Fala, monstro! Senta aqui na maca um pouco e respira fundo. Eu sei exatamente o que está passando pela sua cabeça agora. Você pegou aquele laudo da ressonância magnética, leu “herniação discal L5-S1” ou “protusão discal”, e a primeira coisa que veio à mente foi a imagem da sua barra carregada de anilhas ficando enferrujada. Você está pensando que sua carreira no powerlifting acabou, que nunca mais vai bater um recorde pessoal no levantamento terra e que vai viver à base de remédios para dor nas costas. Calma. Vamos desfazer esse nó na sua cabeça antes de tratar o nó nas suas costas.
A realidade do consultório me mostra todos os dias que a hérnia de disco não é uma sentença de aposentadoria para o atleta de força. Pelo contrário, muitos powerlifters de elite têm alterações discais e competem em alto nível sem dor alguma. O problema não é o diagnóstico em si, mas como gerenciamos a crise aguda e, principalmente, como desenhamos a estrada de volta para os pesos pesados. O seu corpo é uma máquina de adaptação antifrágil, e o disco intervertebral é um tecido vivo que cicatriza, se adapta e fica mais forte, desde que a gente dê o estímulo certo na hora certa.
Hoje nós vamos ter uma conversa franca, de fisioterapeuta para atleta, sem aquele “mediquês” chato que só serve para te assustar. Vou te explicar o que aconteceu na sua coluna, por que doeu tanto e, o mais importante, vou te entregar o mapa do tesouro para você voltar a agachar e puxar terra com segurança e, quem sabe, até mais forte do que antes. Prepare-se para entender a mecânica da sua recuperação e reassumir o controle do seu treino.
O que realmente aconteceu com a sua coluna (sem pânico)
A anatomia da lesão: O disco não explodiu e você não é de vidro
Primeiro, vamos tirar essa imagem catastrófica da sua mente de que seu disco “explodiu” ou “vazou” para sempre. O disco intervertebral é uma estrutura robusta, formada por anéis fibrosos duros por fora e um núcleo gelatinoso por dentro. O que acontece na hérnia é que algumas dessas fibras externas sofreram microlesões, permitindo que o material interno empurrasse um pouco para fora, criando uma saliência que pode, ou não, tocar em um nervo. Isso gera uma inflamação química poderosa, e é essa inflamação que causa a dor aguda e o travamento que você sentiu.
Você precisa entender que sua coluna é incrivelmente forte e resiliente. Ela foi desenhada para suportar cargas axiais pesadas. A lesão geralmente acontece não porque a carga era pesada demais num único dia, mas porque houve uma falha momentânea na estabilização, ou um acúmulo de fadiga que fez você perder a técnica por um milissegundo. Essa estrutura não é feita de vidro; ela é feita de colágeno, água e células vivas que estão, neste exato momento, trabalhando para reparar o dano. Acreditar na fragilidade da sua coluna é o primeiro passo para a cronificação da dor, então mude essa chave agora.
Muitos atletas chegam aqui achando que o disco está “fora do lugar” e que eu preciso colocá-lo de volta com as mãos. Isso não existe anatomicamente. O disco não sai para passear. O que temos é uma irritação tecidual que precisa de um ambiente favorável para acalmar. Assim como um corte na pele cicatriza e vira uma casquinha, a fissura no anel do disco também cicatriza. O processo é biológico e natural, e nosso trabalho é facilitar isso, não tentar consertar na força bruta.
A diferença crucial entre dor, inflamação e dano estrutural
Aqui está o pulo do gato que separa quem recupera rápido de quem fica meses parado: dor não é igual a dano. Nos primeiros dias, sim, a dor é um sinal de proteção para você não mexer onde está inflamado. Mas depois que a fase aguda passa, a dor residual é muitas vezes um “alarme de incêndio” desregulado. O seu sistema nervoso fica hipersensível e dispara dor com qualquer movimento, mesmo que aquele movimento não esteja causando nenhum dano novo ao disco.
Você precisa aprender a diferenciar a “dor boa” de adaptação da “dor ruim” de lesão. A dor da hérnia ativa é geralmente elétrica, irradiada para a perna, e vem acompanhada de formigamento ou perda de força. Já aquela dorzinha no final do movimento, um desconforto mecânico, muitas vezes é apenas rigidez ou medo. Se você parar de se mexer completamente por causa de qualquer desconforto, seus músculos atrofiam, seu disco perde nutrição e o retorno fica muito mais difícil.
O levantamento de peso, quando bem dosado, é analgésico. O movimento libera substâncias químicas no cérebro que combatem a dor. O segredo é encontrar a “dose” certa de movimento que estimule a cura sem reativar a inflamação química do nervo. Vamos trabalhar com o conceito de “cutucar a onça com vara curta” apenas o suficiente para ela saber que estamos ali, mas sem fazer ela nos atacar.
A capacidade incrível de cicatrização e adaptação do disco intervertebral
Existe um mito antigo de que o disco não se regenera. Mentira. Estudos mostram que hérnias de disco, especialmente as maiores e mais extrusas, tendem a regredir espontaneamente ao longo dos meses. O corpo possui células chamadas macrófagos que vão até a região da lesão e literalmente “comem” o excesso de material do disco que vazou, limpando a área e reduzindo a pressão sobre o nervo.
Além da reabsorção, o disco remanescente se adapta. Ele pode perder um pouco de altura, sim, mas ganha estabilidade. A coluna fica mais rígida e estável com o passar do tempo, o que é ótimo para suportar as cargas do powerlifting. Você não precisa de um disco “novo” para levantar 300kg; você precisa de um disco cicatrizado, estável e de uma musculatura ao redor que faça o trabalho de blindagem.
Nós vamos usar essa capacidade adaptativa a seu favor. Ao introduzir carga de forma progressiva, enviamos sinais mecânicos para as células do disco produzirem mais matriz de suporte. O levantamento terra e o agachamento, feitos com a técnica correta e carga controlada, são, na verdade, ferramentas de reabilitação que forçam o tecido a ficar mais resistente. O ferro cura, se você souber usar.
Fase 1: Acalmando a tempestade e higiene de movimento
Identificando os gatilhos de dor no seu dia a dia fora do treino
Antes de falarmos sobre voltar para a academia, precisamos estancar o sangramento no seu dia a dia. Não adianta nada fazermos uma hora de fisioterapia perfeita se você passa as outras 23 horas do dia irritando a sua coluna. Você precisa virar um detetive da sua própria dor. Observe: o que faz sua dor piorar? É ficar sentado muito tempo? É amarrar o tênis? É sair da cama de manhã?
Chamamos isso de encontrar os gatilhos de dor. Se a flexão da coluna (dobrar para frente) é o que dispara sua dor agora, vamos temporariamente evitar esse movimento. Vamos te ensinar a usar o quadril para se abaixar, mantendo a coluna neutra (o famoso “hip hinge” que você já conhece do terra). Se ficar sentado dói, vamos usar um suporte lombar ou levantar a cada 20 minutos. A ideia é parar de cutucar a ferida para que ela possa fechar.
Essa “higiene de movimento” não é para sempre. É apenas uma estratégia temporária para baixar a sensibilidade do seu sistema nervoso. Pense nisso como tirar a mão do fogo. Se você continua colocando a mão no fogo, a queimadura nunca sara. Vamos identificar esses movimentos provocativos e criar estratégias alternativas para você viver sem dor enquanto a cicatrização acontece.
O mito do repouso absoluto versus o movimento regenerativo
Antigamente, o médico mandava você ficar deitado na cama por duas semanas. Hoje sabemos que isso é um veneno para a coluna. O repouso absoluto causa atrofia dos multífidos (músculos profundos que estabilizam a vértebra) em questão de dias. Além disso, o disco precisa de movimento para se nutrir, pois ele não tem vasos sanguíneos diretos; ele se alimenta por difusão quando você se mexe.
A nossa estratégia será o “movimento sem dor”. Caminhar é um dos melhores remédios para hérnia de disco. A caminhada gera uma oscilação suave na coluna que bombeia fluidos para dentro e para fora do disco, reduzindo o inchaço e a inflamação. Vamos começar com caminhadas curtas, várias vezes ao dia. Se doer, para. Se não doer, continua. Simples assim.
Também vamos introduzir movimentos de mobilidade leve, como o “gato-camelo”, mas com uma amplitude muito controlada, sem forçar os extremos. O objetivo é lubrificar as articulações e mostrar para o seu cérebro que é seguro mexer as costas. O movimento é o lubrificante da sua recuperação, enquanto o repouso absoluto é a ferrugem.
Estabilização central real: O conceito de rigidez (stiffness) e bracing
Esqueça aquela ideia de “encolher a barriga” ou puxar o umbigo para as costas. Isso desestabiliza a coluna para quem levanta peso. No powerlifting, e agora na sua reabilitação, precisamos criar “stiffness” ou rigidez. Imagine que sua coluna é um mastro de navio e os músculos do core são os cabos de aço que o seguram. Queremos esses cabos tensionados em 360 graus.
Vamos trabalhar a técnica de Bracing abdominal com seriedade. Você vai aprender a expandir o abdômen lateralmente e criar uma cinta de pressão intra-abdominal, como se fosse levar um soco na barriga. Essa pressão interna atua como um airbag para a sua coluna, tirando a carga do disco e jogando para a musculatura.
Exercícios como a “Prancha McGill” (Big 3), o “Dead Bug” (inseto morto) e o “Bird-Dog” (perdigueiro) serão sua nova religião. Eles ensinam a manter a coluna neutra e rígida enquanto você move braços e pernas. Isso é a base para voltar a agachar. Se você não consegue manter a coluna estável deitado no chão sem peso, não tem chance de mantê-la estável com 200kg nas costas.
Reintrodução ao Movimento: O Agachamento e o Terra modificados
Variações de amplitude e a busca pela “linha neutra” sem medo
Chegou a hora de voltar para os movimentos que você ama, mas com inteligência. Não vamos começar com a barra no chão ou com agachamento profundo “bunda no calcanhar”. Vamos reduzir a amplitude de movimento (ROM) para evitar as zonas de perigo onde a coluna tende a arredondar (a famosa retroversão pélvica).
Para o levantamento terra, vamos usar o Block Pull (terra sobre blocos) ou o Rack Pull. Ao elevar a altura da barra, exigimos menos flexão do quadril e da coluna, permitindo que você mantenha a postura neutra com muito mais facilidade. Para o agachamento, podemos começar com Box Squats (agachamento na caixa) altos ou Goblet Squats segurando um peso na frente, que ajuda a manter o tronco mais vertical.
A “linha neutra” não precisa ser uma linha reta perfeita robótica, mas uma zona de conforto onde a coluna mantém suas curvas naturais sob carga. Vamos filmar seus movimentos. O objetivo agora é qualidade técnica impecável. Se a técnica quebrar ou a dor aparecer, encerramos a série. Estamos reconstruindo o padrão motor, não testando sua força máxima.
O papel da mobilidade de quadril na proteção da charneira lombossacra
Muitas vezes, a culpa da hérnia não é da coluna, mas do quadril. Se os seus quadris são rígidos e não flexionam bem, a coluna lombar é obrigada a dobrar para você alcançar a barra. É o que chamamos de “compensação”. O quadril trava, a lombar paga o pato. Para proteger sua lesão, precisamos soltar seus quadris.
Vamos focar pesado em mobilidade de rotação interna e externa de quadril, e flexibilidade de isquiotibiais e glúteos. Se conseguirmos fazer seu quadril funcionar como uma dobradiça bem azeitada, sua coluna lombar pode ficar quieta e estável, fazendo apenas o papel dela de suporte estrutural, sem precisar se mexer excessivamente sob carga.
Exercícios como o “90/90” para quadril e alongamentos dinâmicos farão parte do seu aquecimento obrigatório. Um quadril móvel é o melhor seguro de vida para uma coluna lombar lesionada. Você vai perceber que, ao destravar o quadril, a profundidade do agachamento volta naturalmente sem aquele “butt wink” (arredondamento final) perigoso.
Controle motor fino e a técnica do “Bracing” sob cargas iniciais
Agora vamos aplicar aquele Bracing que treinamos no chão com uma barra vazia ou pesos leves. O desafio aqui é manter a pressão abdominal enquanto você respira e se move. Muitos atletas prendem a respiração e quase desmaiam, ou soltam o ar e perdem a estabilidade.
Você vai aprender a respirar “atrás do escudo”. Mantém a tensão na parede abdominal e respira curto e raso com o diafragma. Vamos fazer séries longas com pouca carga para automatizar isso. Você tem que ser capaz de conversar comigo enquanto mantém o abdômen duro como pedra.
Essa coordenação fina é o que vai impedir a recidiva quando você voltar para as cargas máximas. O seu cérebro precisa registrar que “fazer força” é sinônimo de “travar o core”. Se houver um delay nessa ativação, é nessa fração de segundo que a lesão acontece. Vamos treinar até virar instinto.
Protocolo de Carga Progressiva: Voltando aos Três Grandes
Manipulando o volume e a intensidade: A regra dos 10% e o RPE
Você está ansioso para colocar as anilhas de 20kg, eu sei. Mas a regra do jogo agora é paciência estratégica. Vamos usar a Percepção Subjetiva de Esforço (RPE – Rate of Perceived Exertion). Vamos começar trabalhando com RPE 3 ou 4 (muito leve). Isso significa que você terminaria a série sentindo que poderia fazer mais 6 ou 7 repetições tranquilamente.
A progressão de carga deve seguir a regra dos 10%. Não aumente a carga total (peso x repetições) mais do que 10% por semana. Isso dá tempo para o colágeno do disco se adaptar e para a inflamação residual não explodir. Se em uma semana você levantou 1000kg totais no treino, na próxima o teto é 1100kg.
Esqueça as porcentagens de 1RM (uma repetição máxima) por enquanto. Seu 1RM antigo não existe mais. Seu novo 1RM é o que você consegue levantar hoje sem dor. Respeite o processo. É melhor subir devagar e constante do que dar um salto grande e cair dois degraus para trás por causa de uma crise de dor.
Tempo sob tensão e pausas: Reconstruindo a confiança na posição baixa
Uma ferramenta fantástica para reabilitação é o treino de Tempo. Vamos fazer agachamentos e terras com uma cadência controlada, por exemplo: 3 segundos para descer, 1 segundo de pausa lá embaixo e 3 segundos para subir. Por que fazer isso? Porque elimina o impulso elástico e obriga sua musculatura a controlar a carga em cada milímetro do movimento.
A pausa na parte baixa (onde a coluna é mais exigida) constrói uma força posicional incrível e confiança mental. Você aprende que pode ficar naquela posição vulnerável com segurança. Além disso, o tempo sob tensão estimula a hipertrofia sem precisar de cargas gigantescas, o que poupa suas articulações enquanto recupera a massa muscular que você pode ter perdido.
Esses treinos são brutais, mesmo com pouco peso. Eles vão te dar a base sólida que você precisa. Quando voltarmos a fazer movimentos explosivos, sua estrutura estará blindada e acostumada a segurar a bronca em qualquer ângulo.
Monitoramento de sintomas pós-treino: A janela de 24 horas
Como saber se exageramos na dose? A resposta está nas 24 horas seguintes. É normal sentir um pouco de desconforto muscular. O que não é normal é a dor da hérnia (aquela dor elétrica ou profunda na coluna) aumentar e persistir no dia seguinte.
Se você treinar hoje e amanhã acordar travado, com dor irradiada ou precisando de remédio, erramos a mão na carga ou no volume. Recuamos um passo. Se você acordar bem, ou apenas com aquela dorzinha muscular gostosa, sinal verde para manter ou progredir levemente.
Use um diário de treino. Anote não só as cargas, mas como se sentiu durante e depois. “Senti uma pontada na terceira série”, “Acordei rígido”. Esses dados são ouro para ajustarmos a rota semanalmente. A reabilitação não é uma linha reta, é um gráfico com altos e baixos, e o monitoramento nos mantém na tendência de alta.
Aspectos Psicológicos e Prevenção de Recidivas
Cinesiofobia: Vencendo o medo de dobrar a coluna sob carga
O maior inimigo agora não é mais a hérnia, é o seu cérebro. Você desenvolveu medo de dobrar as costas. Chamamos isso de cinesiofobia. Toda vez que você vai pegar algo no chão, seu corpo trava em defesa. Isso é natural, mas precisa ser desprogramado. Se você viver com a coluna rígida para sempre, vai perder funcionalidade e gerar estresse em outras áreas.
Vamos reintroduzir a flexão da coluna (sim, dobrar as costas) de forma gradual e sem carga, como no exercício Jefferson Curl (muito leve e progressivo) ou apenas tocando os pés. Você precisa ensinar ao seu cérebro que dobrar a coluna não é perigoso por si só. É perigoso dobrar sob carga máxima sem controle, mas no dia a dia, sua coluna foi feita para se mover.
Perder o medo é essencial para a fluidez do movimento. Um atleta tenso e medroso se move de forma “quadrada” e ineficiente, o que paradoxalmente aumenta o risco de lesão. Confie no trabalho que fizemos. Sua coluna está pronta.
A importância do sono e do gerenciamento de estresse na percepção da dor
Você sabia que dormir mal aumenta a sua sensibilidade à dor? Se você está estressado no trabalho ou dormindo 5 horas por noite, sua tolerância a dor despenca e o risco de recidiva aumenta. O sono é o momento em que o disco se reidrata e os tecidos se reparam. É o seu anabolizante natural.
Gerencie seu estresse. Técnicas de respiração, meditação ou apenas ter um hobby fora do levantamento de peso ajudam a regular seu sistema nervoso. Um sistema nervoso calmo é menos propenso a disparar alarmes de dor falsos. A reabilitação acontece 24 horas por dia, não só na hora que você está na academia. Cuide da sua mente para curar seu corpo.
O aquecimento específico para o dia de levantamento pesado e a manutenção
Daqui para frente, seu aquecimento nunca mais será “5 minutos de esteira”. Você precisa de um ritual de preparação. Isso inclui: liberação miofascial rápida, exercícios de mobilidade de quadril e tornozelo, e a ativação do core (McGill Big 3) antes de tocar na barra.
Isso não é perda de tempo, é o preço do ingresso para levantar pesado com segurança. Esse ritual prepara seus tecidos, lubrifica as articulações e liga o sistema neurológico de proteção. Mantenha essa rotina mesmo nos dias leves. A consistência na preparação é o que vai te manter longe da maca de fisioterapia no futuro.
Terapias aplicadas e indicadas
Para fechar nosso papo com chave de ouro, quero listar algumas ferramentas que nós, fisioterapeutas, usamos para acelerar esse processo e te dar suporte. A Mesa de Tração (Descompressão Espinhal) pode ser fantástica nas fases agudas para aliviar a pressão no nervo e hidratar o disco. A Terapia Manual (Osteopatia ou Maitland) é essencial para manter a mobilidade das vértebras vizinhas à lesão, garantindo que a coluna se mova em harmonia.
O Dry Needling (Agulhamento a Seco) é uma arma poderosa para soltar aqueles pontos de tensão (trigger points) nos glúteos e paravertebrais que ficam travados tentando proteger a hérnia. E, claro, a Eletroestimulação pode ajudar tanto no controle da dor (TENS) quanto na ativação muscular se houver alguma inibição importante. Use a tecnologia a seu favor, mas lembre-se: o que cura de verdade é o movimento e a carga bem gerenciada. Bom treino!

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”