de manuseio durante a partida. Raquetes muito leves parecem ótimas na loja, mas tremem muito quando você rebate uma bola forte do adversário. Essa instabilidade obriga seu braço a absorver a energia que a raquete não conseguiu dissipar.

Por outro lado, uma raquete muito pesada pode atrasar o seu swing e causar fadiga no ombro e na parte superior das costas. Você precisa encontrar um peso que consiga manusear durante um jogo inteiro sem perder a técnica. O ideal é começar com pesos intermediários e ajustar conforme sua musculatura se adapta ao esporte.

Tenistas mais fortes e experientes se beneficiam de raquetes mais pesadas porque elas oferecem mais “massa” para rebater a bola com autoridade. Iniciantes devem buscar raquetes mais leves para facilitar o aprendizado do movimento correto. O peso certo é aquele que permite aceleração sem causar exaustão prematura.

Prefira Raquetes de Tênis com Peso Centralizado para Treinar

O equilíbrio ou balanço da raquete determina se ela parece mais pesada na cabeça ou no cabo. Raquetes com peso centralizado oferecem um mix interessante de potência e controle para quem está treinando e evoluindo. Elas não sobrecarregam a ponta, o que facilita a movimentação rápida na rede e no fundo de quadra.

O peso deslocado para a cabeça ajuda a gerar potência, mas aumenta o torque no punho e no cotovelo. Para quem tem histórico de lesão, raquetes com peso no cabo ou equilibradas são mais amigáveis biomecanicamente. Elas permitem que você tenha mais controle sobre a cabeça da raquete durante todo o movimento do golpe.

Treinar com uma raquete equilibrada ajuda a desenvolver uma técnica limpa e consistente. Você consegue sentir melhor onde a cabeça da raquete está no espaço, melhorando sua propriocepção. É uma escolha segura para a maioria dos jogadores que buscam versatilidade sem riscos excessivos.

Escolha a Empunhadura Certa para Evitar Lesões

O tamanho do grip ou empunhadura é um dos fatores mais negligenciados e que mais causam epicondilite. Se o cabo for muito fino, você aperta demais a raquete para ela não girar na mão, tensionando os flexores do antebraço. Se for muito grosso, você não consegue fechar a mão direito e perde a firmeza, forçando o punho em posições ruins.

Existe uma medida correta que deixa um pequeno espaço entre a ponta dos dedos e a base do polegar ao segurar a raquete. Usar o tamanho correto permite que você segure a raquete de forma relaxada, ativando a musculatura apenas no momento do impacto. Isso economiza energia e previne a inflamação dos tendões.

Você pode ajustar a empunhadura usando overgrips para engrossar levemente o cabo se necessário. O importante é sentir que a raquete está firme sem precisar esmagar o cabo com força. A escolha correta do grip é a primeira linha de defesa contra o tennis elbow.

Para Começar, Prefira Raquetes com Cabeça Maior que 100 pol²

A área da cabeça da raquete determina o tamanho do “sweet spot”, ou ponto doce, onde a batida é mais eficiente e confortável. Cabeças maiores, acima de 100 polegadas quadradas, oferecem uma área de acerto maior e perdoam mais os erros. Quando você bate fora do centro em uma raquete pequena, a vibração é terrível e vai direto para o braço.

Para iniciantes e intermediários, uma cabeça maior ajuda a manter a bola em jogo e gera potência com menos esforço. Isso reduz a frustração e permite que você foque na mecânica do movimento sem medo de errar. Raquetes “oversize” funcionam como uma cama elástica maior para a bola.

Conforme você evolui e acerta o centro com mais frequência, pode migrar para cabeças menores que oferecem mais controle. Mas não tenha pressa; jogar com uma cabeça maior é uma estratégia inteligente para proteger suas articulações enquanto sua técnica não é perfeita. O conforto deve vir antes da precisão cirúrgica no início.

Raquetes com Menos de 68 RA São Ideais para os Tenistas Experientes

O índice RA mede a rigidez da raquete; quanto maior o número, mais dura e potente ela é, mas também mais vibração transmite. Raquetes com RA abaixo de 68 são consideradas mais flexíveis e confortáveis para o braço. Elas “abraçam” a bola por uma fração de segundo a mais, oferecendo mais controle e menos choque.

Jogadores experientes que geram sua própria potência preferem raquetes mais flexíveis para ter precisão e tato. Se você tem problemas crônicos no braço, deve fugir de raquetes com RA muito alto, mesmo que elas prometam muita potência fácil. A rigidez excessiva é inimiga dos tendões inflamados.

Uma raquete mais flexível exige que você faça o movimento completo e use a cadeia cinética do corpo para gerar força. Isso é biomecanicamente mais saudável do que depender apenas da rigidez do quadro para fazer a bola andar. Escolher um RA baixo é um investimento na longevidade da sua carreira amadora.

Prefira Encordoamento Mais Fechado para Melhorar o Controle de Bola

O padrão de encordoamento refere-se ao número de cordas verticais e horizontais na raquete. Um padrão mais fechado, como 18×20, cria uma trama densa que oferece muito controle e durabilidade das cordas. A bola sai da raquete com mais precisão direcional, ideal para quem bate plano.

Padrões mais abertos, como 16×19, ajudam a gerar efeito spin e potência, mas as cordas se movem mais e podem quebrar mais rápido. Para quem busca controle absoluto e tem um braço forte, o padrão fechado é excelente. Ele oferece uma sensação de batida mais firme e previsível.

No entanto, padrões muito fechados podem parecer mais “duros” se a tensão das cordas for muito alta. É preciso equilibrar o padrão de cordas com uma tensão adequada para não transformar a raquete em uma tábua. O controle vem da combinação entre a densidade da trama e a flexibilidade da corda.

Confira se a Raquete de Tênis Vem Encordoada

Muitas raquetes de performance são vendidas sem cordas, o que permite que você escolha a corda e a tensão ideais para você. Raquetes para iniciantes geralmente já vêm encordoadas de fábrica com uma tensão média e cordas sintéticas básicas. Isso é prático para quem quer comprar e sair jogando imediatamente.

Se a raquete vier encordoada, verifique a qualidade da corda, pois muitas vezes são cordas baratas que perdem a tensão rápido. Cordas “mortas” obrigam você a fazer mais força para a bola andar, o que não é bom para o braço. Trocar o encordoamento de fábrica por um multifilamento de qualidade pode transformar a sensação da raquete.

Para quem busca performance, comprar o aro sem corda é a melhor opção para personalizar o equipamento. Você pode colocar uma corda macia para proteger o braço ou um poliéster para mais spin. A corda é o motor da raquete e merece tanta atenção quanto o próprio quadro.

Lesões Comuns no Tênis e Como a Raquete Influencia

O tênis é um esporte assimétrico e de repetição, o que cria um cenário perfeito para lesões por uso excessivo. No consultório, vejo que muitas dessas lesões não são causadas apenas pela má técnica, mas agravadas pelo equipamento inadequado. A raquete atua como um amplificador de forças; se ela não for adequada, vai amplificar o estresse nos tecidos errados.

Entender a relação entre a sua dor e o seu equipamento é o primeiro passo para a cura e a prevenção. Muitas vezes, um simples ajuste no peso ou na espessura do cabo pode aliviar dores crônicas que meses de tratamento não resolveram completamente. A raquete deve absorver a carga, não o seu corpo.

Vamos explorar as três principais queixas que recebo de tenistas e como a escolha da raquete pode ser a causa ou a solução. Você precisa ser proativo e escutar os sinais que seu corpo dá durante e após o jogo. Dor persistente não é normal e o seu equipamento pode ser o culpado.

Epicondilite Lateral (Tennis Elbow)

A epicondilite lateral é a inflamação dos tendões que estendem o punho e os dedos, localizada na parte externa do cotovelo. Ela ocorre frequentemente devido ao impacto repetitivo e à vibração da raquete, especialmente no backhand atrasado. Raquetes muito rígidas, leves demais ou com encordoamento muito tenso são vilãs clássicas dessa patologia.

Quando a raquete é muito leve, ela desacelera bruscamente ao bater na bola, transferindo o choque para o braço. Um cabo muito fino também obriga você a apertar demais a mão, mantendo os tendões sob tensão constante. A combinação de vibração e tensão muscular cria micro-rupturas no tendão que não cicatrizam sem repouso.

Para evitar ou tratar o tennis elbow, indico raquetes mais flexíveis, com peso um pouco maior para estabilidade e equilíbrio voltado para o cabo. Usar cordas multifilamento macias com tensão mais baixa também ajuda a absorver o impacto. O equipamento deve fazer o trabalho pesado de absorção, poupando seu cotovelo.

Problemas no Ombro e Manguito Rotador

O saque e o smash são movimentos que exigem muito do ombro, colocando o braço acima da cabeça em alta velocidade. Raquetes com o peso muito deslocado para a cabeça aumentam a alavanca e o esforço necessário para frear o braço após o contato. Isso sobrecarrega os músculos do manguito rotador, que estabilizam a articulação.

Lesões de impacto e bursites são comuns em quem usa raquetes pesadas demais para sua força física atual. A fadiga leva à perda da técnica, fazendo com que você use apenas o ombro em vez da rotação de tronco para gerar força. Isso cria um ciclo vicioso de dor e compensação mecânica.

Para proteger o ombro, prefira raquetes com equilíbrio mais neutro ou voltado para o cabo, que são mais fáceis de manusear. A corda também influencia; cordas mortas exigem que você force mais o saque para a bola andar. Manter a mobilidade da cintura escapular e usar um equipamento ágil é essencial para a saúde do ombro.

Sobrecarga no Punho e Antebraço

O punho sofre muito com movimentos de “flic” ou quando tentamos corrigir uma bola atrasada usando apenas a articulação. Raquetes com alta inércia (swingweight) são difíceis de manobrar nessas situações de emergência, colocando um torque imenso no punho. Isso pode levar a tendinites e lesões na fibrocartilagem triangular.

Jogadores que usam muito top spin com empunhaduras extremas (western) também colocam o punho em posições de estresse. Se a raquete não oferecer estabilidade torsional, ela gira na mão nos golpes fora do centro, torcendo o punho. A estabilidade da raquete é crucial para proteger essa articulação pequena e complexa.

Busque raquetes que tenham boa estabilidade torsional, ou seja, que não girem facilmente ao bater na bola fora do centro. Um tamanho de grip correto também é vital aqui para garantir que a raquete fique firme sem travar o punho. O punho deve trabalhar como um elo de transmissão de força, não como o gerador principal de potência.

A Biomecânica do Movimento no Tênis

O tênis é um esporte de cadeia cinética, o que significa que a energia deve fluir do solo, passar pelas pernas, tronco, braço e finalmente chegar à raquete. Quando essa cadeia funciona bem, o esforço é distribuído e o risco de lesão é baixo. Quando há uma quebra nesse fluxo, alguma articulação isolada paga o preço.

A raquete é o último elo dessa corrente e precisa estar em sintonia com a sua capacidade de gerar e transferir força. Se o equipamento for incompatível com sua mecânica, ele age como um bloqueio, forçando adaptações posturais ruins. A análise biomecânica nos ajuda a entender como otimizar esse sistema corpo-raquete.

Você não precisa ser um físico para entender isso, basta perceber que o golpe deve ser fluido e contínuo. Equipamentos extremos (muito pesados ou muito leves) tendem a quebrar essa fluidez em jogadores amadores. Vamos ver como a física do movimento interage com o material que você segura.

Cadeia Cinética e Transferência de Energia

A força de um golpe começa no empurrar dos pés contra o chão e na rotação do quadril. Se você usa uma raquete muito pesada, pode haver um “atraso” (lag) excessivo do braço, dessincronizando o movimento. O corpo já girou, mas a raquete ainda está vindo, o que coloca estresse enorme no ombro para “buscar” esse atraso.

Por outro lado, uma raquete leve demais pode ser acelerada antes do tempo, desperdiçando a energia gerada pelo tronco. O “timing” do impacto depende da massa da raquete e da sua força muscular. O equipamento ideal permite que a raquete chegue na bola no exato momento de pico de energia da sua rotação.

Sincronizar a raquete com seu corpo é fundamental para golpear com eficiência e sem dor. Você deve sentir que a raquete é uma extensão natural do movimento, não um peso morto que você arrasta. O ajuste fino do peso e balanço ajuda a harmonizar essa transferência de energia.

O Impacto da Vibração nos Tecidos Moles

Nossos músculos, tendões e ligamentos são tecidos viscoelásticos que reagem à vibração ficando mais rígidos como mecanismo de proteção. A vibração de alta frequência gerada pelo impacto da bola viaja pelo braço e pode causar microlesões celulares. Quanto mais rígida a raquete e a corda, maior essa transmissão de energia nociva.

Ao longo do tempo, essa vibração constante pode levar à degeneração do tecido colágeno, causando tendinopatias crônicas. Raquetes com tecnologias de amortecimento funcionam como filtros, reduzindo a carga vibratória que seus tecidos precisam dissipar. É uma questão de engenharia aplicada à saúde biológica.

Proteger seus tecidos moles da vibração excessiva prolonga sua vida útil no esporte. Não subestime a sensação de “conforto” ou “maciez” de uma raquete; isso é o seu corpo agradecendo pela menor agressão vibratória. O material certo atua como um escudo para suas células.

Adaptação Postural e Equipamento

O corpo humano é mestre em compensar; se a raquete não ajuda, nós mudamos a postura para fazer a bola passar. Se a raquete não dá potência, você pode começar a jogar o corpo para frente de forma desengonçada ou usar excessivamente o punho. Essas adaptações posturais criam desequilíbrios musculares e dores nas costas e pescoço.

Uma raquete adequada permite que você mantenha a postura ereta e equilibrada durante os golpes. Você não precisa “lutar” contra o equipamento, o que mantém sua coluna e ombros em alinhamento neutro e seguro. O equipamento deve facilitar a boa técnica, não dificultá-la.

Fique atento se você sente dores na lombar ou no pescoço após jogar; pode ser que você esteja compensando uma deficiência da raquete com sua coluna. Ajustar o equipamento pode corrigir a postura de forma quase automática. A ergonomia no esporte é tão importante quanto no escritório.

Cuidados Pós-Jogo e Manutenção do Corpo

O jogo não acaba quando você aperta a mão do adversário; a recuperação é parte essencial da rotina de um tenista saudável. O que você faz nas horas seguintes à partida determina como seu corpo estará para o próximo jogo. Como fisioterapeuta, vejo que a falta de cuidado pós-jogo é um grande fator para o acúmulo de lesões.

Seu corpo sofreu microtraumas, inflamação local e fadiga metabólica durante a partida. É preciso dar ferramentas para que o organismo repare esses tecidos de forma eficiente. Negligenciar essa fase é pedir para ter dores crônicas no futuro.

Vamos falar de estratégias simples e eficazes que você pode fazer em casa ou no vestiário. São hábitos que, incorporados à rotina, fazem uma diferença enorme na sua mobilidade e ausência de dor. Cuide da sua “máquina” para que ela não quebre.

Crioterapia e Termoterapia

O uso de gelo (crioterapia) logo após o jogo é excelente para controlar a inflamação aguda em articulações que foram muito exigidas, como ombro e cotovelo. O gelo reduz o metabolismo local e a dor, evitando que uma pequena irritação vire uma tendinite grande. 15 a 20 minutos são suficientes.

Já o calor (termoterapia) é indicado para relaxar a musculatura tensa, mas geralmente em momentos distantes da inflamação aguda ou antes do jogo para aquecer. Banhos quentes ou compressas ajudam a soltar contraturas nas costas e pernas. Saber alternar entre frio e calor é uma ferramenta poderosa de autogestão da dor.

Escute seu corpo: se está pulsando e quente, use gelo. Se está rígido e travado, o calor pode ajudar. Essas terapias simples ajudam a resetar o estado dos tecidos para o dia seguinte. Nunca aplique gelo diretamente na pele para não queimar.

Mobilidade de Ombro e Punho

Após o tênis, a musculatura tende a encurtar e perder amplitude de movimento, especialmente na rotação interna do ombro. Realizar exercícios de mobilidade e alongamento suave ajuda a restaurar a função normal da articulação. Um ombro rígido é um candidato forte a lesões no manguito rotador.

Alongamentos para os flexores e extensores do punho também são obrigatórios para prevenir o tennis elbow. Manter esses tecidos flexíveis reduz a tensão sobre as inserções tendinosas no osso. A mobilidade deve ser trabalhada com calma, sem forçar dor, apenas sentindo o estiramento.

Dedique 10 minutos pós-jogo para soltar as articulações. Use elásticos ou apenas o peso do corpo para ganhar amplitude. A rigidez é inimiga do tenista; um corpo móvel dissipa melhor as forças de impacto.

Fortalecimento Específico para Tenistas

O tênis desenvolve muito um lado do corpo e certos grupos musculares, criando desequilíbrios. O fortalecimento deve focar nos músculos antagonistas (que freiam o movimento) e no core, que estabiliza tudo. Exercícios para o manguito rotador externo são essenciais para compensar a força dos rotadores internos usados no golpe.

Trabalhar a musculatura do antebraço com exercícios excêntricos (freando o peso) é o padrão ouro para prevenir e tratar tendinites. Um antebraço forte suporta melhor a vibração da raquete. O fortalecimento não é apenas para bater forte, mas para blindar suas articulações.

Não esqueça das pernas e glúteos; a força vem de baixo. Se suas pernas cansam, você usa mais o braço e se machuca. Um programa de fortalecimento de duas vezes na semana é o seguro de vida do tenista.

Top 5 Melhores Raquetes de Tênis

WILSON Raquete de Tênis Aggressor 112

A Wilson Aggressor 112 é uma raquete que vejo com frequência nas mãos de quem está dando os primeiros passos no esporte. O design dela é focado quase que exclusivamente em perdão e facilidade de jogo. Para um iniciante, a maior dificuldade é acertar o centro da raquete consistentemente, e a Aggressor resolve isso ampliando a área útil de batida.

Visualmente, ela tem uma cabeça enorme, o que chamamos de “oversize”, com 112 polegadas quadradas. Isso significa que, mesmo se você atrasar o golpe ou pegar a bola na borda, a raquete ainda consegue devolver a bola para o outro lado da rede. Essa característica é fundamental para evitar a frustração inicial e manter o jogador motivado.

WILSON Raquete de Tênis Aggressor 112
WILSON Raquete de Tênis Aggressor 112

Em termos de composição, ela utiliza uma liga de alumínio, que chamamos de “AirLite Alloy”. É um material leve e resistente, mas, como fisioterapeuta, preciso alertar que ligas metálicas tendem a vibrar mais do que a grafite pura. Porém, para a intensidade de jogo de um iniciante, que bate com menos força, isso geralmente não é um problema crítico imediato.

A tecnologia SX Bridge na ponte da raquete ajuda a dar estrutura e estabilidade, tentando reduzir um pouco a torção do aro. Isso é importante porque raquetes muito grandes tendem a ser instáveis se não tiverem um bom reforço estrutural. A sensação de batida é sólida, mas você sente claramente o impacto, o que ajuda na propriocepção do aprendizado.

O peso é bastante acessível, facilitando o manuseio para quem ainda não tem a musculatura do braço desenvolvida para o tênis. Você consegue mover a raquete rápido para se posicionar, o que é ótimo para voleios e para correções de última hora. A leveza, contudo, significa que contra bolas pesadas de adversários fortes, a raquete pode tremer na mão.

Um ponto positivo é que ela já vem encordoada, o que facilita a vida de quem não entende de cordas ainda. A tensão de fábrica é média, focada em conforto e potência. As cordas são básicas, mas cumprem o papel para os primeiros meses de treino recreativo.

Do ponto de vista da prevenção de lesões, a cabeça grande ajuda a evitar os choques secos de bater no aro, que são terríveis para o cotovelo. No entanto, conforme o jogador evolui e começa a bater mais forte, a vibração do alumínio pode começar a incomodar. É uma raquete de transição, não para a vida toda.

Eu recomendo este modelo para quem joga ocasionalmente ou está na fase de aprendizado dos golpes básicos. Se você busca diversão e troca de bolas sem compromisso competitivo alto, ela atende perfeitamente. O custo-benefício é excelente para a entrada no esporte.

O grip é confortável, mas sugiro sempre usar um overgrip por cima para aumentar a maciez e a absorção de suor. O cabo tem um formato padrão da Wilson que se adapta bem à maioria das mãos. Certifique-se apenas de comprar a empunhadura no tamanho correto (L2, L3, etc.).

Em resumo, a Aggressor 112 é a porta de entrada amigável. Ela oferece potência gratuita (a bola anda sem você fazer muita força) e uma margem de erro gigante. Use-a para aprender a técnica, e quando sentir que precisa de mais controle e menos vibração, será hora de subir de nível.

Raquete de Tênis Ideal para Mais Velocidade e Spin

Esta raquete se destaca por permitir que o iniciante experimente a sensação de gerar velocidade na bola sem esforço hercúleo. O padrão de cordas aberto ajuda a “morder” a bola levemente, introduzindo o conceito de spin (efeito) no jogo do novato.

A aerodinâmica da cabeça, apesar de grande, é projetada para cortar o ar com relativa facilidade. Isso ajuda quem tem o swing curto e lento a conseguir acelerar a cabeça da raquete no momento do contato. É gratificante ver a bola passar da rede com velocidade logo nas primeiras aulas.

Para quem gosta de jogar no fundo de quadra e apenas devolver a bola, a potência extra gerada pelo efeito trampolim das cordas longas é um grande auxílio. Você cansa menos para fazer a bola chegar no fundo da quadra adversária. É eficiência energética para quem ainda não tem técnica apurada.

WILSON Raquete de Tênis Ultra Power RXT 105

A Wilson Ultra Power RXT 105 é um passo acima das raquetes de entrada mais básicas, trazendo um pouco mais de tecnologia para a quadra. Ela é desenhada para jogadores que buscam, como o nome sugere, potência. Se você sente que falta força nos seus golpes para fechar o ponto, essa raquete pode ser uma aliada interessante.

A construção dela mistura alumínio e grafite fundidos, o que oferece uma sensação melhor do que as raquetes 100% alumínio. A presença da grafite ajuda a absorver um pouco mais da vibração nociva, tornando o golpe mais “limpo” e confortável para o braço. Isso é um diferencial importante para quem joga com mais regularidade.

WILSON Raquete de Tênis Ultra Power RXT 105
WILSON Raquete de Tênis Ultra Power RXT 105

A cabeça de 105 polegadas quadradas ainda é considerada “midplus” ou levemente oversize, oferecendo um excelente sweet spot. Você tem uma área de perdão boa, mas começa a ter um pouco mais de controle direcional do que nas raquetes gigantes de 112 polegadas. É um equilíbrio interessante para o jogador recreativo em evolução.

A tecnologia “Double Hole” nos grommets (os buraquinhos por onde passam as cordas) permite que as cordas se movimentem mais no impacto. Isso aumenta o efeito trampolim, gerando mais potência e conforto. Para um fisioterapeuta, mais movimento de corda significa um impacto ligeiramente mais suave e amortecido.

O peso dela é leve, o que favorece a manobrabilidade, mas ela tem uma estrutura um pouco mais rígida no coração da raquete para garantir estabilidade. Isso ajuda a raquete a não torcer tanto quando você rebate uma bola descentralizada. A estabilidade torsional é crucial para proteger o punho de torções súbitas.

Visualmente, ela segue a linha de design das raquetes de performance da linha Ultra da Wilson, o que dá uma moral extra em quadra. O acabamento é bom e o grip original oferece uma pegada firme. A estética importa para a confiança do jogador, e ela entrega um visual moderno.

Em termos de jogabilidade, ela facilita muito o saque e os golpes de fundo. A bola sai rápido da raquete. No entanto, jogadores que já batem muito forte podem achar que a bola “voa” demais, perdendo o controle. Ela é feita para quem precisa de ajuda na potência, não para quem precisa domar a força.

Eu a indico para jogadores recreativos intermediários ou iniciantes dedicados que querem um equipamento que dure mais tempo que uma raquete de alumínio básica. Ela suporta uma evolução técnica até um certo ponto sem comprometer a integridade física do jogador.

Cuidado apenas com a tensão das cordas; como ela é potente, cordas muito frouxas podem deixá-la incontrolável. Manter o encordoamento em dia é essencial para extrair o melhor dessa tecnologia de furos duplos.

A Ultra Power RXT 105 é uma escolha sólida para quem joga duplas no clube e quer se divertir sem sair com o braço dolorido. Ela entrega o que promete: potência fácil e um conforto superior às raquetes de entrada, com um preço que ainda não agride o bolso.

Para Jogadores Recreativos e Principiantes

O público-alvo aqui é claro: quem joga pelo prazer, no fim de semana, mas quer um equipamento decente. Ela preenche a lacuna entre as raquetes de “supermercado” e as raquetes de performance de mil reais. É o meio-termo honesto.

A facilidade de uso é o ponto alto; você não precisa de uma técnica perfeita para a bola andar. Isso reduz a tensão muscular, pois você não precisa fazer força bruta. O jogo flui mais naturalmente, permitindo trocas de bola mais longas e divertidas.

Para principiantes que estão começando a ter aulas, ela ajuda a desenvolver os golpes sem punir tanto os erros. A resposta da raquete é previsível e amiga do usuário, encorajando a prática contínua sem medo de lesão imediata.

HEAD Raquete de Tênis Geo Speed

A Head Geo Speed traz uma proposta focada em controle e estabilidade, utilizando a tecnologia “Geo Power” da marca. A Head é conhecida por sua engenharia precisa, e neste modelo intermediário, eles tentam trazer sensações das raquetes de topo de linha para o jogador recreativo.

A tecnologia Geo Power otimiza a geometria do eixo da raquete (o coração), buscando aumentar a rigidez naquela área para gerar mais potência e estabilidade, mas mantendo o conforto. Na prática, isso significa que a raquete treme menos na mão ao bater na bola. Menos trepidação é música para os ouvidos de um fisioterapeuta preocupado com epicondilite.

HEAD Raquete de Tênis Geo Speed
HEAD Raquete de Tênis Geo Speed

A cabeça é de 105 polegadas, um padrão muito popular para este segmento, equilibrando perdão e controle. O formato da cabeça da Head tende a ser um pouco mais ovalado, o que alguns jogadores preferem para o controle direcional. Ela oferece uma boa mistura de potência e precisão.

O material é composto, oferecendo uma durabilidade boa e uma absorção de impacto razoável. Ela é leve, o que facilita gerar velocidade na cabeça da raquete para criar spin. Jogadores que gostam de jogar com efeito vão apreciar a facilidade de manuseio da Geo Speed.

O grip da Head tem um formato mais retangular (mais achatado) em comparação com a Wilson (mais arredondado). Isso é uma questão de preferência pessoal, mas ajuda muito na percepção da empunhadura correta para cada golpe (continental vs. eastern). Saber onde estão as arestas do cabo ajuda a manter a técnica correta.

Ela vem com o sistema de amortecimento no cabo que ajuda a filtrar vibrações. Embora não seja tão sofisticada quanto as linhas de performance (como a Speed MP usada por Djokovic), ela faz um bom trabalho para o nível recreativo. O conforto é perceptível em comparação a modelos genéricos.

A Geo Speed é indicada para quem já tem uma noção básica de tênis e quer começar a bater com mais intenção de colocação, não apenas passar a bola. Ela permite que você comece a “mandar” no ponto. A estabilidade extra ajuda nos voleios na rede.

O comprimento é um pouco estendido em alguns modelos dessa linha (verifique a especificação exata), o que pode dar mais alcance, mas exige cuidado no manuseio próximo ao corpo. Para a maioria dos amadores, o alcance extra no saque é bem-vindo.

É uma raquete robusta que aguenta o tranco do aprendizado. As cordas originais são duráveis, mas um pouco rígidas; se você sentir desconforto, a primeira coisa a fazer é trocar por uma tripa sintética macia. Isso melhora a raquete em 100%.

Concluindo, a Head Geo Speed é uma excelente competidora no mercado de raquetes recreativas de qualidade. Ela oferece uma sensação de solidez que inspira confiança para atacar a bola, protegendo o braço através de uma estrutura estável.

Maior Estabilidade e Controle nas Jogadas

A estabilidade é o grande trunfo da Geo Speed. Quando você bloqueia um saque forte ou tenta um voleio, a raquete não “dobra” na sua mão. Isso protege seu punho de movimentos bruscos e lesivos.

O controle direcional é superior ao de raquetes puramente de potência (power frames). Você consegue mirar nos cantos da quadra com mais confiança. Isso é essencial para o jogador que está começando a desenvolver estratégia de jogo e não apenas rebatendo.

A geometria do quadro realmente ajuda a canalizar a energia para a bola, em vez de dissipá-la em deformações da raquete. Isso resulta em um golpe eficiente, onde sua energia vira velocidade de bola, poupando seu físico de esforços desperdiçados.

BABOLAT Raquete de Tênis Pure Aero 98

Aqui entramos no território das raquetes de alta performance. A Babolat Pure Aero 98 é uma máquina de spin e potência, famosa por ser a linha usada por Rafael Nadal e Carlos Alcaraz (embora com especificações personalizadas). Ela é feita para quem joga tênis de verdade e tem uma técnica desenvolvida.

O material é 100% grafite de alta qualidade, com tecnologias como NF2-Tech (inserções de linho) para absorção de vibração. Como fisioterapeuta, adoro o uso de fibras naturais como o linho para filtrar o impacto; isso deixa a batida mais suave e o som mais abafado, reduzindo a fadiga mental e física.

A cabeça 98 é menor e mais exigente. O sweet spot é mais restrito; você precisa ter pernas e olhos bons para chegar na bola e acertar o centro. Se acertar fora, a raquete não perdoa tanto. É uma raquete para jogadores avançados ou intermediários fortes que buscam precisão cirúrgica.

BABOLAT Raquete de Tênis Pure Aero 98
BABOLAT Raquete de Tênis Pure Aero 98

A rigidez da Pure Aero é tradicionalmente alta para gerar potência, mas neste modelo 98, a Babolat trabalhou para oferecer um pouco mais de controle e “feel”. Ainda assim, é uma raquete firme. Se você tem histórico de dores graves no cotovelo, deve testá-la com cuidado e usar cordas macias com tensão baixa.

O padrão de cordas é otimizado para spin (FSI Spin), permitindo que as cordas deslizem e voltem, fazendo a bola girar absurdamente. Para quem joga com o braço solto e usa a rotação do corpo, essa raquete é uma arma letal. O spin pesado é o que mantém a bola dentro da quadra mesmo com batidas fortes.

O peso é maior (geralmente em torno de 305g sem corda), o que exige uma musculatura preparada. Não recomendo para iniciantes absolutos ou crianças, pois o peso pode causar lesões no ombro se a técnica não for adequada. É equipamento profissional.

A aerodinâmica do aro é desenhada para cortar o ar rápido, facilitando a geração de velocidade na cabeça da raquete. Isso é ótimo, mas exige que você mantenha o ritmo. Se você atrasar o swing, a raquete não joga por você. Ela responde ao que você dá.

O feedback da raquete é incrível; você sente exatamente onde a bola tocou nas cordas. Essa informação sensorial é crucial para o jogador de alto nível ajustar seus golpes milimetricamente. A conexão mão-bola é direta.

Em termos de durabilidade e qualidade de construção, é um produto premium. Tudo nela é pensado para performance máxima em torneios. O grip Syntec Pro é excelente, mas fino, transmitindo bem as arestas do cabo.

A Pure Aero 98 é a escolha para o competidor que quer dominar o adversário com bolas pesadas e com muito efeito. Se seu corpo está em dia e sua técnica é sólida, ela vai elevar seu jogo. Se você tem dores e swing curto, ela pode ser agressiva demais.

Raquete de Tênis Feita de Grafite

A construção em grafite premium garante que a estrutura da raquete se mantenha íntegra mesmo após milhares de impactos de alta velocidade. A resposta do material é consistente: a raquete reage da mesma forma no primeiro e no último set.

A grafite permite a incorporação de tecnologias complexas dentro das camadas do aro, como as fibras de amortecimento. Isso não seria possível em raquetes de alumínio. É a alta engenharia trabalhando para filtrar o que é ruim e potencializar o que é bom no impacto.

Para o jogador sério, o investimento em uma raquete 100% grafite é indispensável. A diferença na saúde do braço a longo prazo comparada a materiais inferiores é brutal. É o padrão ouro para performance e proteção em níveis elevados de jogo.

WILSON Raquete de Tênis Blade 26 V8

A Wilson Blade 26 V8 é uma raquete júnior de alta performance, projetada para jovens atletas que estão na transição para raquetes de adulto. É fundamental incluir essa categoria porque vejo muitas crianças se lesionarem usando raquetes de adultos pesadas demais antes da hora.

O comprimento de 26 polegadas é ideal para jovens entre 1,40m e 1,50m de altura (aproximadamente 10-12 anos). Esse tamanho reduzido permite que a criança manuseie a raquete com a técnica correta, sem precisar compensar com o ombro ou inclinar o corpo para trás. Respeitar a biomecânica de crescimento é minha prioridade número um na pediatria esportiva.

Ela carrega a mesma tecnologia e cosmética da famosa linha Blade de adultos (usada por Tsitsipas e Sabalenka). A tecnologia “FortyFive” aumenta a flexibilidade e a estabilidade da raquete, proporcionando uma sensação de conexão incrível com a bola. Para o desenvolvimento tátil do jovem tenista, isso é excelente.

WILSON Raquete de Tênis Blade 26 V8
WILSON Raquete de Tênis Blade 26 V8

A Blade é conhecida por ser uma raquete de controle e “feel”. Ela não é um canhão de potência solta como a linha Ultra ou Pure Drive. Isso obriga o jovem tenista a desenvolver a técnica correta de aceleração do braço e rotação de tronco para gerar força, o que é pedagogicamente perfeito.

O material é composto de grafite, trazendo os benefícios de absorção de impacto das raquetes profissionais para o universo infantil. Muitas raquetes júnior são de alumínio barato; a Blade 26 V8 é uma raquete séria para quem compete ou treina sério. Protege as articulações em formação.

O peso é ajustado para a força da criança, evitando sobrecarga nas placas de crescimento dos ossos. Usar uma raquete leve e balanceada previne lesões de overuse como a “Little League Elbow” (versão infantil do stress no cotovelo).

O padrão de cordas é aberto (16×19), facilitando o aprendizado de spin. As crianças adoram ver a bola fazer curvas, e essa raquete facilita isso. O grip é mais fino, adequado para mãos pequenas, garantindo uma pegada segura sem tensão excessiva.

Ela já vem encordoada com a Wilson Sensation, que é um multifilamento muito confortável. Ponto positivo para a Wilson por não colocar uma corda dura de poliéster em uma raquete júnior, o que seria terrível para o braço das crianças.

Visualmente, a pintura camaleão (verde/cobre) é linda e faz a criança se sentir um profissional. O fator psicológico e a motivação contam muito nessa idade. Ter um equipamento igual ao dos ídolos incentiva a prática.

A Wilson Blade 26 V8 é, na minha opinião, uma das melhores opções do mercado para a transição do juvenil para o adulto. Ela ensina controle, protege o corpo e oferece performance de gente grande em um pacote ergonômico para o jovem atleta.

Com Tecnologias para Ajudar no Seu Desempenho

A tecnologia FortyFive é o destaque, permitindo que a raquete dobre de forma ideal tanto no swing vertical quanto no horizontal. Isso se adapta ao estilo de jogo moderno, onde o spin vertical é predominante.

Essa flexibilidade inteligente aumenta o tempo de permanência da bola nas cordas (dwell time), dando à criança mais controle sobre a direção do tiro. É tecnologia ajudando no aprendizado motor fino.

Além disso, a construção do topo do cabo (Top Grip Taper) é feita para facilitar a empunhadura de backhand com duas mãos, muito comum e recomendada nessa idade. Ergonomia pensada nos detalhes para o desenvolvimento técnico.

Qual a Tensão Ideal de uma Raquete de Tênis?

A tensão das cordas é a “alma” da raquete. Você pode ter o melhor quadro do mundo, mas se a tensão estiver errada, você vai jogar mal ou se machucar. A regra geral é: tensão mais baixa gera mais potência e conforto; tensão mais alta gera mais controle e rigidez.

Para a maioria dos amadores, tensões extremas (muito altas ou muito baixas) não são recomendadas. É preciso encontrar um meio-termo que permita que a bola ande sem que você perca o controle. Como fisioterapeuta, sempre sugiro começar com tensões mais baixas para proteger o braço.

Não copie a tensão do seu ídolo. Os profissionais têm uma técnica perfeita e trocam de raquete a cada 9 games. Você precisa de algo que funcione para o seu braço e que dure mais tempo. Vamos entender como ajustar isso.

Tensão Baixa para Conforto e Potência

Tensões entre 40 e 50 libras são consideradas baixas. Elas permitem que as cordas afundem mais quando a bola bate, criando um efeito estilingue poderoso. Isso absorve muito impacto, sendo ideal para quem tem tennis elbow ou pouca força no braço. A bola sai “explodindo” da raquete.

Tensão Alta para Controle e Precisão

Tensões acima de 55 libras deixam a trama de cordas dura como uma tábua. A bola achata no impacto em vez da corda, o que dá muito controle direcional, mas transfere muita vibração para o braço. Só recomendo para jogadores avançados com braço forte e técnica limpa que precisam domar raquetes muito potentes.

A Perda de Tensão com o Tempo

Lembre-se que as cordas perdem tensão naturalmente assim que são colocadas. Uma corda de poliéster pode perder 10% da tensão nas primeiras horas. Isso muda a característica da raquete. Se você sente que a raquete está “morta” ou vibrando estranho, provavelmente a corda perdeu a elasticidade (resiliência) e virou um arame estático. Troque as cordas regularmente para manter a saúde do braço.

Os Melhores Itens para Tenistas

Além da raquete, existem acessórios que são vitais para o seu desempenho e proteção. O tênis é um esporte de detalhes, e pequenos itens podem resolver grandes problemas de desconforto. No meu consultório, muitas vezes prescrevo o uso de certos acessórios como parte do tratamento.

Não veja esses itens como gastos supérfluos, mas como investimento em conforto. Eles personalizam a raquete e o seu corpo para a demanda do jogo. Um grip seco ou um antivibrador podem mudar sua experiência em quadra.

Vamos listar o que não pode faltar na sua bolsa. Esteja preparado para suar, para o impacto e para as pequenas emergências durante a partida.

Overgrips e Cushions

O overgrip é a fita fina que vai por cima do cabo original. Ele deve ser trocado com frequência. Jogar com overgrip velho e liso obriga você a apertar a mão, causando lesão. Tenha sempre overgrips novos na bolsa. O Cushion Grip é a base acolchoada; se ele estiver “batido” e fino, a raquete fica dura e o tamanho do cabo diminui. Verifique a cada 6 meses.

Antivibradores

Aquelas borrachinhas que colocamos nas cordas não são apenas enfeite. Elas cortam a vibração acústica das cordas (aquele som de “boing”) e ajudam a filtrar altas frequências. Para quem tem sensibilidade no braço, o antivibrador oferece uma sensação de batida mais sólida e confortável. Existem modelos longos que pegam mais cordas e amortecem mais.

Munhequeiras e Testeiras

O suor é um inimigo da pegada. Se o suor escorre do braço para a mão, o grip fica molhado e a raquete gira. Munhequeiras absorvem esse suor antes que ele chegue na mão. Testeiras evitam que o suor caia nos olhos, mantendo o foco. Parece bobagem, mas manter a mão seca é fundamental para manter a musculatura do antebraço relaxada e sem tensão excessiva de preensão.

Confira as Raquetes de Tênis Mais Vendidas na Amazon

A lista de mais vendidas é um bom termômetro do que o mercado está consumindo, mas exige cautela. Nem sempre o mais vendido é o melhor para você; muitas vezes é apenas o mais barato. Eu analiso essas listas para ver quais modelos populares estão chegando na mão dos meus pacientes.

Muitas vezes, raquetes de entrada dominam essas listas pelo preço acessível. Se você está comprando baseado apenas na popularidade, verifique se as especificações atendem ao que discutimos sobre peso e material. A sabedoria das massas funciona para livros, mas para equipamento esportivo ortopédico, é preciso filtro técnico.

Use a lista de mais vendidos como ponto de partida para pesquisa de preços e avaliações de usuários sobre durabilidade, mas volte aos critérios de saúde e biomecânica para decidir.

Avaliações de Usuários vs. Realidade Técnica

Muitos reviews na Amazon dizem “raquete ótima, muito bonita”. Isso não diz nada sobre a qualidade do aro. Procure avaliações que falem sobre “dor no braço”, “conforto”, “peso real”. Filtre opiniões de quem joga há algum tempo. O usuário leigo avalia estética; você precisa avaliar ergonomia.

Promoções e Modelos Antigos

Muitas vezes, as raquetes mais vendidas são modelos de 2 ou 3 anos atrás que entraram em promoção. Isso é ótimo! A tecnologia de raquetes não muda drasticamente de um ano para o outro. Comprar uma raquete top de linha de 2023 em 2025 é uma estratégia inteligente. Você leva grafite de alta qualidade pelo preço de alumínio.

Disponibilidade de Peças de Reposição

Raquetes muito populares têm a vantagem de ter protetores de cabeça (bumpers) e grommets fáceis de achar para reposição. Se você compra uma raquete exótica e quebra o protetor raspando no chão, pode perder a raquete. As marcas líderes e modelos best-sellers garantem essa manutenção a longo prazo.

Top 5 Melhores Raquetes de Tênis

Relembrando nossa seleção principal, focamos em cobrir diferentes perfis de jogadores. Do iniciante absoluto ao jovem promissor, passando pelo intermediário que busca diversão. A minha curadoria foi feita pensando na saúde do seu corpo em primeiro lugar.

Ter uma dessas 5 raquetes significa que você tem uma ferramenta validada pelo mercado e por princípios de ergonomia. Não existe escolha errada aqui, apenas escolha desalinhada com seu perfil. Releia as análises e veja onde você se encaixa.

O tênis é um esporte para a vida toda. Seu equipamento deve ser seu parceiro nessa jornada, não um obstáculo. Escolha com carinho.

O Melhor Custo-Benefício para Iniciantes

Wilson Aggressor 112 leva este título. É barata, perdoa erros e coloca você em quadra imediatamente. Para quem não sabe se vai continuar no esporte, é o investimento de menor risco e maior retorno inicial em diversão.

A Melhor para Evolução Técnica

Head Geo Speed ou a Wilson Ultra Power empatam aqui. Elas oferecem estrutura suficiente para você começar a bater com técnica correta, spin e potência controlada. São raquetes que aguentam sua evolução por um bom par de anos.

A Melhor para Performance e Jovens

Babolat Pure Aero 98 (para adultos avançados) e a Wilson Blade 26 V8 (para jovens). São equipamentos de elite. Se você leva o esporte a sério, compete e treina fisicamente, essas são as ferramentas que vão extrair o máximo do seu potencial atlético.


Como fisioterapeuta, preciso encerrar falando sobre as terapias que andam de mãos dadas com o uso dessas raquetes. Se mesmo com a raquete certa você sentir desconforto, a fisioterapia esportiva tem recursos incríveis. Usamos liberação miofascial para soltar a musculatura do antebraço que fica “empedrada” após os jogos. A agulhamento a seco (dry needling) é fantástico para desativar pontos-gatilho no músculo extensor, aliviando a tensão no tendão quase imediatamente.

Também trabalhamos muito com exercícios excêntricos e fortalecimento de estabilizadores da escápula para garantir que seu ombro suporte a carga do saque. E, claro, a reeducação postural global (RPG) pode ajudar a alinhar seu corpo para que a força venha do tronco e não sobrecarregue as extremidades. A raquete é metade da equação; um corpo bem cuidado é a outra metade. Jogue feliz e sem dor!

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