Você provavelmente chegou até aqui porque sentiu aquela pontada chata no ombro depois de um final de semana intenso de jogos ou conhece alguém que precisou parar de jogar por causa disso. O consultório tem ficado cheio de praticantes de Beach Tennis ultimamente e a queixa é quase sempre a mesma. É importante que você entenda que o seu ombro é uma articulação incrível mas inerentemente instável e o Beach Tennis exige dela exatamente o que ela tem mais dificuldade de oferecer repetidamente. Vamos conversar sobre o que acontece dentro do seu corpo quando você está na areia e como podemos manter você jogando sem dor por muito tempo.
A Biomecânica do Beach Tennis e o Ombro
A Exigência do Gesto Acima da Cabeça
O Beach Tennis é um esporte dominado por movimentos que chamamos de “overhead”, ou seja, realizados acima da linha da cabeça. Diferente do tênis de campo ou do padel onde muitos golpes acontecem na linha da cintura o Beach exige que você mantenha a raquete alta o tempo todo. Essa posição por si só já diminui o espaço que existe dentro da articulação do ombro pressionando tendões e bursas. Quando você realiza o saque ou o smash você leva o braço ao limite da amplitude de movimento combinando elevação com rotação e força explosiva.
Essa combinação biomecânica coloca a articulação glenoumeral em uma situação de estresse máximo. A cabeça do úmero precisa girar dentro de uma cavidade rasa enquanto é puxada por músculos potentes para gerar a força da batida. Se os pequenos músculos estabilizadores não estiverem funcionando em perfeita sincronia a cabeça do úmero pode se deslocar milimetricamente para cima pinçando as estruturas que estão logo acima dela. É nesse momento que a inflamação começa a se instalar silenciosamente golpe após golpe.
Você precisa visualizar seu ombro não apenas como uma dobradiça mas como uma estrutura complexa que depende de equilíbrio. Manter os braços levantados esperando a bola já gera uma contração isométrica constante nos deltoides e no trapézio. Isso causa uma fadiga muscular precoce antes mesmo de você bater na bola. Quando o músculo cansa ele perde a capacidade de proteger a articulação e é aí que a mecânica do movimento começa a falhar e a lesão encontra uma oportunidade para acontecer.
O Fator Areia e a Instabilidade
Muitos jogadores ignoram o fato de que o solo onde o esporte é praticado muda completamente a mecânica do ombro. A areia é uma superfície irregular e que absorve energia o que significa que suas pernas não conseguem gerar a mesma base de estabilidade que teriam em uma quadra dura. Quando você pisa na areia fofa seu sistema nervoso gasta muita energia apenas para manter você em pé e equilibrado diminuindo a eficiência da transmissão de força dos pés para as mãos.
Essa falta de base sólida obriga o seu ombro a compensar a falta de força que deveria vir das pernas e do tronco. Se a base está instável o topo da cadeia precisa trabalhar o dobro para gerar a mesma potência na raquete. Isso sobrecarrega as estruturas musculares do ombro que não foram desenhadas para serem os geradores primários de força mas sim os direcionadores do movimento. Você acaba usando músculos pequenos e frágeis para fazer o trabalho que deveria ser dos grandes músculos da coxa e do glúteo.
Além disso a areia exige ajustes posturais constantes e rápidos que muitas vezes nos colocam em posições de batida desfavoráveis. Tentar alcançar uma bola difícil enquanto você escorrega na areia faz com que você perca o controle fino do movimento do braço. Nesses momentos de desequilíbrio a articulação do ombro fica vulnerável a trancos e movimentos balísticos que podem estirar ligamentos ou causar microlesões nos tendões que seguram a articulação no lugar.
A Repetição e o Mecanismo de Overuse
O Beach Tennis é um esporte viciante e dinâmico onde a bola vai e volta muito rápido resultando em um volume de golpes muito alto por partida. Diferente de outros esportes onde há pausas maiores entre os pontos aqui a ação é contínua. Isso leva ao que chamamos na fisioterapia de lesão por “overuse” ou superuso que nada mais é do que o tecido biológico recebendo carga de trabalho mais rápido do que ele consegue se regenerar.
Seus tendões não são como elásticos de borracha que voltam ao normal imediatamente após serem esticados. Eles sofrem microtraumas a cada impacto e precisam de tempo fisiológico para reparar essas pequenas falhas. Quando você joga muitas horas seguidas ou vários dias consecutivos sem o preparo adequado você nega ao seu corpo esse tempo de reparo. O acúmulo desses microtraumas transforma um tecido saudável em um tecido degenerado e doloroso.
O problema do overuse é que ele é traiçoeiro pois a dor geralmente só aparece quando o dano já está instalado. Você pode jogar meses sem sentir nada enquanto seus tendões estão sofrendo alterações estruturais internas. Quando a dor finalmente aparece no meio de um smash ela é apenas o sinal final de um processo de desgaste que vem acontecendo há semanas devido à repetição excessiva do mesmo gesto motor sem a devida capacidade muscular para suportá-lo.
Principais Patologias que Encontramos na Clínica
Síndrome do Impacto Subacromial
Esta é sem dúvida a campeã de audiência no meu consultório quando se trata de jogadores de Beach Tennis. A síndrome do impacto ocorre quando há um pinçamento dos tendões do manguito rotador e da bursa no espaço subacromial que é um túnel ósseo estreito no topo do ombro. Como no Beach Tennis você passa a maior parte do tempo com o braço acima de 90 graus esse espaço diminui naturalmente e as estruturas começam a roçar umas nas outras.
Os sintomas costumam começar com uma dor leve na face lateral do ombro ou na frente dele principalmente ao elevar o braço ou ao dormir sobre o lado afetado. Com o tempo essa irritação constante causa um inchaço na bursa e nos tendões o que diminui ainda mais o espaço disponível criando um ciclo vicioso de dor e inflamação. Se você sente uma pontada aguda ao fazer o movimento de smash ou saque é muito provável que esteja sofrendo com algum grau de impacto.
A causa nem sempre é apenas o movimento repetitivo mas muitas vezes está associada a uma má postura no dia a dia. Se você tem os ombros caídos para frente e uma postura curvada devido ao trabalho no computador você já entra em quadra com o espaço subacromial reduzido. O esporte apenas agrava uma condição mecânica que já estava pré-estabelecida pela sua postura estática tornando o impacto quase inevitável se não houver correção.
Lesões e Tendinopatias do Manguito Rotador
O manguito rotador é um grupo de quatro músculos profundos responsáveis por manter a cabeça do úmero centralizada na articulação. No Beach Tennis eles são exigidos ao extremo para desacelerar o braço após a batida na bola. Pense na força que você faz para bater no smash agora imagine a força que seus músculos precisam fazer para “frear” o braço logo depois para que ele não saia voando. Essa fase de desaceleração é onde ocorrem muitas das lesões tendíneas.
As tendinopatias que antigamente chamávamos apenas de tendinites são alterações na estrutura do colágeno do tendão. O tendão do supraespinhal é o mais acometido por ser o mais exigido na elevação do braço. Quando esse tendão fica doente ele perde a capacidade de suportar carga e qualquer movimento brusco pode gerar dor intensa e perda de força funcional. Você sente que o braço “falha” ou perde a potência na hora de acelerar a raquete.
Ignorar uma tendinopatia inicial pode levar a consequências mais graves como rupturas parciais ou totais desses tendões. É comum vermos pacientes que trataram a dor apenas com remédios e continuaram jogando até que o tendão não suportou e rompeu. O fortalecimento preventivo desses músculos específicos é a única barreira real entre um ombro saudável e uma lesão que pode exigir meses de reabilitação ou até cirurgia.
Discinesia Escapular e o Ritmo do Ombro
A escápula é a base móvel sobre a qual o braço funciona e se ela não se move corretamente o ombro sofre. Chamamos de discinesia escapular a alteração no movimento normal ou na posição da escápula durante os movimentos do braço. No Beach Tennis é vital que a escápula gire para cima e se incline para trás para abrir espaço para o braço subir. Se a escápula fica “presa” ou se move de forma descoordenada todo o mecanismo do ombro entra em colapso.
Muitos jogadores focam apenas em fortalecer o braço e esquecem dos músculos que estabilizam a escápula como o serrátil anterior e o trapézio inferior. Quando esses músculos estão fracos a escápula “alado” ou instável faz com que o ombro perca sua plataforma de força. Isso obriga a articulação glenoumeral a trabalhar em ângulos perigosos aumentando drasticamente o risco de lesão no manguito rotador e nos lábios articulares.
Identificar a discinesia é parte essencial da minha avaliação física. Observamos se uma escápula está mais alta que a outra ou se a ponta dela salta para fora quando você move o braço. Corrigir o ritmo escapular é muitas vezes a chave para resolver dores crônicas no ombro pois atacamos a causa mecânica do problema e não apenas o local onde a dor se manifesta. Sem uma escápula estável não existe ombro saudável no esporte de raquete.
O Papel Fundamental da Cadeia Cinética
A Conexão entre Pernas e Potência de Braço
Um dos conceitos mais importantes que uso na reabilitação é que o ombro é apenas o elo final de uma corrente de energia que começa nos pés. No saque ou no smash cerca de 50% da energia cinética deveria vir das pernas e do quadril. Se você não dobra os joelhos e não usa a impulsão das pernas para bater na bola você está obrigando seu ombro a gerar 100% da força sozinho. Isso é insustentável a longo prazo para uma articulação tão pequena.
Observamos frequentemente jogadores amadores que batem na bola “apenas com o braço” mantendo as pernas estáticas e rígidas na areia. Essa falha na transferência de energia é uma das principais causas de sobrecarga. Ao usar a extensão do quadril e a rotação do tronco você alivia a tensão no ombro permitindo que o braço funcione mais como um chicote que direciona a energia do que como um motor que a produz.
Ensinar o paciente a usar as pernas faz parte do tratamento do ombro. Precisamos reeducar o gesto esportivo para que você entenda que a força nasce no chão. Exercícios que integram agachamento com movimentos de rotação e extensão de braço são fundamentais para criar essa memória muscular. Quando você aprende a sacar usando o corpo todo a sensação de esforço no ombro diminui drasticamente e a potência da sua batida aumenta.
O Core como Centro de Transferência de Força
O Core que engloba os músculos abdominais lombares e do quadril funciona como a ponte que conecta a força gerada nas pernas com o tronco e os braços. No Beach Tennis onde a base é instável um Core forte e reativo é obrigatório. Se o seu centro é mole a energia se dissipa antes de chegar ao ombro e você perde eficiência e estabilidade.
A rotação de tronco é essencial para os golpes de forehand e backhand e essa rotação depende inteiramente de oblíquos fortes e de uma coluna lombar estável. Se o Core não consegue frear e acelerar a rotação do tronco o ombro acaba tendo que fazer movimentos excessivos para compensar a falta de controle central. Isso gera cisalhamento na articulação e predispõe a lesões labrais e ligamentares.
Não estamos falando apenas de fazer abdominais tradicionais no chão mas de treinar a estabilidade rotacional. O Core precisa ser capaz de resistir à torção e transferir força de forma explosiva. Um centro forte protege não só a coluna mas blinda o ombro contra as forças erráticas que ocorrem durante uma partida movimentada na areia.
O Que Acontece Quando a Cadeia Quebra
Quando existe um “elo fraco” na cadeia cinética seja uma restrição de mobilidade no quadril ou fraqueza no abdômen o corpo busca compensações automáticas. O cérebro não quer saber qual músculo está usando ele só quer que a raquete acerte a bola. Geralmente a compensação recai sobre a articulação mais móvel e distal que é o ombro. É o que chamamos de “vítima” da cadeia cinética.
Muitas vezes trato o ombro doloroso de um paciente focando na mobilidade do quadril dele. Se o quadril não roda internamente o tronco não gira e o ombro tem que fazer uma extensão horizontal excessiva para alcançar a bola lá atrás. Nesse caso tratar apenas o ombro seria enxugar gelo pois a causa raiz está na falta de movimento dos membros inferiores.
Entender essa interconexão muda a forma como encaramos a prevenção. Você precisa olhar para o seu corpo como uma unidade funcional. Se você sente dor no ombro comece a investigar se não está faltando força na perna ou mobilidade na coluna torácica. O corpo funciona em sinergia e no Beach Tennis qualquer quebra nessa harmonia cobra seu preço na articulação mais vulnerável.
Estratégias Práticas de Proteção e Fortalecimento
A Importância dos Rotadores Externos
Se você pudesse escolher apenas um grupo de exercícios para fazer pelo resto da vida esportiva deveriam ser os de rotação externa. Os músculos peitorais e deltoides anteriores que usamos para bater na bola são naturalmente muito fortes e puxam o ombro para frente. Os rotadores externos localizados na parte posterior são os únicos capazes de contrabalancear essa força e manter a cabeça do úmero centrada.
O desequilíbrio entre a força dos rotadores internos (que aceleram o braço) e os externos (que freiam o braço) é o fator preditivo número um para lesões. Você precisa dedicar tempo fora da quadra para fortalecer o infraespinhal e o redondo menor usando elásticos ou polias. Não é sobre carga alta mas sobre resistência e controle motor.
Incorporar exercícios de rotação externa no seu aquecimento é vital. Isso “acorda” o manguito rotador antes do jogo começar preparando os músculos para a carga que virá. Fazer três séries simples com uma faixa elástica antes de entrar em quadra pode ser a diferença entre um ombro saudável e uma tendinite crônica.
Estabilidade Escapular Antes da Potência
Antes de pensar em bater mais forte na bola você precisa garantir que a base de lançamento do seu braço seja sólida. Exercícios de remada focados na retração escapular, o “Y-T-W” e pranchas com instabilidade são excelentes para recrutar os estabilizadores da escápula. O objetivo é fazer com que a escápula fique “colada” no tórax e se mova suavemente sem alar.
Treinar o serrátil anterior é especialmente importante para quem joga Beach Tennis. Esse músculo ajuda a rodar a escápula para cima permitindo que o braço suba livremente sem impacto. Exercícios como o “push-up plus” ou socos contra resistência ajudam a ativar essa musculatura que muitas vezes é esquecida nos treinos convencionais de musculação.
Lembre-se que a estabilidade deve vir antes da mobilidade e da força. Um ombro forte em uma base escapular instável é como disparar um canhão de dentro de uma canoa. A estrutura não aguenta o recuo do disparo. Construa primeiro a estabilidade das costas e seu ombro agradecerá com menos dor e mais precisão nos golpes.
Ajustes Técnicos e de Equipamento
Às vezes a solução para a dor no ombro passa pelo material que você está usando. Raquetes muito pesadas ou com o balanço muito voltado para a cabeça exigem um torque maior do ombro para serem manuseadas. Se você já tem histórico de dor opte por raquetes mais leves ou com balanço equilibrado e verifique se o “grip” (a grossura do cabo) está adequado para o tamanho da sua mão. Um cabo muito fino faz você apertar demais a raquete gerando tensão desnecessária no antebraço e ombro.
A técnica do golpe também precisa ser revisada constantemente. Bater na bola atrasada (quando ela já passou da linha do corpo) é um veneno para o ombro pois coloca a articulação em uma posição de alavanca desfavorável. Tente sempre golpear a bola na frente do corpo mantendo o contato visual e ajustando seus pés na areia para chegar na posição correta antes da batida.
Outro ponto é a tensão nas cordas ou a dureza da face da raquete. Raquetes muito duras (como as de carbono 3k ou 12k sem tratamento adequado de furos) transmitem muita vibração para o braço. Materiais que absorvem melhor o impacto como fibra de vidro ou carbono com EVA soft podem ser mais amigáveis para quem está voltando de lesão ou quer prevenir o desgaste articular.
Protocolos de Recuperação Pós-Jogo
A Janela Imediata de Recuperação
O que você faz nos primeiros 30 minutos após sair da areia define como seu ombro vai se sentir no dia seguinte. Seu corpo entra em um estado inflamatório agudo como resposta ao esforço intenso. Aproveitar essa janela para iniciar o processo de “desligar” o sistema e promover a circulação sanguínea de reparo é fundamental.
Evite ficar totalmente parado ou com o braço pendurado logo após um jogo exaustivo. Realizar movimentos pendulares leves deixando o braço solto e fazendo círculos suaves ajuda a descomprimir a articulação e a manter o fluxo de fluidos sinoviais. A hidratação imediata também é crucial pois tendões desidratados são mais rígidos e propensos a lesões.
Se você sentiu dor durante o jogo não espere chegar em casa para tomar uma atitude. Avalie a intensidade da dor. Se for uma dor muscular difusa calor e movimento leve ajudam. Se for uma dor articular aguda e pontual sinalizando inflamação cuidar da postura do braço no trajeto de volta para casa evitando carregar a raqueteira pesada naquele ombro já ajuda a não agravar o quadro.
Mobilidade Torácica para Alívio do Ombro
A coluna torácica (a parte do meio das costas) precisa ser móvel para que o ombro funcione bem. Depois do jogo a tendência é ficarmos curvados e cansados o que enrijece essa região. Realizar alongamentos de abertura do peito e rotação torácica ajuda a resetar a postura e tirar a pressão mecânica dos ombros.
Você pode usar um rolo de espuma (foam roller) para liberar a tensão nas costas logo após o jogo. Deitar sobre o rolo e abrir os braços em cruz alonga o peitoral menor que costuma ficar encurtado depois de tanto tempo segurando a raquete à frente do corpo. Esse simples gesto melhora o posicionamento da escápula e alivia a tensão anterior do ombro.
Manter a torácica flexível é uma forma indireta mas poderosa de tratar o ombro. Se a sua coluna gira bem você não precisa forçar o ombro no final da amplitude de movimento do smash. Incorpore exercícios de mobilidade torácica na sua rotina de resfriamento (cool-down) para garantir que sua estrutura esteja alinhada para a próxima partida.
Monitoramento de Carga e Dor
Você precisa ser o gerente da sua própria dor. Aprender a diferenciar a dor do “bom treino” da dor de lesão é vital. A dor muscular que aparece 24h depois e é difusa é normal. A dor que aparece durante o aquecimento some no jogo e volta pior depois é um sinal clássico de tendinopatia. Se essa dor persiste e começa a atrapalhar atividades simples como pentear o cabelo ou pegar o cinto de segurança é hora de parar.
Não ignore os sinais do seu corpo achando que “no pain no gain” se aplica à saúde articular. O controle de carga envolve saber dizer não a um jogo extra quando seu ombro já está fadigado. O descanso é parte do treino. Se você jogou intensamente no sábado e domingo a segunda-feira deve ser de descanso ou de treino regenerativo para membros inferiores poupando o ombro.
Manter um diário de dor pode parecer exagero mas ajuda muito. Anotar quando a dor começou qual golpe incomoda mais e quanto tempo ela demora para passar fornece dados valiosos para nós fisioterapeutas ajustarmos seu tratamento. A prevenção passa pelo autoconhecimento e pelo respeito aos limites biológicos do seu tecido.
Terapias Aplicadas e Tratamentos
Como fisioterapeuta a abordagem para o ombro do jogador de Beach Tennis deve ser multimodal. Não existe uma bala de prata mas sim um conjunto de técnicas que aceleram a recuperação e corrigem a mecânica.
Terapia Manual e Osteopatia:
Usamos a terapia manual para soltar as estruturas que estão restringindo o movimento. A liberação miofascial instrumental ou manual no peitoral menor no trapézio e nos músculos do manguito ajuda a reduzir a tensão excessiva e melhorar a vascularização local. Manobras de mobilização articular ajudam a reposicionar a cabeça do úmero e a ganhar amplitude de movimento sem dor restaurando o deslizamento natural da articulação.
Eletrotermofototerapia:
Recursos tecnológicos são grandes aliados no controle da dor e da inflamação. O Laser de Alta Potência e a Fotobiomodulação (LED) são excelentes para acelerar a regeneração tecidual dos tendões e diminuir o processo inflamatório. Em casos de tendinopatias crônicas ou calcificações a Terapia por Ondas de Choque tem se mostrado extremamente eficaz estimulando a neovascularização e quebrando o ciclo de dor crônica permitindo que o paciente volte a fazer os exercícios de fortalecimento.
Exercícios Terapêuticos e Retorno ao Esporte:
A parte mais importante do tratamento é a cinesioterapia ou seja o exercício. Começamos com exercícios isométricos para controlar a dor e evoluímos para fortalecimento isotônico com elásticos e pesos. A fase final da reabilitação deve acontecer simulando o gesto esportivo. Usamos exercícios pliométricos (como arremessar bolas medicinais leves) para treinar a potência e a desaceleração. O retorno ao Beach Tennis deve ser gradual controlando o número de saques e smashes até que o ombro tenha capacidade total de carga novamente.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”