Fala, craque! Senta aqui na maca um pouco, vamos conversar sério. Se você é o cérebro do time, aquele que decide quem vai brilhar no ataque, eu sei que você não tem tempo para sentir dor. Mas eu também sei que ultimamente, cada vez que você precisa empurrar uma bola mais rápida para a ponta ou fazer aquele levantamento de costas invertido, seu cotovelo dá uma fisgada chata, né? Aquela queimação na parte de fora do cotovelo que parece que tem uma agulha espetada ali. Bem-vindo ao clube da epicondilite lateral, o pesadelo silencioso dos levantadores.
Eu recebo atletas da sua posição toda semana aqui na clínica com a mesma cara de preocupação. Vocês são guerreiros, aguentam o tranco, mas chega uma hora que segurar a caneca de café dói mais do que bloquear um ataque. A boa notícia é que isso tem conserto e você não precisa pendurar os tênis. A má notícia é que o tratamento exige paciência e, principalmente, inteligência. Não adianta só tomar remédio e achar que vai passar. O seu tendão está pedindo socorro e nós precisamos reeducar a forma como você usa seu braço.
Hoje vamos mergulhar fundo no que está acontecendo dentro do seu cotovelo. Vou te explicar por que essa dor apareceu justamente agora, por que colocar gelo não é a cura mágica que te prometeram e como vamos transformar esse tendão “podre” em uma corda de aço novamente. Esqueça o “mediquês” complicado. Vamos falar a língua da quadra, entender a biomecânica do seu toque e traçar um plano de guerra para você voltar a distribuir o jogo sem medo. Acomode-se e presta atenção, porque essa leitura vale mais que um ace.
O cotovelo do levantador: Entendendo a “ferrugem” na articulação
Anatomia do toque: Onde o tendão chora e por que dói tanto
Para entender a sua dor, você precisa visualizar o que acontece embaixo da pele. Na parte de fora do seu cotovelo, existe um ossinho saliente chamado epicôndilo lateral. É ali que se prendem os músculos extensores do punho e dos dedos. Sabe aquele movimento final do toque, quando você “quebra” o punho para fora e estica os dedos para dar velocidade à bola? Pois é, são esses músculos que fazem todo o trabalho sujo. Eles funcionam como cabos de aço puxando a mão para trás e estabilizando o impacto da bola.
No levantador, a repetição é insana. Você toca na bola centenas, talvez milhares de vezes numa semana de treino. Cada toque é uma micro-tração nesse ponto de fixação óssea. O problema não é a força isolada, mas o volume acumulado. Imagine uma corda sendo puxada contra uma rocha milhares de vezes. Uma hora ela começa a desfiar. A epicondilite é justamente isso: o tendão começando a falhar na sua inserção, criando pequenas rupturas microscópicas que o corpo tenta consertar, mas não consegue acompanhar o ritmo.
Essa região é anatomicamente ingrata porque tem pouca circulação sanguínea comparada ao ventre muscular vermelho e carnudo. Tendão é branco, fibroso e tem um metabolismo lento. Quando você sente a dor aguda ao apertar a mão de alguém ou segurar a bola, é o seu corpo gritando que a estrutura de suporte está fragilizada. Não é frescura, é falha mecânica. E como levantador, sua precisão depende inteiramente dessa estabilidade fina que agora está comprometida.
A falácia da inflamação: Entendendo a degeneração do colágeno
Você provavelmente está tomando anti-inflamatório como se fosse bala, certo? E a dor volta assim que o efeito passa. Isso acontece porque, na maioria dos casos crônicos de atletas, o que você tem não é mais uma “ite” (inflamação) clássica, mas sim uma “ose” (tendinose). Nas primeiras semanas, sim, houve inflamação. Mas agora, depois de meses jogando com dor, o tecido mudou. O colágeno, que deveria ser alinhado e bonito como fios de cabelo penteados, virou um emaranhado bagunçado e fraco.
Estamos lidando com degeneração tecidual. As células do tendão estão exaustas e produzindo um tecido de reparo de péssima qualidade. Esse tecido novo é cheio de vasinhos sanguíneos e nervos que não deveriam estar ali, o que aumenta a sensibilidade à dor. Por isso o anti-inflamatório para de funcionar: não tem mais fogo para apagar, o problema agora é a estrutura da casa que está podre.
Entender isso muda tudo no nosso tratamento. Se não é inflamação, o repouso absoluto e o gelo eterno não vão resolver o problema estrutural. Precisamos estimular esse tecido a se reorganizar, a ficar forte de novo. Precisamos convencer as células a produzir colágeno bom. E a única linguagem que essas células entendem é carga mecânica controlada. Ou seja, vamos ter que fazer exercício, e não ficar parados.
Diferença entre dor muscular de treino e a dor patológica do tendão
Você conhece a dor muscular do dia seguinte, aquela dor gostosa de quem treinou pesado. A dor da epicondilite é diferente e você precisa aprender a identificar o sinal vermelho. A dor muscular é difusa, espalhada pelo antebraço, e melhora quando você aquece e movimenta. Ela te dá a sensação de dever cumprido. Já a dor tendínea é pontual, bem em cima do ossinho, e tem um comportamento traiçoeiro: ela pode até “esquentar” e sumir durante o treino, mas volta latejando e piorada na manhã seguinte.
Outro sinal clássico é a rigidez matinal. Se você acorda e sente o cotovelo duro, parecendo que precisa de óleo para esticar, isso é o tendão reclamando da inatividade noturna e do acúmulo de fluidos na área degenerada. Essa dor também aparece em movimentos bobos do dia a dia, como girar a maçaneta da porta ou levantar uma garrafa de água. Se o seu cotovelo dói nessas tarefas ridículas, imagine o que está acontecendo quando você tenta lançar uma bola de meio fundo para o central.
Saber diferenciar é crucial para o nosso trabalho. Se a dor é muscular, podemos soltar, massagear e alongar sem medo. Se a dor é tendínea e aguda, precisamos respeitar a biologia. Forçar um tendão irritado achando que é “apenas músculo cansado” é o caminho mais rápido para uma ruptura ou para uma dor crônica que vai te tirar do campeonato. Vamos monitorar essa dor com uma lupa a partir de agora.
A mecânica do toque: O vilão escondido na sua técnica
O erro dos “cotovelos de asa de frango” e a sobrecarga lateral
Vamos falar de técnica, porque não adianta eu tratar seu cotovelo se você voltar para a quadra e continuar massacrando ele. Um erro muito comum em levantadores, especialmente quando estão cansados ou atrasados na bola, é abrir demais os cotovelos para os lados, fazendo a famosa “asa de frango”. Quando você abre os cotovelos excessivamente, você perde a vantagem mecânica do tríceps e joga uma carga de estabilização absurda para os extensores do punho e do cotovelo.
Biomecanicamente, o levantamento ideal mantém os cotovelos mais fechados, alinhados com os ombros, criando uma alavanca de força eficiente. Quando os cotovelos abrem, o vetor de força muda. Você deixa de empurrar a bola para cima e para frente e passa a fazer um movimento de rotação interna forçada, exigindo que os tendões laterais segurem o tranco para o braço não desmontar. É física pura: alavanca ruim exige mais força do cabo (tendão).
Corrigir isso exige consciência corporal e, muitas vezes, o feedback do seu treinador. Peça para ele filmar seu levantamento de frente e de costas. Se seus cotovelos estão apontando para as paredes laterais do ginásio em vez de diagonalmente para frente, encontramos um grande culpado. Fechar essa base não só vai proteger seu cotovelo, como vai dar mais precisão e potência ao seu toque, pois você usará cadeias musculares maiores para empurrar a bola.
O atraso no contato com a bola e o impacto de absorção
O timing é tudo na vida de um levantador. O ideal é encontrar a bola no ponto mais alto possível, usando a flexão dos punhos e dos dedos como uma mola elástica. O problema começa quando você chega atrasado na bola. Se você deixa a bola “descer” demais ou entrar muito na sua testa, você perde a capacidade elástica e passa a ter que absorver o impacto da bola pesada com a estrutura rígida do antebraço.
Nesse cenário de atraso, o tendão extensor sofre um choque excêntrico violento. Ele está tentando esticar para empurrar, mas a bola está empurrando ele para baixo com força. Essa briga excêntrica (o músculo querendo contrair enquanto é alongado à força) é o mecanismo número um de lesão tendínea. É como se você estivesse freando um carro ladeira abaixo usando apenas o freio de mão.
Treinar o jogo de pernas é, surpreendentemente, parte da reabilitação do seu cotovelo. Se suas pernas te colocam embaixo da bola na hora certa, seus braços trabalham em posição de conforto. Se suas pernas são lentas, seus braços têm que fazer milagres biomecânicos para corrigir a jogada, e o preço é cobrado em inflamação e dor. Vamos focar em chegar inteiro na bola para que o toque seja fluido, não um impacto traumático.
Levantamento de costas e a torção extra nos extensores
O levantamento de costas é uma arte, mas é também um assassino de cotovelos se mal executado. Para jogar a bola para a saída de rede (posição 2) sem olhar, você precisa de uma extensão de tronco, de ombros e uma hiperextensão de punhos muito maior do que no toque para frente. Essa hiperextensão final do punho coloca os extensores radiais (aqueles que doem) no seu limite máximo de encurtamento e tensão.
Muitos levantadores tentam compensar a falta de mobilidade na coluna torácica (o meio das costas) usando apenas o braço para jogar essa bola para trás. Isso gera uma torção no cotovelo que cisalha as fibras do tendão. O movimento deve ser fluido, nascendo lá nos pés, passando pelas costas arqueadas e terminando suavemente nas mãos. Se você faz isso apenas na força do braço, “chicotando” o cotovelo para trás, a epicondilite é quase inevitável.
Durante a fase de tratamento, talvez precisemos limitar temporariamente a quantidade de levantamentos de costas nos treinos de repetição. Vamos focar na qualidade. Se você sentir a fisgada ao jogar para trás, é sinal de que sua coluna e ombros não estão ajudando o suficiente. Precisamos distribuir essa carga pelo corpo todo, tirando o alvo das costas do seu pobre cotovelo.
Tratamento ativo: Saindo do gelo e indo para a reconstrução
Por que o repouso absoluto vai destruir sua carreira (Carga Ótima)
Eu sei que a tentação de ficar no sofá com o braço na tipóia é grande, mas escuta o que eu vou te dizer: repouso absoluto apodrece o tendão. O tendão precisa de carga para se manter vivo e forte. Se você para totalmente, a estrutura dele fica ainda mais fraca e desorganizada. Quando você tentar voltar a jogar, ele vai romper ou doer muito mais rápido do que antes. É o ciclo da falência.
Nós trabalhamos com o conceito de Carga Ótima. Isso significa encontrar a quantidade exata de exercício que estimula o tendão sem irritá-lo. É um equilíbrio fino. Precisamos estressar as células para elas acordarem e produzirem colágeno, mas não podemos estressar tanto a ponto de causar dor incapacitante. Você vai continuar se mexendo, mas de forma controlada e estratégica.
O “repouso” que eu prescrevo é o repouso relativo. Você para de fazer o que machuca (levantar bolas pesadas, sacar viagem), mas começa a fazer o que cura (fortalecimento específico). Manter o corpo ativo mantém a circulação, a mobilidade e a saúde mental. Você é um atleta, não um vaso de cristal quebrado. Vamos tratar esse tendão colocando ele para trabalhar, mas do jeito certo.
Isometria: O botão de “mudo” para a dor imediata
Quando a dor está muito chata, latejando depois do treino, a nossa melhor amiga é a isometria. Exercício isométrico é aquele onde você faz força sem movimento. Imagine segurar um pesinho com o punho estendido, parado, como se fosse uma estátua. Estudos mostram que contrações isométricas de média duração (segurar por 30 a 45 segundos) têm um efeito analgésico poderoso no tendão.
Isso acontece porque a isometria altera a inibição cortical no cérebro. Basicamente, ela “reseta” a percepção de dor do sistema nervoso. Eu uso isso como aquecimento ou como alívio imediato. Antes de começar a fisioterapia ou o treino leve, fazemos algumas séries de isometria para acalmar o tendão e permitir que a gente trabalhe.
É uma ferramenta fantástica que você pode levar para casa. Tá doendo? Em vez de só tomar remédio, pega um peso leve, estende o punho e segura. Sente o músculo tremer um pouquinho, respira e segura. Muitas vezes, isso alivia a dor mais rápido que qualquer pomada e ainda mantém a força muscular sem agredir a articulação com movimentos repetitivos de abre-e-fecha.
O segredo do exercício excêntrico na reorganização das fibras
Aqui está o ouro do tratamento. Se você quer curar uma tendinopatia, você precisa fazer exercícios excêntricos. O que é isso? É a fase da volta do movimento, quando o músculo está segurando o peso enquanto se alonga. No caso do cotovelo, seria subir o peso com a ajuda da outra mão e descer bem devagar, controlando a descida apenas com o braço machucado.
Por que isso funciona? Porque a fase excêntrica gera uma tensão mecânica específica que obriga as fibras de colágeno a se alinharem na direção da força. É como pentear o cabelo bagunçado. O movimento excêntrico “penteia” as fibras do tendão, tornando-as paralelas, fortes e resistentes novamente. Além disso, esse tipo de exercício quebra as micro-aderências e estimula a produção de tecido saudável.
Esse treino vai ser a base da sua lição de casa. Vamos começar leve e progredir a carga. Pode doer um pouquinho durante a execução? Pode, e é aceitável (numa escala de 0 a 10, até uns 3 ou 4 é ok). O importante é que essa dor não permaneça no dia seguinte. O excêntrico é o que vai blindar seu cotovelo para aguentar a pancada da bola no futuro. É chato, é lento, mas é o que cura de verdade.
Olhando para cima e para baixo: Ombro e Punho
O ombro rígido joga a conta para o cotovelo pagar
O corpo é uma cadeia de elos conectados. Se um elo trava, o outro trabalha em dobro. Muitas vezes, a culpa da sua dor no cotovelo é do seu ombro. Se você tem rotação interna limitada no ombro ou uma escápula que não estabiliza direito, seu braço chega na posição de levantamento “torto”. Para compensar essa falta de mobilidade lá em cima, você força o cotovelo e o punho a trabalharem em ângulos extremos.
No vôlei, a mobilidade de ombro é vida. Se você não consegue levar os braços acima da cabeça com conforto e estabilidade, toda a absorção de impacto do toque fica presa no antebraço. Vamos avaliar seus ombros. Se encontrarmos rigidez na cápsula posterior ou fraqueza no manguito rotador, tratar o ombro vai aliviar o cotovelo “magicamente”.
Liberar a tensão no peitoral menor e fortalecer os romboides e serrátil anterior ajuda a posicionar a escápula corretamente. Com a base (ombro) estável, a extremidade (mão e cotovelo) pode operar com precisão, sem precisar lutar contra a própria anatomia a cada bola levantada.
A importância da mobilidade de punho no “chicote” final
Olhando para baixo agora: como estão seus punhos? Um levantador precisa de punhos “moles” no bom sentido – flexíveis e rápidos. Se você tem restrição de extensão de punho (não consegue dobrar a mão para trás 90 graus), o movimento de “chicote” final do toque fica bloqueado.
Quando o punho trava antes da hora, o choque sobe seco para o epicôndilo lateral. É como bater num muro. Precisamos garantir que seus punhos tenham amplitude total de movimento. Mobilizações articulares manuais, onde eu solto os ossinhos do carpo, são fundamentais aqui.
Você precisa ser capaz de armazenar energia elástica na extensão do punho e liberá-la sem restrição. Se houver bloqueio articular, vamos destravar. Punho solto salva cotovelo. É uma regra simples da biomecânica que muitos ignoram focando apenas onde dói.
Fortalecendo a cadeia cinética completa, não apenas o local da dor
Não somos um conjunto de peças soltas tipo Lego. Somos um sistema integrado. Seu tratamento vai envolver fortalecer o core, as pernas e a cadeia posterior. Um levantador que tem pernas fortes chega antes na bola. Um levantador com core estável transfere força do chão para as mãos sem perdas.
Se você levanta usando apenas a força dos dedinhos e do antebraço, você vai se machucar. O toque deve ser um movimento de corpo inteiro. A força vem das pernas, passa pelo tronco, flui pelos ombros e sai pelas mãos. O cotovelo é apenas um canal de passagem dessa energia.
Vamos incluir pranchas, agachamentos e exercícios de rotação de tronco no seu programa. Quanto mais eficiente for seu corpo como um todo, menos seu pequeno tendão extensor radial curto terá que se comportar como o Hércules. Vamos dividir o fardo para que ninguém se quebre.
O retorno às quadras: Gerenciando a carga e a dor
O semáforo da dor: Aprendendo a interpretar os sinais do corpo
Para voltar a treinar, vamos usar o sistema de semáforo. Verde: dor zero ou desconforto mínimo que some logo após o aquecimento. Siga em frente. Amarelo: dor moderada durante o treino que não atrapalha a técnica, mas que persiste um pouco depois. Atenção, reduza o volume, nada de saques forçados ou treinos de repetição excessivos hoje. Vermelho: dor aguda que altera sua técnica (você muda o jeito de tocar para fugir da dor) ou dor que persiste forte na manhã seguinte. Pare agora.
Você precisa ser honesto consigo mesmo. Treinar no vermelho é burrice, é jogar fora semanas de reabilitação. Treinar no amarelo exige cautela e recuperação dobrada pós-treino. O objetivo é manter você na zona verde a maior parte do tempo. Aprenda a escutar seu tendão. Ele avisa antes de romper. A rigidez matinal é o principal indicador de que exageramos no dia anterior.
Aquecimento específico: Ativando antes de tocar na bola
Esqueça aquele alongamento estático preguiçoso de puxar a mão para baixo antes do jogo. Isso só deixa o tendão mais bobo e propenso a lesão. Seu aquecimento agora é ativo. Vamos fazer movimentos de abrir e fechar a mão rápido, rotações de punho, e os exercícios isométricos que te ensinei. Use elásticos leves para ativar o manguito e os extensores.
Você precisa jogar sangue para a região e acordar o sistema nervoso. O tendão tem que estar “quente” e elástico antes da primeira bola. Chegue 15 minutos antes de todo mundo. Faça sua rotina de ativação. Esses minutos extras são o seu seguro de vida contra a dor no primeiro set. Um tendão frio recebendo uma bola de graça a 80km/h é receita para o desastre.
Ajustes táticos: Quando evitar o levantamento em suspensão
Durante o retorno gradual, vamos ter que negociar com o técnico. O levantamento em suspensão (saltando) gera muito mais instabilidade e força de impacto no momento do toque do que o levantamento com os pés no chão. No ar, você não tem a base das pernas para dissipar a força, então o complexo ombro-cotovelo absorve tudo.
No início, evite saltar para levantar em todas as bolas. Deixe o salto para os momentos decisivos. Nos treinos de aquecimento, faça tudo com os pés no chão. Evite também treinar bloqueio excessivo nas primeiras semanas, pois o impacto da bola na mão rígida vibrando até o cotovelo é agressivo. Vamos voltar aos poucos, ganhando confiança e resistência, degrau por degrau.
Terapias aplicadas e indicadas
Para fechar nosso papo e acelerar tudo isso, na fisioterapia nós temos algumas cartas na manga. O Dry Needling (Agulhamento a Seco) é fantástico para soltar os pontos de tensão nos músculos do antebraço que ficam puxando o tendão o dia todo. Dói um pouquinho na hora, mas o alívio da tensão é imediato.
A Fotobiomodulação (Laser de Baixa Potência ou LED) é essencial para dar energia (ATP) para as células trabalharem na regeneração e controlar a inflamação sem remédios. Em casos mais teimosos, a Terapia por Ondas de Choque pode ser necessária para “reiniciar” o processo de cicatrização em tendões muito degenerados.
E claro, a Terapia Manual (Mulligan ou Maitland) para mobilizar aquele punho ou cotovelo travado e ganhar movimento sem dor. O uso de Bandagens Funcionais (Taping) também ajuda a tirar a carga do tendão durante os treinos. Mas lembre-se: as máquinas e agulhas ajudam, mas é o exercício que cura.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”