Entorses de tornozelo no basquete: Quando usar tornozeleira ou bandagem?

Entorses de tornozelo no basquete: Quando usar tornozeleira ou bandagem?

Fala, atleta. Tudo bem por aí ou você está lendo isso com o pé para cima e uma bolsa de gelo no tornozelo? Se você joga basquete, sabe que o som do tênis cantando na quadra é música para os nossos ouvidos, mas o silêncio que vem depois de uma aterrissagem errada no pé de um adversário é assustador. Eu vejo isso todos os dias no consultório. O tornozelo inchado, aquela dor latejante e a dúvida cruel: será que vou precisar jogar de tornozeleira para sempre?

Hoje nós vamos ter uma conversa franca. De fisioterapeuta para jogador. Quero tirar da sua cabeça os mitos de vestiário e te dar a ciência prática do que funciona. A entorse de tornozelo é a lesão número um no basquete e, infelizmente, quem torce uma vez tem uma chance enorme de torcer de novo se não cuidar direito. A decisão entre usar uma tornozeleira rígida, fazer uma bandagem funcional ou confiar apenas no seu fortalecimento não deve ser baseada no que o seu ídolo da NBA faz, mas sim no que o seu corpo precisa agora.

Vou te explicar o que acontece lá dentro dos seus ligamentos quando o pé vira, por que a proteção externa pode ser sua melhor amiga (e não uma muleta) e como garantir que proteger o tornozelo não vai estourar o seu joelho. Acomode-se, respire fundo e vamos entender essa máquina complexa que é o seu corpo em movimento.

A Anatomia da Virada de Pé na Quadra

O mecanismo de inversão e os ligamentos laterais

Você precisa entender o que falhou na sua defesa biológica. O tornozelo é desenhado para ser móvel, mas tem limites. A lesão mais clássica do basquete acontece quando a planta do pé vira para dentro. Chamamos isso de inversão. Nesse momento, todo o peso do seu corpo, multiplicado pela gravidade da queda do salto, recai sobre as estruturas laterais do tornozelo. É uma carga brutal em uma fração de segundo.

Os guardiões dessa estabilidade são três ligamentos principais na parte de fora do pé. O talofibular anterior é o primeiro a sofrer. Ele é como aquele elástico de roupa velha; se esticar demais, ele não volta ao tamanho original ou rompe. Depois dele, temos o calcaneofibular e o talofibular posterior. Quando você sente aquele estalo ou “pop”, geralmente é um desses ligamentos atingindo seu ponto de falência mecânica.

A dor imediata não vem apenas do rasgo. Ela vem da distensão da cápsula articular e da reação inflamatória explosiva que o corpo inicia. O corpo entende que a estrutura está instável e manda fluido para lá imediatamente para criar um “gesso líquido” interno, que é o inchaço. Entender isso é vital para saber que a dor é um alarme de proteção, não apenas um incômodo para ser ignorado com analgésicos.

Por que o basquete é o vilão do tornozelo

O basquete é o esporte perfeito para destruir tornozelos. Pense na biomecânica do jogo. Você não corre apenas para frente como no atletismo. Você faz movimentos laterais, paradas bruscas, giros e, o mais perigoso de tudo, saltos verticais em meio a tráfego intenso. O problema raramente é o salto em si, mas a aterrissagem. O chão nem sempre está livre; muitas vezes existe o pé de outro jogador ali.

Quando você aterrissa no pé de alguém, seu sistema nervoso não tem tempo de reação. O cérebro demora milissegundos para perceber que o pé está inclinado e mandar o músculo contrair para segurar. Nesse intervalo minúsculo entre o contato e a reação muscular, a física vence a biologia. O ligamento rasga antes que o músculo consiga salvar a articulação. É uma questão de velocidade de processamento neural versus gravidade.

Além disso, o tênis de basquete, embora tenha cano alto, muitas vezes oferece uma falsa sensação de segurança. O atrito do solado com a quadra é alto para permitir mudanças de direção, mas esse mesmo atrito trava o pé no chão. Se o corpo continua girando e o pé fica travado pelo grip do tênis, a torção acontece. É o preço que pagamos pela alta performance e aderência.

Classificando o estrago: Graus 1, 2 e 3

Nem toda virada de pé é igual e o tratamento muda drasticamente dependendo da gravidade. No Grau 1, houve apenas um estiramento das fibras. Dói, incha um pouco, mas você consegue andar. O ligamento foi esticado, mas não rasgou. Aqui, a proteção externa serve mais para dar confiança e evitar que o estiramento piore nas primeiras semanas.

No Grau 2, a coisa fica séria. Existe ruptura parcial das fibras. O tornozelo fica roxo (equimose) rapidamente e pisar no chão é um desafio. Há uma frouxidão mecânica real. Nesse cenário, o uso de suporte externo deixa de ser opcional e vira obrigatório na fase inicial para permitir que as fibras cicatrizem na posição correta e não fiquem “frouxas” para sempre.

Já o Grau 3 é a ruptura total. O tornozelo fica instável, como uma dobradiça solta. Muitas vezes não dói tanto quanto o Grau 2 porque as terminações nervosas foram rompidas junto com o ligamento. Aqui, a órtese ou bota imobilizadora é crucial. Sem estabilização mecânica rígida, o ligamento não tem ponte de contato para cicatrizar. Saber o seu grau define se você vai usar uma tornozeleira simples ou uma bota robofoot.

A Batalha dos Equipamentos: Tornozeleira ou Bandagem?

A rigidez da tornozeleira e a proteção mecânica

Vamos direto ao ponto sobre as tornozeleiras (braces). A principal função delas é limitar mecanicamente o movimento de inversão. Elas possuem hastes laterais, plásticas ou metálicas, ou sistemas de amarração que funcionam como um esqueleto externo. Para um atleta com histórico de entorses recidivantes, a tornozeleira oferece uma barreira física real. Se o seu tornozelo tentar virar, ele vai bater na estrutura rígida da órtese antes de rasgar o ligamento.

A vantagem da tornozeleira é a consistência. Você a coloca e ela oferece o mesmo nível de proteção do minuto um ao minuto quarenta do jogo. Ela não cede com o suor e você mesmo pode ajustar a tensão dos cadarços ou velcros. Para o jogador amador ou sem acesso a um fisioterapeuta diário, essa autonomia é impagável. Você garante sua segurança sem depender de terceiros.

No entanto, existe o fator volume. Algumas tornozeleiras são trambolhos que deformam o tênis e mudam sua pisada. Escolher um modelo que caiba no seu tênis sem cortar sua circulação é essencial. A proteção mecânica é excelente, mas ela não pode custar o conforto do seu pé, senão você começa a compensar pisando torto e cria problemas em outros lugares.

A arte da bandagem (Taping) e o feedback sensorial

A bandagem funcional, ou taping, é a queridinha dos profissionais. Quando feita por um fisioterapeuta experiente, ela é como uma segunda pele. A fita é aplicada diretamente sobre a pele (ou pré-tape) e segue a anatomia dos seus ligamentos. A grande mágica da bandagem não é apenas segurar o pé, mas estimular a pele. A tração da fita na pele envia informações constantes para o seu cérebro sobre a posição do tornozelo.

Essa estimulação sensorial aumenta o estado de alerta dos seus músculos fibulares, que são os que impedem a virada do pé. O taping é personalizado. Posso fazer uma bandagem mais rígida para um jogo decisivo ou mais leve para um treino de arremesso. Ela se molda perfeitamente ao pé, não ocupa espaço no tênis e permite um controle fino dos movimentos que você quer bloquear e dos que você quer liberar.

O problema da bandagem é a durabilidade. Estudos mostram que após 20 ou 30 minutos de exercício intenso, a fita cede e perde grande parte da sua função de restrição mecânica. Ela continua ajudando sensorialmente, mas mecanicamente fica frouxa. Além disso, exige técnica. Uma bandagem mal feita pode cortar a circulação, causar bolhas ou simplesmente não proteger nada.

Custo-benefício e praticidade no dia a dia do atleta

Vamos falar de dinheiro e tempo, porque isso importa. Se você joga três vezes por semana, gastar rolos de esparadrapo ou kinesio tape em todo treino sai caro. O custo recorrente da bandagem é alto ao longo de uma temporada. Além disso, você precisa saber fazer ou ter alguém que faça. Tentar fazer uma bota de esparadrapo em si mesmo com o ângulo errado é difícil e muitas vezes ineficaz.

A tornozeleira é um investimento único. Você compra um par de boa qualidade e ele dura a temporada inteira, às vezes anos. Você chega no ginásio, calça e está pronto. Para a realidade da maioria dos atletas não profissionais, a tornozeleira vence no quesito praticidade e economia. É uma ferramenta que está sempre ali na sua mochila, pronta para usar.

Porém, para competições de alto nível ou finais de campeonato, o investimento na bandagem pode valer a pena pelo conforto e pela “sensação de pé livre” que ela proporciona. Muitos atletas usam a tornozeleira nos treinos (para economizar e proteger) e a bandagem nos jogos (para performance máxima). É uma estratégia inteligente de gestão de recursos e conforto.

O Mito da Fraqueza: Usar proteção enfraquece o pé?

Entendendo a propriocepção e o feedback cutâneo

Escuto isso toda semana: “Não vou usar tornozeleira porque meu pé vai ficar preguiçoso”. Isso é um dos maiores mitos da reabilitação esportiva. O uso de suporte externo durante a atividade esportiva não causa atrofia muscular. A atrofia acontece quando você fica no sofá engessado, não quando você está correndo, saltando e aterrissando com uma proteção. O seu músculo continua trabalhando forte dentro da tornozeleira.

O que acontece é um fenômeno de neuroplasticidade. A pressão da tornozeleira ou da fita na pele aumenta a propriocepção cutânea. Propriocepção é a capacidade do cérebro saber onde seu corpo está no espaço. Em tornozelos lesionados, os sensores internos dos ligamentos estão danificados. A pressão na pele ajuda a compensar essa falha, fornecendo um “caminho alternativo” de informação para o sistema nervoso.

Portanto, usar proteção pode na verdade melhorar a resposta muscular em tornozelos instáveis. Você dá ao seu cérebro mais dados para processar a aterrissagem. O medo de enfraquecer só se justifica se você usar a tornozeleira para andar em casa, para dormir ou se deixar de fazer os exercícios de fortalecimento fora da quadra. Dentro do jogo, a proteção é um aliado, não um inibidor.

A fadiga muscular no quarto quarto e a proteção passiva

Você pode ter o tornozelo mais forte do mundo, mas músculo cansa. No final do jogo, quando você está exausto, a resposta muscular fica lenta. É no quarto quarto, quando a perna está pesada, que a maioria das lesões acontece. O seu sistema de proteção ativa (músculos) falha por fadiga metabólica. É nesse momento que a proteção passiva (tornozeleira ou tape) brilha.

A proteção externa funciona como um cinto de segurança. Você não planeja bater o carro, e seus freios (músculos) são sua primeira defesa. Mas se os freios falharem ou você demorar a reagir, o cinto trava e salva sua vida. A tornozeleira está ali para cobrir a falha da fadiga muscular. Ela garante estabilidade quando seu corpo já não consegue mais garantir sozinho.

Negligenciar essa proteção em nome de um purismo de “fortalecimento natural” é arriscado em esportes de alto impacto e duração. A fadiga é fisiológica e inevitável. Ter um suporte mecânico para os momentos de exaustão é uma estratégia inteligente de preservação de carreira, não um sinal de fraqueza física.

Quando o desmame do equipamento é necessário

Dito tudo isso, você não precisa casar com a tornozeleira para sempre se não quiser. O desmame deve ser progressivo e baseado em critérios de força e estabilidade. Se você passou meses reabilitando, seu equilíbrio unipodal (ficar num pé só) está perfeito e você não tem dor, podemos começar a tirar a proteção em treinos controlados.

Comece tirando nos treinos de arremesso, onde não há contato físico. Depois, nos treinos de 1×0 ou drils técnicos. Se sentir confiança e zero dor, avance para os treinos coletivos. O jogo oficial é o último estágio. O erro é tirar de uma vez só num jogo de alta intensidade. O cérebro precisa se reacostumar a não ter aquele feedback de pressão na pele.

Para atletas com instabilidade crônica (aqueles que o pé vira “do nada” andando na rua), o uso contínuo pode ser indicado. Não há vergonha nisso. Curry usa, muitos astros usam. Se isso te mantém em quadra fazendo o que ama, use. O objetivo é jogar, não provar que seu tornozelo é de aço sem ajuda.

A Cadeia Cinética: O que acontece acima do tornozelo travado

A transferência de força para o joelho

Aqui entramos num ponto crucial que poucos discutem. O corpo é uma cadeia de elos. Se você trava um elo (o tornozelo) com uma bota rígida, a força rotacional do jogo não desaparece; ela sobe. A próxima articulação móvel é o joelho. Ao restringir demais o movimento do tornozelo, você pode, inadvertidamente, aumentar o torque rotacional no joelho.

Isso é preocupante especialmente para o Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Se o seu pé fica plantado no chão e o tornozelo não cede nem um milímetro para absorver o giro, o fêmur roda sobre a tíbia. Por isso, a escolha da tornozeleira é vital. Ela deve bloquear a inversão (virar o pé), mas permitir a flexão e extensão (dobrar e esticar) e alguma liberdade rotacional.

Não queremos um gesso. Queremos um limitador seletivo. Se você sente que sua tornozeleira trava seu pé como um bloco de concreto, cuidado. Você pode estar protegendo o ligamento do tornozelo e colocando o menisco ou o LCA em risco. O equilíbrio entre estabilidade e mobilidade é fino e deve ser respeitado.

Mobilidade de quadril como fator de proteção

Se o tornozelo está protegido e um pouco mais rígido, quem precisa trabalhar mais? O quadril. O quadril é uma articulação de bola e soquete, feita para rodar. Jogadores de basquete que usam proteção de tornozelo precisam ter um quadril extremamente móvel e glúteos fortes. É o quadril que vai absorver as rotações que o tornozelo travado não consegue.

No meu trabalho preventivo, se eu coloco uma tornozeleira num atleta, eu dobro a dose de exercícios de mobilidade de quadril. Precisamos garantir que a energia do impacto da aterrissagem seja dissipada pelos grandes músculos da nádega e coxa, e não pelas articulações. Um quadril solto salva o joelho e compensa a rigidez do tornozelo.

Você deve incluir na sua rotina alongamentos dinâmicos para adutores, rotadores externos e flexores de quadril. Se o seu quadril for rígido e seu tornozelo estiver travado, você vira um robô em quadra, com movimentos duros e alto risco de lesão por estresse ósseo ou articular.

A importância da aterrissagem correta

A proteção externa não corrige técnica ruim. Se você aterrissa com os joelhos valgos (caindo para dentro) ou com o tronco rígido, a tornozeleira não vai fazer milagre. A biomecânica da aterrissagem é a habilidade mais importante para prevenir entorses. Você precisa aprender a aterrissar usando a ponta do pé, rolando para o calcanhar e flexionando joelhos e quadril.

Essa “mola” humana absorve o impacto muscularmente. Quando usamos tornozeleiras, a sensibilidade do pé muda um pouco, então precisamos treinar essa aterrissagem exaustivamente. O foco deve ser no controle neuromuscular: cair suave, como um gato, não pesado como um saco de batatas.

Treinar saltos e aterrissagens (pliometria) usando a proteção que você vai usar no jogo é essencial. O seu corpo precisa calibrar o movimento considerando o peso e a restrição da tornozeleira. Não treine descalço se você joga de armadura. Treine como você joga para que o padrão motor seja automático.

Protocolo de Retorno ao Jogo com Segurança

Testes funcionais antes de entrar em quadra

Como saber se você está pronto? Não é “quando a dor sumir”. A ausência de dor é mentirosa. Usamos testes funcionais. O primeiro é o “Hop Test”. Você consegue pular num pé só, para frente, para os lados e em diagonal, e aterrissar com estabilidade? Você precisa ter pelo menos 90% da performance do lado bom no lado ruim.

Outro teste é o “Knee to Wall” para ver se você recuperou a mobilidade de dorsiflexão (levar o joelho à frente). Se seu tornozelo ainda está rígido e não dobra, você não pode jogar. Essa rigidez muda sua biomecânica de salto e corrida. Você precisa recuperar a amplitude de movimento completa antes de exigir performance.

E claro, o teste de agilidade. Corridas em “8”, mudanças de direção bruscas e paradas súbitas. Tudo isso deve ser feito em ambiente controlado antes de ir para o rachão. Se você hesita ou sente pontada nesses movimentos, o tecido ainda não está pronto para o caos imprevisível de uma partida.

O aspecto psicológico e o medo de recidiva

O maior adversário no retorno não é o outro time, é o medo. A cinesiofobia (medo de movimento) faz você jogar travado. Você evita pular rebote, evita infiltrar no garrafão. Esse comportamento defensivo paradoxalmente aumenta o risco de lesão, porque você reage mais lento e de forma descoordenada.

Aqui a tornozeleira ou bandagem atua como um “placebo ativo”. Sentir o pé firme dá a confiança mental para atacar a cesta. Mesmo que mecanicamente você já esteja curado, se a proteção te dá a segurança psicológica para jogar solto, use. A confiança é parte da performance física.

Converse com seu fisioterapeuta sobre seus medos. Voltar gradualmente, jogando quartos de tempo limitados, ajuda a reconstruir essa confiança. Não tente jogar 40 minutos no primeiro dia. A mente precisa de vitórias pequenas e progressivas tanto quanto o corpo.

Ajustando o tênis e o piso da quadra

Por fim, olhe para baixo. Seu tênis está gasto? Um solado arredondado nas bordas facilita a virada do pé. Tênis de basquete precisam ter uma base larga e estável (outrigger) para evitar a inversão. Se você usa tornozeleira, talvez precise de meio número maior para acomodar o volume sem apertar os dedos.

E atenção ao piso. Quadras empoeiradas ou molhadas são armadilhas. Se você está voltando de lesão, seja seletivo. Evite jogar em asfalto irregular ou quadras escorregadias nas primeiras semanas. O seu tornozelo em reabilitação tem menos margem de erro para escorregões.

O equipamento certo em um ambiente seguro maximiza suas chances. Você controla o tênis e onde joga. Use esse controle a seu favor. O retorno ao esporte é um processo de gerenciamento de risco, e cada detalhe conta para te manter saudável e pontuando.


Terapias Aplicadas e Indicadas

Para finalizar nosso papo e te dar um norte clínico, na fisioterapia utilizamos diversas ferramentas para acelerar sua recuperação além das proteções. No controle da dor e inflamação aguda, o Laser de Alta Potência e a Crioterapia Compressiva (Game Ready) são excelentes. Para recuperar a mobilidade perdida, a Terapia Manual (Conceito Mulligan) ajuda a reposicionar pequenos ossos do pé que podem ter travado.

A parte mais importante, no entanto, é o treino ativo. O uso de Plataformas de Força e Discos de Propriocepção é obrigatório para reeducar o equilíbrio. Exercícios de Pliometria preparam o tendão para o impacto. E, em casos crônicos, a Eletroestimulação pode ajudar a acordar os músculos fibulares que ficaram inibidos. Lembre-se: a tornozeleira protege, mas é a fisioterapia ativa que cura e devolve a função de elite.

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