TOKSHOP Mochila Cargueira Grande Impermeável Capacidade de 50 Litros Tokshop

Top 5 Melhores Mochilas Cargueiras (50, 60, 70 Litros e mais)

Por Que Confiar em Nós?

A Visão da Fisioterapia na Escolha do Equipamento

Eu analiso mochilas cargueiras sob uma ótica diferente da maioria dos reviews técnicos de turismo. Minha preocupação principal não é apenas quantos bolsos a mochila tem, mas como ela interage com a sua biomecânica. Como fisioterapeuta, vejo diariamente pacientes com lesões na coluna e nos ombros causadas por equipamentos inadequados ou mal ajustados.

A escolha de uma mochila passa diretamente pela saúde da sua estrutura musculoesquelética. Uma mochila ruim altera seu centro de gravidade e força compensações musculares que geram dor a longo prazo. Minhas análises focam em como o sistema de suspensão da mochila protege suas articulações e preserva sua energia durante a caminhada.

Nós testamos esses produtos observando a distribuição de carga nos ilíacos e a tensão gerada na região cervical. O objetivo é garantir que você termine a trilha sem precisar de sessões de reabilitação na semana seguinte. Confiar na nossa avaliação significa priorizar a saúde do seu corpo enquanto você explora o mundo.

Testes Práticos e Análise de Materiais

Não avaliamos apenas a estética, mas a funcionalidade dos materiais em contato com a pele e a fáscia muscular. Tecidos muito abrasivos podem causar lesões superficiais, enquanto espumas de baixa densidade perdem a função de amortecimento rapidamente. Isso resulta em pontos de pressão dolorosos nos trapézios e na lombar.

A durabilidade do material também é uma questão de segurança física. Um rompimento de alça no meio de uma subida íngreme pode causar um desequilíbrio súbito e levar a quedas graves. Verificamos as costuras e fivelas com um olhar crítico sobre a tensão que elas suportam em cenários reais.

Nossa experiência combina o conhecimento anatômico com a vivência outdoor. Sabemos que o suor excessivo nas costas, causado por falta de ventilação, pode resfriar a musculatura rapidamente em pausas, gerando contraturas. Por isso, a respirabilidade do costado é um critério técnico de saúde, não apenas de conforto.

Critérios de Ergonomia e Ajustabilidade

O corpo humano não é tamanho único e sua mochila também não deve ser. Avaliamos a capacidade de cada modelo de se adaptar a diferentes comprimentos de tronco e larguras de quadril. Um ajuste preciso é a única barreira entre uma caminhada prazerosa e uma lesão por esforço repetitivo.

Focamos na rigidez da estrutura interna, geralmente feita de alumínio ou polímero. Essa “espinha dorsal” da mochila precisa trabalhar em sincronia com a sua coluna vertebral. Se ela for muito rígida, limita o movimento natural; se for muito mole, não transfere o peso corretamente para a cintura pélvica.

Vocês precisam entender que a regulagem das fitas não é intuitiva para todos. Nossas análises explicam se o equipamento facilita ou dificulta esse ajuste fino. Priorizamos mochilas que permitem correções rápidas durante a marcha, pois o corpo incha e muda ao longo de horas de atividade física.

A Biomecânica da Coluna Durante a Caminhada

O Centro de Gravidade e o Equilíbrio

Quando você coloca uma mochila pesada, o centro de gravidade do seu corpo muda drasticamente. Naturalmente, ele se localiza na frente da segunda vértebra sacral, mas a carga extra o puxa para trás e para cima. Para compensar, você projeta o tronco à frente, alterando toda a sua postura.

Essa inclinação anterior aumenta a pressão nos discos intervertebrais da região lombar. Se a mochila não mantiver a carga próxima ao corpo, essa alavanca se torna ainda mais pesada para a musculatura paravertebral. O resultado é uma fadiga prematura dos músculos que sustentam sua coluna.

Uma boa mochila cargueira deve minimizar esse deslocamento do centro de gravidade. Ela precisa abraçar o corpo para que a carga se mova como uma extensão do seu próprio torso. Isso reduz a necessidade de ajustes posturais constantes que gastam energia e desgastam as articulações.

O Papel dos Membros Inferiores

Seus joelhos e tornozelos sofrem o impacto direto de cada quilo adicional nas costas. A cada passo em terreno plano, o impacto nos joelhos pode ser três vezes o peso do corpo mais a carga. Em descidas, esse valor aumenta significativamente, colocando em risco meniscos e ligamentos.

A musculatura do quadríceps e da panturrilha trabalha dobrado para estabilizar essa carga extra. Se a mochila balança lateralmente, os glúteos médios precisam fazer um esforço enorme para manter o alinhamento do fêmur. Isso pode levar a dores na lateral do quadril e na banda iliotibial.

O uso de bastões de caminhada em conjunto com uma mochila estável ajuda a dissipar essa força. No entanto, a própria mochila deve ter fitas de compressão laterais eficientes. Elas compactam a carga e impedem que o peso oscile, protegendo assim a integridade das articulações dos membros inferiores.

A Tensão na Região Cervical e Ombros

Muitos trilheiros relatam dores no pescoço e dores de cabeça tensionais após longos dias de caminhada. Isso ocorre frequentemente porque as alças da mochila tracionam os ombros para trás e para baixo. Essa força comprime o plexo braquial e tensiona excessivamente o músculo trapézio superior.

Para evitar isso, a carga não deve estar apoiada nos ombros, mas sim nos quadris. As alças servem apenas para manter a mochila encostada nas costas. Se você sente os ombros esmagados, o ajuste ou o modelo da mochila estão incorretos para a sua anatomia.

Além disso, a anteriorização da cabeça para compensar o peso puxando para trás cria uma tensão enorme na base do crânio. Uma mochila com o espaço adequado para a movimentação da cabeça (cavidade occipital) evita que você precise projetar o pescoço de forma antinatural, prevenindo cervicobraquialgias.

O Que é uma Mochila Cargueira?

Diferença para Mochilas Comuns

Uma mochila cargueira não é apenas uma mochila escolar gigante. Ela é uma ferramenta técnica projetada para transportar cargas pesadas (acima de 10kg) por longas distâncias e períodos prolongados. A principal diferença reside na estrutura interna ou externa que dá rigidez ao equipamento.

Mochilas comuns (daypacks) confiam apenas nas alças dos ombros para sustentar o peso. Já as cargueiras possuem um sistema complexo de transferência de carga. O objetivo é tirar o peso dos ombros, que são estruturas mais frágeis, e jogá-lo para a cintura pélvica e pernas, que são grupos musculares muito mais fortes.

Você identifica uma cargueira pela capacidade volumétrica, geralmente acima de 45 ou 50 litros, e pela presença robusta da barrigueira. Sem essa estrutura específica, carregar 15kg ou 20kg seria insuportável e lesivo após poucos quilômetros. É um equipamento de proteção individual tanto quanto é de transporte.

O Sistema de Suspensão

O coração de uma mochila cargueira é o seu sistema de suspensão. Ele é composto pelo costado, pelas alças, pela barrigueira e pelas fitas de ajuste de carga. A engenharia por trás disso busca criar um exoesqueleto que se acopla ao seu corpo.

As hastes de alumínio ou placas de polietileno inseridas no costado servem para manter a forma da mochila. Elas impedem que o conteúdo deforme a parede que toca suas costas e direcionam a força da gravidade para baixo, diretamente para o cinto abdominal.

A qualidade das espumas usadas nesse sistema define o conforto térmico e tátil. Espumas de células abertas permitem passagem de ar, enquanto tecidos de malha (mesh) reduzem o atrito. Um bom sistema de suspensão deve ser ajustável na altura do torso para alinhar perfeitamente com a crista ilíaca de cada usuário.

A Importância da Barrigueira

A barrigueira é, sem dúvida, a parte mais importante de uma mochila cargueira. Do ponto de vista fisioterapêutico, ela é responsável por suportar entre 70% a 90% do peso total da carga. Se ela não estiver bem ajustada ou for de má qualidade, a mochila falha em sua função ergonômica.

Ela deve abraçar as cristas ilíacas (os ossos da bacia) e fechar firmemente na frente, sem cortar a circulação ou respiração. Modelos anatômicos são pré-curvados e possuem densidades de espuma diferentes para evitar pontos de pressão óssea.

Muitas pessoas cometem o erro de fechar a barrigueira na cintura, acima dos ossos, comprimindo o estômago e o diafragma. A posição correta é sobre os ossos do quadril. Isso garante uma base sólida de sustentação e libera o tronco superior para movimentos respiratórios e de rotação.

Como Escolher a Melhor Mochila Cargueira

Mochila Cargueira Feminina, Masculina e Unissex Tem Diferença?

Sim, existem diferenças anatômicas cruciais que os fabricantes levam em conta. As mochilas femininas geralmente possuem um costado mais curto, pois as mulheres tendem a ter troncos menores em relação à altura total. Isso é vital para o ajuste correto da barrigueira.

As alças dos modelos femininos têm um formato em “S” mais pronunciado para desviar do tecido mamário e evitar desconforto. Além disso, a largura entre as alças costuma ser menor, adequando-se a ombros mais estreitos e evitando que a mochila escorregue.

A barrigueira feminina também possui uma angulação cônica diferente, respeitando a curvatura natural dos quadris femininos que são geralmente mais largos. Usar uma mochila masculina pode causar assaduras e dores nos ilíacos em mulheres, enquanto homens podem sentir o peitoral comprimido em modelos femininos.

Confira a Capacidade e Prefira Mochilas Cargueiras com 40 L ou Mais

A capacidade, medida em litros, define o volume interno disponível. Para expedições com pernoite, acampamentos ou viagens longas, você precisa de espaço para saco de dormir, isolante, roupas e comida. Mochilas abaixo de 40 litros raramente comportam esses itens de forma organizada.

Recomendo iniciar com 50 a 60 litros para a maioria das aventuras de 2 a 4 dias. Esse volume obriga você a ser seletivo, o que é ótimo para suas costas, mas oferece espaço suficiente para o essencial. Mochilas de 70 litros ou mais são para expedições longas ou climas muito frios onde as roupas são volumosas.

Cuidado com o excesso de espaço. Se você compra uma mochila de 80 litros para um fim de semana, a tendência psicológica é preencher o espaço vazio com itens desnecessários. Isso aumenta o peso final e a sobrecarga nas articulações sem necessidade real.

Verifique Qual o Material da Mochila, Nylon e Poliéster São os Mais Comuns

O material define a resistência à abrasão e o peso da mochila vazia. O Nylon, especialmente o Ripstop, é mais leve e resistente a rasgos. Para quem busca performance e menor peso base, é a escolha ideal, embora costumam ser mais caros.

O Poliéster é robusto e resiste bem aos raios UV, mas tende a ser mais pesado. Se você vai transitar por mata fechada com espinhos ou rochas abrasivas, um tecido de alta denier (espessura do fio) como o Cordura é preferível para evitar furos que comprometam a carga.

Analise também a impermeabilização do tecido. Revestimentos de PU (poliuretano) ajudam a repelir água, mas degradam com o tempo (hidrólise). Verifique se o fundo da mochila é reforçado, pois é a área de maior contato com o solo abrasivo e úmido.

Prefira Modelos que Acompanham Capa de Chuva

A capa de chuva é um item de segurança, não apenas de conforto. Uma mochila encharcada pode dobrar de peso devido à absorção de água pelos tecidos e espumas. Carregar esse peso extra “morto” é terrível para a sua coluna e aumenta o gasto energético.

Além de proteger da chuva, a capa protege a mochila contra lama e sujeira durante o transporte em ônibus ou bagageiros de avião. Ela cria uma camada extra que evita que fitas se prendam em esteiras rolantes ou galhos de árvores.

Muitos modelos já vêm com a capa embutida em um bolso inferior dedicado. Se a mochila que você gostou não tiver, considere comprar uma capa avulsa imediatamente. Mantenha-a sempre acessível para mudanças bruscas de clima.

Confira se a Mochila tem Recursos como Bolsos, Presilhas e Outros

A organização afeta a distribuição de peso. Bolsos laterais para garrafas de água ajudam a equilibrar a carga. Bolsos na barrigueira são excelentes para itens pequenos como lanches e celular, evitando que você precise tirar a mochila e perder o ritmo.

Presilhas externas e fitas de compressão são fundamentais. Elas permitem prender itens volumosos e leves, como isolantes térmicos de espuma, fora da mochila. As fitas de compressão laterais compactam a carga, trazendo o peso para mais perto das suas costas, o que melhora a estabilidade.

Verifique o acesso ao compartimento principal. Mochilas com acesso apenas superior dificultam pegar itens no fundo. Zíperes frontais ou inferiores (acesso ao saco de dormir) facilitam a vida no acampamento e evitam que você adote posturas ruins curvado sobre o equipamento por muito tempo.

Verifique o Peso e as Dimensões da Mochila

O peso da mochila vazia conta muito. Existem cargueiras que pesam 3kg vazias devido ao excesso de recursos e estruturas pesadas. Se o seu limite de carga confortável é 15kg, você já perdeu 20% da capacidade apenas com a estrutura da mochila.

Procure um equilíbrio. Mochilas ultraleves (menos de 1kg) muitas vezes sacrificam o conforto do acolchoamento e a estrutura de transferência de carga. Para cargas acima de 12kg, uma mochila que pese entre 1.5kg e 2.2kg geralmente oferece o melhor balanço entre estrutura de suporte e peso próprio.

As dimensões também importam para o transporte aéreo e para a sua própria estatura. Uma mochila muito larga pode atrapalhar o balanço dos braços durante a caminhada. Uma mochila muito alta pode bater na nuca se você precisar olhar para cima ou usar capacete de escalada.

Ajustes Ergonômicos e Prevenção de Dores

Como Regular a Mochila Corretamente

A ordem dos ajustes altera completamente a sensação de peso. Você deve sempre começar soltando todas as tiras. Primeiro, ajuste a barrigueira sobre a crista ilíaca e aperte. Sinta o peso assentar ali. Só depois ajuste as alças dos ombros, apenas para encostar no corpo, sem carregar peso.

Em seguida, use as fitas de estabilidade (load lifters) que ficam acima dos ombros. Puxe-as suavemente para trazer a parte superior da mochila em direção à cabeça, num ângulo de 45 graus. Isso alivia a pressão nos trapézios. Por fim, feche a fita peitoral para aliviar a tensão nas axilas, mas não aperte demais para não restringir a respiração.

Repita esse processo microajuste a cada hora de caminhada. Conforme a carga assenta e seus músculos fadigam, pequenos apertos ou solturas podem redistribuir a pressão e aliviar áreas doloridas.

Sinais de Mau Ajuste no Corpo

Seus dedos estão formigando? Isso é sinal de compressão do plexo braquial pelas alças muito apertadas ou finas. Solte as alças imediatamente e ajuste a carga para a cintura. O formigamento é um alerta neurológico que não deve ser ignorado.

Dor lombar pontual geralmente indica que a mochila está puxando você para trás (lordose excessiva) ou que a barrigueira está escorregando. Tente compactar mais a carga interna e reapertar o cinto abdominal.

Assaduras nos quadris indicam fricção excessiva. Pode ser que a barrigueira esteja muito larga e dançando sobre a pele, ou muito apertada impedindo o fluxo linfático e sanguíneo. Use roupas que protejam essa área e verifique o tamanho da barrigueira.

Exercícios de Soltura Durante a Trilha

A cada parada, tire a mochila. Faça movimentos de rotação dos ombros para trás para liberar a tensão peitoral. Alongue o pescoço suavemente para os lados, aliviando o esternocleidomastóideo e o trapézio.

Faça uma extensão da coluna lombar (incline-se para trás com as mãos nos rins) para compensar a flexão constante da caminhada. Isso ajuda a reposicionar o núcleo gelatinoso dos discos intervertebrais.

Agachamentos leves sem carga ajudam a bombear o sangue nas pernas e reduzir o inchaço (edema) causado pela gravidade e pela compressão das fitas nas coxas e virilhas.

Top 5 Melhores Mochilas Cargueiras

GENÉRICO Mochila Cargueira Camping Impermeável 80 Litros

Mochila Cargueira de 80 Litros e Bolsos Extras

Esta é uma opção de entrada muito comum no mercado, atraindo pelo preço baixo e volume alto. Visualmente, ela impressiona pelo tamanho e pela quantidade de bolsos externos, o que facilita a organização de pequenos objetos. O tecido geralmente é um poliéster básico, com alguma resistência à água, mas não confie plenamente na impermeabilidade sem uma capa extra.

A capacidade de 80 litros anunciada muitas vezes é otimista. Em produtos genéricos, o volume real pode ser menor ou mal distribuído, com compartimentos que roubam espaço uns dos outros. O espaço principal é amplo, permitindo colocar sacos de dormir volumosos e sintéticos que não comprimem bem, ideal para iniciantes que ainda não possuem equipamentos compactos.

GENÉRICO Mochila Cargueira Camping Impermeável 80 Litros
GENÉRICO Mochila Cargueira Camping Impermeável 80 Litros

No quesito conforto, as espumas das alças e barrigueira costumam ser de densidade simples. Isso significa que, com o tempo e o peso, elas “achatam”, perdendo a capacidade de amortecimento. Para cargas muito pesadas (acima de 12-15kg), você pode começar a sentir as fitas cortando a pele após algumas horas.

O sistema de suspensão nessas mochilas raramente possui ajustes de altura de torso (costado regulável). Isso é um ponto crítico: se o seu tronco for maior ou menor que o padrão da mochila, a barrigueira não ficará na altura correta (nos ilíacos), sobrecarregando os ombros. A falta de hastes de alumínio rígidas também compromete a transferência de carga.

A organização é um ponto forte. Com muitos bolsos laterais e frontais com zíper, você consegue separar itens de higiene, lanternas e lanches. No entanto, o excesso de zíperes de qualidade inferior pode ser um ponto de falha. Recomendo manusear com cuidado e evitar forçar os fechos quando a mochila estiver estufada.

As fitas de compressão laterais existem, mas muitas vezes são costuradas em pontos que não comprimem efetivamente o compartimento principal. Isso pode deixar a carga “solta”, balançando nas costas e prejudicando o equilíbrio. Você precisará ser estratégico na arrumação interna para garantir estabilidade.

A durabilidade é condizente com o preço. As costuras em pontos de alta tensão (onde as alças encontram o corpo da mochila) podem não ser reforçadas (travete). É prudente inspecionar essas áreas antes de cada viagem e levar um kit de reparo (agulha e linha forte).

Para quem é indicada? É uma mochila para quem vai acampar perto do carro ou fazer caminhadas curtas até o ponto de acampamento. Não recomendo para travessias de vários dias (trekking pesado) onde a falha do equipamento pode te deixar em uma situação complicada ou causar lesões por má ergonomia.

Do ponto de vista fisioterapêutico, use-a com cautela. Não a sobrecarregue até os 80 litros de capacidade. Mantenha o peso moderado para compensar a falta de um sistema de suspensão sofisticado. O risco de dores lombares e nos ombros é maior aqui se não houver disciplina no peso.

Em resumo, é um “quebra-galho” funcional para iniciantes no camping recreativo. Se o seu objetivo é evoluir para trilhas longas, encare como um equipamento de transição até investir em algo com mais tecnologia ergonômica.

NEXT ECOMMERCE Mochila Tática Black Panther

Ideal para Aventuras ao Ar Livre

A Black Panther segue o estilo tático militar, visual que agrada muitos aventureiros e praticantes de bushcraft. O design é robusto, geralmente coberto pelo sistema MOLLE (aquelas tiras horizontais costuradas fora da mochila), permitindo acoplar bolsos extras e equipamentos externos.

O material utilizado costuma ser um tecido de alta densidade, resistente à abrasão e rasgos. Isso a torna uma boa opção para ambientes de mata fechada onde galhos e espinhos destruiriam tecidos mais finos. A resistência mecânica é o ponto forte desse modelo.

A capacidade de carga é bem segmentada. Diferente das mochilas de trekking tubulares (um grande saco), as táticas possuem múltiplos compartimentos grandes. Isso é excelente para organizar equipamentos quadrados ou rígidos, mas pode dificultar a acomodação de itens volumosos como um saco de dormir grande.

NEXT ECOMMERCE Mochila Tática Black Panther
NEXT ECOMMERCE Mochila Tática Black Panther

Ergonomicamente, as mochilas táticas tendem a ser mais quadradas e afastadas das costas. O centro de gravidade pode ficar mais deslocado para trás do que o ideal para longas caminhadas. O sistema de costas muitas vezes é plano, com menos canais de ventilação, o que aumenta a transpiração.

As alças e a barrigueira são acolchoadas, mas frequentemente rígidas. A barrigueira em modelos táticos nem sempre é estruturada para suportar peso real, funcionando mais como um cinto de estabilização do que de transferência de carga. Verifique se ela é removível ou se tem estrutura suficiente para o seu peso de carga.

O sistema MOLLE adiciona peso ao produto vazio. Todas aquelas fitas e costuras extras somam gramas (ou quilos) no final. Lembre-se que cada grama da mochila é um grama a menos de comida ou conforto que você pode levar.

A versatilidade é alta. Ela serve bem como mochila de viagem (bug-out bag), para jogos de airsoft ou acampamentos selvagens onde a durabilidade supera a necessidade de conforto extremo em longas distâncias. Zíperes costumam ser fortes e grandes.

Do ponto de vista da fisioterapia, atenção à postura. Como ela tende a puxar para trás, fortaleça seu core (abdômen e lombar). Evite pendurar muitas coisas pesadas na parte externa (sistema MOLLE) longe das costas, pois isso aumenta o braço de alavanca na coluna.

A impermeabilidade varia, mas o tecido grosso demora a secar se molhar. O uso de sacos estanques internos é altamente recomendado para garantir que suas roupas de dormir permaneçam secas.

É uma mochila para quem prioriza resistência e organização modular. Se você vai caminhar 20km por dia, talvez sinta falta de um sistema de suspensão mais anatômico. Para distâncias curtas e uso severo, ela atende bem.

TOKSHOP Mochila Cargueira Grande Impermeável Capacidade de 50 Litros Tokshop

Mochila Cargueira de 50 L Reforçada

A Tokshop apresenta um modelo de 50 litros que se encaixa na categoria de média capacidade, ideal para fins de semana. O design tenta equilibrar o estilo de trekking com recursos urbanos, tornando-a versátil para mochilões (viagens urbanas) e trilhas leves.

Com 50 litros, você tem um volume disciplinador. Obriga a levar apenas o necessário, o que é ótimo para suas articulações. O material reforçado sugere uma boa vida útil, protegendo o conteúdo contra o desgaste do transporte em bagageiros de ônibus.

O acesso ao conteúdo costuma ser facilitado por zíperes amplos. Isso evita aquela ginástica ruim para a coluna de ter que tirar tudo de dentro para achar um par de meias no fundo. A praticidade de acesso é um ponto positivo para a ergonomia do dia a dia no acampamento.

TOKSHOP Mochila Cargueira Grande Impermeável Capacidade de 50 Litros Tokshop
TOKSHOP Mochila Cargueira Grande Impermeável Capacidade de 50 Litros Tokshop

O sistema de costas (backpanel) em modelos dessa faixa de preço costuma ser fixo. Se você for muito alto ou muito baixo, pode ter dificuldade em fazer a barrigueira assentar corretamente nos ilíacos. Teste com peso antes de sair para uma viagem longa.

As alças possuem acolchoamento, mas verifique a largura. Alças muito estreitas podem “cavar” os ombros. O ajuste da fita peitoral é essencial aqui para garantir que as alças não escorreguem para as laterais, o que forçaria você a elevar os ombros tensionando o trapézio.

A “impermeabilidade” citada no nome deve ser vista com cautela. Zíperes comuns não são impermeáveis. O tecido pode repelir água, mas em uma chuva forte, a água entrará pelas costuras. Use capa de chuva ou forro interno plástico (liner).

A distribuição de bolsos é funcional. Ter bolsos laterais de malha para garrafas é vital para hidratação constante. A desidratação aumenta o risco de cãibras e lesões musculares, então a facilidade de acesso à água é um critério de saúde.

O design reforçado muitas vezes implica em fitas de nylon que cruzam a mochila. Use-as para comprimir a carga. Uma mochila de 50L meio vazia e frouxa é pior para carregar do que uma cheia e compacta, pois a carga solta desestabiliza sua passada.

Para o público fisioterapêutico: é uma mochila honesta para cargas até 10-12kg. Passando disso, a estrutura pode não dar conta de transferir o peso, sobrecarregando a coluna lombar.

Indicada para iniciantes em trilhas curtas, escoteiros ou viajantes que alternam entre hostels e campings estruturados. É um bom primeiro passo antes de investir em equipamentos técnicos de alto custo.

CLIO Mochila Cargueira 70 Litros Camping Clio | TT3102

Moderna, com Capacidade de 70 Litros

A Clio é uma marca conhecida por oferecer produtos acessíveis no mercado brasileiro. O modelo TT3102 de 70 litros oferece um volume generoso para quem precisa levar muita coisa, como roupas volumosas de frio ou equipamentos de grupo (barraca, panelas).

O design é moderno e visualmente atrativo, imitando as linhas de mochilas técnicas de marcas superiores. No entanto, a construção é mais simples. O tecido é leve, o que ajuda no peso total, mas requer cuidado com pedras afiadas e espinhos.

O costado geralmente possui acolchoamento em áreas estratégicas (omoplatas e lombar), criando um canal central para circulação de ar. Isso é positivo para reduzir a temperatura corporal, mas a espuma pode ser macia demais, comprimindo totalmente sob carga pesada e perdendo o efeito amortecedor.

A barrigueira existe, mas em modelos dessa linha, ela pode ser costurada diretamente no corpo da mochila sem uma estrutura rígida de conexão. Isso significa que a transferência de peso para o quadril é parcial. Seus ombros ainda carregarão uma boa parte dos 70 litros potenciais.

CLIO Mochila Cargueira 70 Litros Camping Clio | TT3102
CLIO Mochila Cargueira 70 Litros Camping Clio | TT3102

A capacidade de 70 litros é tentadora, mas perigosa para o iniciante. Encher essa mochila com equipamentos básicos (que são mais pesados) pode resultar em uma carga de 20kg ou mais. Sem um chassi de alumínio robusto, a mochila deformará, puxando seus ombros para trás.

Os ajustes de alça e estabilizadores superiores estão presentes. É fundamental usá-los para trazer a mochila para perto do corpo. Muitas vezes, as fivelas deslizam um pouco com o movimento, exigindo reajustes frequentes durante a caminhada.

Possui bolsos laterais grandes com zíper, o que aumenta a largura da mochila. Cuidado em trilhas fechadas para não enroscar. O equilíbrio lateral é importante; tente colocar itens de peso similar em cada bolso lateral para não andar torto (escoliose funcional temporária).

O fundo da mochila costuma ter acesso independente, o que é ótimo para o saco de dormir. Mantenha os itens leves e volumosos lá embaixo. Isso ajuda a elevar o centro de gravidade da mochila para a altura das escápulas, onde é biomecanicamente mais eficiente.

Recomendação profissional: Use esta mochila se o seu orçamento for restrito, mas invista em equipamentos leves para colocar dentro dela. Se você colocar itens pesados numa mochila de estrutura leve, o desconforto será garantido.

Ideal para acampamentos onde a caminhada não é o foco principal (ex: festivais, campings perto da praia) ou trilhas com pouco desnível. Para alta montanha, a estrutura pode deixar a desejar.

ERYUE Mochila de Caminhada 65 Litros com Capa de Chuva Eryue

Mochila Cargueira em Nylon com Bolso Superior

A Eryue de 65 litros entra como uma opção intermediária interessante, muitas vezes importada. O uso de Nylon na construção é um diferencial positivo, conferindo uma relação peso/resistência melhor do que o poliéster comum. O Nylon tende a ser mais maleável e durável contra rasgos.

O design inclui um “chapéu” (tampa superior) com bolso, característica clássica de mochilas de montanha. Esse bolso é perfeito para itens de acesso rápido como mapa, bússola, lanches e kit de primeiros socorros. Ter esses itens à mão evita paradas desnecessárias que quebram o ritmo cardíaco.

A inclusão da capa de chuva é um grande bônus. Como mencionei, manter o equipamento seco é questão de segurança e peso. O fato de já vir com a capa dedicada garante que ela encaixe perfeitamente no formato da mochila cheia.

Sobre a suspensão: verifique se há hastes de metal internas. Mochilas nessa faixa de 65L precisam dessa alma de metal. Se não tiver, ou se for apenas uma placa plástica fina, a mochila se comportará como um saco sem forma nas suas costas.

O costado acolchoado e ventilado é prometido. A ventilação é crucial para evitar a maceração da pele pelo suor. Pele úmida e fricção constante (da mochila balançando) é a receita para assaduras dolorosas que podem impedir você de continuar a caminhada.

As fitas de compressão laterais e inferiores permitem prender isolantes ou barracas do lado de fora. Biomecanicamente, cuidado ao prender muito peso fora do eixo central. Isso cria um momento de inércia rotacional, obrigando seus músculos oblíquos do abdômen a trabalharem excessivamente para estabilizar o tronco.

Os 65 litros são um ponto ideal (“sweet spot”) para travessias de 3 a 5 dias. É volume suficiente para ser autossuficiente sem ser exagerado. Permite uma organização interna onde os itens pesados (comida, água) fiquem próximos à coluna.

A durabilidade dos zíperes e fechos (clipes) deve ser testada. Leve sempre alguns “enforca-gatos” (abraçadeiras plásticas) ou cordins para reparos de emergência caso uma fivela quebre no meio da trilha.

Para sua saúde: Ajuste bem a fita peitoral. Ela evita que as alças comprimam a axila, onde passam nervos e vasos importantes. A Eryue parece oferecer ajustes decentes nesse sentido.

É uma opção sólida para quem está começando a levar o trekking mais a sério e quer sair das mochilas “de supermercado” sem gastar o valor de uma mochila profissional de topo de linha.

Como Organizar a Mochila de Camping?

A Base e o Saco de Dormir

A regra de ouro da organização é o equilíbrio e o centro de gravidade. No fundo da mochila, coloque apenas itens leves e volumosos que você só vai usar à noite, como o saco de dormir e roupas de dormir. Isso cria uma base sólida e absorve o impacto da mochila quando você a coloca no chão.

Do ponto de vista físico, ter algo macio na base ajuda a preencher a curvatura da região lombar baixa se a mochila não tiver um costado muito rígido. Isso evita que objetos duros fiquem cutucando seus rins ou a região sacral durante a marcha.

Use o compartimento inferior (se houver) exclusivamente para isso. Se sua mochila for tubo único, coloque o saco de dormir primeiro e comprima-o bem para criar uma “fundação” nivelada para o resto da carga.

Centro de Gravidade e Itens Pesados

Os itens mais pesados (comida, água, barraca, fogareiro) devem ir no meio da mochila, verticalmente, e o mais próximo possível das suas costas (horizontalmente). Isso é física pura: quanto mais perto do seu eixo de rotação (coluna), menor o torque gerado.

Se você colocar o peso longe das costas, a mochila te puxará para trás, forçando você a inclinar o tronco para frente. Essa postura cifótica sobrecarrega a musculatura do pescoço e aumenta a pressão nos discos lombares. Mantenha o peso “colado” nas escápulas.

Evite colocar coisas pesadas no topo da mochila (na tampa). Isso eleva demais o centro de gravidade e torna você instável em terrenos técnicos, aumentando o risco de torções de tornozelo em caso de desequilíbrio lateral.

Acessibilidade e Itens Leves

Ao redor dos itens pesados e na parte superior, coloque itens de peso médio e roupas extras. Use as roupas para preencher os espaços vazios entre os equipamentos duros, evitando que eles balancem e façam barulho. Uma mochila silenciosa e compacta é psicologicamente menos cansativa.

No topo e nos bolsos externos, deixe o que você precisa com urgência: jaqueta impermeável (anorak), kit de primeiros socorros, lanterna, protetor solar e lanches. Você não quer ter que desmontar toda a mochila no meio de uma ventania para achar seu casaco.

Organize de forma que você use menos energia para acessar suas necessidades. Cada vez que você para, tira a mochila e revira tudo, você esfria o corpo e gasta energia metabólica e paciência. Organização é conservação de energia.

Confira Outras Indicações para a Sua Viagem

Bastões de Caminhada

Como fisioterapeuta, sou fã incondicional dos bastões de trekking. Eles não são “coisa de idoso”. Eles transferem cerca de 20% a 30% da carga das pernas para os braços. Isso poupa seus joelhos nas descidas e ajuda na propulsão nas subidas.

Eles também aumentam sua base de sustentação de dois pontos (pés) para quatro pontos. Isso melhora drasticamente o equilíbrio em terrenos irregulares, prevenindo quedas e entorses. Use-os com a técnica correta (alternando braço e perna oposta).

A altura correta do bastão é aquela em que seu cotovelo fica dobrado a 90 graus quando a ponta está no chão ao lado do pé. Ajuste para mais curto nas subidas e mais longo nas descidas.

Calçados Adequados

A mochila e a bota formam o par mais importante do equipamento. Com o peso extra da mochila, seus pés incham e o arco plantar achata. Você precisa de botas que ofereçam suporte ao tornozelo para evitar viradas de pé com a carga extra.

Prefira calçados um número maior que o casual para evitar unhas pretas (hematomas subungueais) nas descidas, quando o pé escorrega para frente. Use meias específicas de trekking (merino ou sintéticas) para gerenciar a umidade e prevenir bolhas.

Nunca estreie uma bota em uma trilha longa com mochila cargueira. O calçado precisa ser amaciado para moldar ao seu pé. Bolhas podem alterar sua pisada (marcha antálgica), o que por sua vez pode causar dores nos joelhos e quadris.

Hidratação e Nutrição na Trilha

O peso da mochila aumenta a demanda metabólica. Você vai suar mais e queimar mais calorias. A desidratação torna os tendões e músculos mais suscetíveis a estiramentos e cãibras. Beba água antes de sentir sede.

Sistemas de hidratação (camelbak/reservatórios) são ótimos porque a mangueira fica acessível, incentivando goles pequenos e frequentes. Garrafas exigem parar ou contorcer-se para pegar, o que diminui a frequência de ingestão.

Coma alimentos de fácil digestão e alta energia. A fadiga central (cerebral) pode levar a tropeços e falta de atenção técnica na pisada. Mantenha a glicemia estável para manter a coordenação motora fina e grossa.

Tratamentos e Prevenção Fisioterapêutica

Liberação Miofascial Pré e Pós Trilha

Carregar uma mochila por dias gera aderências na fáscia, o tecido que envolve os músculos. O uso de rolos de espuma (foam rollers) ou bolinhas de tênis/lacrosse é excelente para soltar a musculatura das costas, glúteos e banda iliotibial.

Antes da trilha, a liberação melhora a mobilidade. Depois da trilha, ela acelera a recuperação, trazendo fluxo sanguíneo para tecidos isquemiados pela pressão das alças e barrigueira. Foque nos trapézios, onde as alças apoiam, e na região lombar.

A auto-massagem na planta dos pés com uma bolinha também é fundamental para relaxar a fáscia plantar, que trabalhou intensamente para estabilizar a carga extra.

Fortalecimento do Core (Centro de Força)

A melhor maneira de prevenir dores nas costas com mochila cargueira não é comprar a mochila mais cara, mas ter um core forte. O abdômen (transverso e oblíquos), a lombar (multífidos) e os glúteos formam o cilindro de estabilidade da sua coluna.

Exercícios como pranchas (frontal e lateral), perdigueiro e pontes são essenciais na preparação física. Se seu core é fraco, sua coluna lombar assume a carga e entra em hiperextensão, gerando dor facetária.

Não negligencie os glúteos. Eles são os principais motores da caminhada, especialmente em subidas. Glúteos fortes protegem a lombar e os joelhos.

Alongamentos Específicos

Durante e após a caminhada, foque em alongar os flexores do quadril (iliopsoas). Caminhar muito, especialmente subindo, encurta esses músculos, o que pode puxar sua lombar para uma lordose dolorosa.

Alongue o peitoral maior e menor. A tendência da mochila é fechar seus ombros para frente. Abrir o peito em um alongamento na porta ou árvore ajuda a realinhar os ombros e melhorar a capacidade respiratória.

Por fim, alongue as panturrilhas (gastrocnêmio e sóleo). Elas agem como o “segundo coração”, bombeando sangue de volta para cima. Panturrilhas relaxadas reduzem o risco de fascite plantar e tendinite de Aquiles

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