Sente-se aqui na maca um instante e vamos conversar sobre esse tênis que você trouxe. Eu vejo isso acontecer toda semana aqui na clínica. Você decide começar a correr ou quer melhorar seu tempo, vai à loja, compra o tênis mais tecnológico da vitrine e, semanas depois, aparece aqui com uma dor no joelho ou na panturrilha que não existia antes. A culpa muitas vezes não é do seu corpo, mas da falta de entendimento sobre uma pecinha fundamental da engenharia do calçado chamada drop.
O drop é um daqueles termos que os vendedores usam muito, mas raramente explicam como ele interage com a sua anatomia. Não se trata apenas de números na caixa do sapato. Estamos falando sobre como a inclinação do seu pé dentro do calçado altera toda a cadeia de movimento, desde o dedão do pé até a sua coluna lombar. Entender isso é a chave para você correr por anos sem se lesionar.
Vou te explicar isso da mesma forma que explico para os atletas de elite que atendo. Esqueça o marketing das marcas por um minuto. Vamos olhar para a biomecânica pura e simples. O drop não é um bicho de sete cabeças, mas ignorá-lo pode ser o motivo pelo qual aquela dorzinha chata insiste em voltar sempre que você aumenta o volume dos treinos.
O conceito de Drop desmistificado
A geometria do calçado explicada
Imagine que você está descalço no chão. Seu calcanhar e a ponta do seu pé estão no mesmo nível. Isso é o estado natural. Agora, imagine que você coloca um calço de madeira debaixo do calcanhar. O drop é exatamente a medida desse calço. Tecnicamente, chamamos isso de “offset” ou inclinação. É a diferença de altura entre a base onde seu calcanhar repousa e a base onde o antepé (a frente do pé) se apoia.
Muitos pacientes meus confundem isso com a altura total do solado. Você pode ter um tênis muito alto, aqueles maximalistas que parecem plataformas, e ainda assim ter um drop zero, se a altura for igual na frente e atrás. O que nos interessa aqui é a rampa. Pense no drop como a inclinação de uma ladeira. Quanto maior o número, mais íngreme é a ladeira onde seu pé está descansando permanentemente enquanto você corre.
Essa geometria dita a posição inicial do seu tornozelo antes mesmo de você dar o primeiro passo. Se o tênis tem uma geometria com muita inclinação, seu tornozelo já começa em uma posição de flexão plantar, ou seja, apontando para baixo. Isso muda o comprimento de repouso dos seus músculos e tendões. É engenharia aplicada diretamente na sua fisiologia.
Diferença entre altura do calcanhar e do antepé
Para visualizar melhor, vamos usar números práticos. Se o calcanhar do seu tênis está a 30 milímetros do chão e a parte da frente está a 20 milímetros, a conta é simples: 30 menos 20 dá 10. O drop desse tênis é de 10 milímetros. Isso significa que seu calcanhar está um centímetro mais alto que seus dedos. Parece pouco na régua, mas para o seu corpo, que realiza milhares de passos em uma corrida de 5km, essa diferença é gigantesca.
Essa diferença de altura altera o centro de gravidade do seu corpo. Quando elevamos o calcanhar, há uma tendência natural de deslocar o peso levemente para a frente. O corpo, que é uma máquina de adaptação fantástica, precisa compensar esse deslocamento para que você não caia de cara no chão. Essa compensação acontece nos joelhos, no quadril e na coluna.
É vital você saber medir ou pelo menos identificar essa diferença nas especificações técnicas. Muitas lesões que trato aqui na clínica surgem porque o corredor trocou um tênis com drop de 12mm por um de 4mm de uma vez só. O tendão de Aquiles, que estava acostumado a trabalhar encurtado, de repente é esticado violentamente a cada passada. A diferença milimétrica no solado vira uma tensão quilométrica no tecido.
Drop não é sinônimo de amortecimento
Este é o erro mais comum que ouço. Drop e amortecimento são vizinhos, mas não moram na mesma casa. O amortecimento diz respeito à densidade e à quantidade de espuma que absorve o impacto. O drop diz respeito à inclinação. Você pode ter um tênis duro e seco com drop alto, e um tênis super macio, parecendo uma nuvem, com drop zero.
O amortecimento protege suas estruturas ósseas e articulares da força de reação do solo pura. O drop direciona como as suas articulações vão se comportar durante essa absorção. Um não substitui o outro. Um tênis com muito amortecimento no calcanhar geralmente acaba tendo um drop alto por consequência de design, mas isso não é uma regra absoluta hoje em dia com as novas tecnologias de espuma.
Saber separar essas duas características ajuda você a fazer a escolha certa. Se você busca conforto para a planta do pé, procura amortecimento. Se você busca alterar a forma como seu pé aterrissa ou aliviar a tensão na panturrilha, você deve olhar para o drop. Misturar os conceitos pode levar você a comprar um tênis que é confortável na loja, mas que altera sua mecânica de forma indesejada na rua.
Como o Drop altera sua biomecânica
A influência na aterrissagem do pé
A forma como seu pé toca o solo, o que chamamos de “strike pattern”, é fortemente influenciada pelo drop. Tênis com drop alto, acima de 10mm, “convidam” o corredor a aterrissar com o calcanhar. Como o calcanhar está muito elevado e volumoso, ele chega ao chão antes do resto do pé, mesmo que você não tenha a intenção de fazer isso. Isso gera um pico de impacto transiente que sobe pela tíbia.
Já os tênis com drop baixo, abaixo de 6mm, tendem a promover uma aterrissagem mais com o médio-pé ou antepé. Como não há aquele “calço” grande atrás, você precisa abaixar mais o calcanhar para tocar o chão, o que naturalmente traz seu pé para baixo do seu centro de gravidade. Isso costuma ser biomecanicamente mais eficiente para absorver energia elástica, mas exige mais da musculatura.
Não existe certo ou errado absoluto aqui, existe o que o seu corpo está condicionado a fazer. Se você é um corredor de calcanhar convicto e tenta mudar para um antepé forçado usando um tênis baixo sem preparo, vai se machucar. O drop é uma ferramenta que pode facilitar ou dificultar o padrão de pisada que estamos tentando alcançar na sua reabilitação ou treinamento.
Cadeia cinética posterior e anterior
Na fisioterapia, olhamos para o corpo como uma cadeia de elos interligados. O drop mexe diretamente com o equilíbrio entre a cadeia posterior (panturrilha, isquiotibiais, glúteos) e a cadeia anterior (tibial anterior, quadríceps). Um drop alto encurta a cadeia posterior. Ele coloca a panturrilha em uma posição relaxada. Isso tira carga do tendão de Aquiles, mas joga a responsabilidade de absorção de impacto para cima, para o joelho e quadril.
Por outro lado, um drop baixo alonga a cadeia posterior. A cada passo, seu calcanhar precisa descer mais para tocar o chão, o que faz com que a panturrilha e o Aquiles trabalhem como uma mola, esticando e encolhendo com grande amplitude. Isso é ótimo para performance e economia de energia, mas coloca uma carga de tração imensa nessas estruturas.
O equilíbrio entre essas cadeias é o segredo. Se você tem histórico de dores no joelho, talvez deslocar a carga para a cadeia posterior com um drop menor seja interessante. Se você sofre com tendinites no Aquiles, um drop mais alto pode ser o alívio temporário necessário para tirar a tensão da área enquanto tratamos a inflamação.
Cadência e tempo de contato com o solo
Uma observação clínica interessante é como o drop afeta a cadência, que é o número de passos que você dá por minuto. Geralmente, drops mais baixos incentivam uma cadência mais alta e passos mais curtos. Isso acontece porque, para aterrissar com o médio-pé, você precisa colocar o pé mais próximo do corpo, evitando o “overstriding”, que é aquela passada muito larga onde o pé cai muito à frente do joelho.
Aumentar a cadência é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a carga nas articulações. Quando você usa um tênis que facilita essa mecânica mais natural, o tempo de contato do pé com o solo diminui. Menos tempo no chão significa menos tempo sofrendo com a gravidade e com as forças de reação do solo.
No entanto, essa mudança não é mágica. O tênis induz, mas não garante. Eu vejo corredores usando drop zero e ainda assim “marretando” o calcanhar no chão com uma cadência baixa. O equipamento facilita a biomecânica correta, mas o trabalho de reeducação do movimento que fazemos aqui no consultório é o que consolida essa mudança na sua memória muscular.
Categorias de Drop e indicações clínicas
Drop alto (8mm a 12mm) e a proteção do Aquiles
Os tênis tradicionais de corrida, aqueles que dominaram o mercado por décadas, geralmente se enquadram aqui. Um drop de 8mm a 12mm é considerado alto. A indicação clínica principal para esse tipo de calçado são pacientes com histórico de patologias no tendão de Aquiles ou encurtamento severo de tríceps sural (a batata da perna).
Ao manter o calcanhar elevado, reduzimos a excursão do tendão. É como se déssemos uma folga para ele. Para corredores que aterrissam fortemente com o calcanhar e não têm interesse ou necessidade de mudar essa mecânica, esses tênis oferecem uma transição suave do retropé para a ponta dos dedos. Eles são máquinas de absorção de impacto no retropé.
No entanto, o uso crônico e exclusivo de drops muito altos pode levar ao encurtamento adaptativo da panturrilha ao longo dos anos. Se você usa salto alto no trabalho e tênis de drop alto na corrida, seu tendão nunca experimenta a amplitude total de movimento. Isso pode se tornar um problema se um dia você decidir andar descalço na areia da praia e acabar estirando uma estrutura que perdeu a elasticidade.
Drop baixo e médio (4mm a 8mm) e a naturalidade
Esta é a faixa que considero o “ponto doce” para a maioria dos corredores recreativos que buscam eficiência. O drop entre 4mm e 8mm permite uma mecânica mais versátil. Ele não força tanto o calcanhar para cima, permitindo que quem tem uma boa técnica aterrisse com o médio-pé, mas ainda oferece um pouco de suporte caso você canse no final de um longão e comece a usar mais o calcanhar.
Clinicamente, indico essa faixa para quem está saindo de lesões de joelho, como a síndrome da dor femoropatelar, e precisa reduzir o pico de impacto dessa articulação. Ao migrar para um drop de 4mm ou 6mm, naturalmente a carga é redistribuída, aliviando o joelho e ativando mais a musculatura da perna e do pé.
É um terreno de transição. Muitos tênis de performance e competição estão nessa faixa. Eles oferecem uma sensação de corrida mais “conectada” ao solo do que os drops altos, mas sem a brutalidade da falta total de suporte dos drops zero. É onde a maioria dos meus pacientes se sente melhor após um período de adaptação adequado.
Drop zero e a exigência muscular
Drop zero significa que o calcanhar e o antepé estão na mesma altura. É o que acontece quando estamos descalços. Esse tipo de calçado ganhou fama com o movimento minimalista. A ideia é deixar o pé trabalhar como a natureza projetou. No entanto, na nossa sociedade moderna, nossos pés são “civilizados” e muitas vezes fracos, acostumados com suporte desde a infância.
Correr com drop zero exige uma mobilidade de tornozelo excelente e uma força excêntrica da panturrilha muito grande. Quando você aterrissa, seu calcanhar desce até o chão, esticando tudo. Se a musculatura não aguentar, a sobrecarga vai para a fáscia plantar ou para os ossos do pé, podendo causar fraturas por estresse.
Eu indico drop zero com muita cautela, geralmente como uma ferramenta de treino, não necessariamente para todas as corridas, a menos que o corredor já seja adaptado. Pode ser excelente para fortalecer o pé e melhorar a propriocepção, mas a transição para esse tipo de calçado deve ser tratada como uma reabilitação: lenta, progressiva e monitorada.
Patomecânica e sobrecarga tecidual
Impacto no tendão de Aquiles e tríceps sural
Vamos aprofundar no que acontece nos seus tecidos. Quando baixamos o drop, a tensão no tendão de Aquiles aumenta exponencialmente. O tendão de Aquiles é o tendão mais forte do corpo, mas também um dos mais solicitados. Em uma corrida com drop baixo, ele armazena e libera energia elástica. Se ele não tiver capacidade de carga suficiente, começamos a ver microlesões, as famosas tendinopatias.
A dor geralmente começa como uma rigidez matinal, aquela sensação de que o tendão está “enferrujado” nos primeiros passos do dia. Isso é um sinal clássico de que a carga de tração imposta pelo tênis novo pode estar excedendo a capacidade de regeneração do tecido. O músculo sóleo e o gastrocnêmio (a panturrilha) entram em fadiga rápida tentando controlar essa descida do calcanhar.
Por isso, se você tem histórico de tendinite aquiliana, a redução do drop deve ser feita concomitantemente com um programa pesado de fortalecimento. Não adianta só trocar o tênis. O tênis muda a demanda, mas o exercício é o que dá a capacidade para o corpo aguentar essa demanda.
Estresse femoropatelar e carga no quadril
A relação inversa acontece no joelho. Tênis de drop alto facilitam a aterrissagem com o calcanhar com o joelho estendido. Isso gera um vetor de força que comprime a patela contra o fêmur. É uma causa mecânica clássica da “dor de corredor” ou condromalácia patelar. O choque vai direto para a estrutura óssea e cartilaginosa.
Além disso, a aterrissagem com calcanhar acentuada pode aumentar o momento de adução do quadril, levando ao que chamamos de valgo dinâmico – quando o joelho cai para dentro. Isso estressa não só o joelho, mas também as estruturas laterais do quadril, como a banda iliotibial.
Ao reduzir o drop, tendemos a flexionar mais o joelho na aterrissagem. O joelho flexionado funciona como um amortecedor natural, dissipando a energia através da contração muscular do quadríceps, em vez de transferi-la para a articulação e os ossos. Para quem tem dor crônica no joelho, reduzir o drop (com orientação) pode ser um divisor de águas.
Fascite plantar e metatarsalgia por alteração de apoio
Alterar o drop também muda a pressão na planta do pé. Com um drop baixo ou zero, a carga no antepé aumenta significativamente durante a fase de impulsão. Se você não tem uma boa mobilidade do primeiro dedo (o dedão) ou tem a gordura plantar do antepé atrofiada, pode desenvolver metatarsalgia – uma dor e inflamação nas cabeças dos metatarsos.
Já a fascite plantar é uma via de mão dupla. Alguns pacientes melhoram da fascite com drop zero porque fortalecem a musculatura intrínseca do pé, dando suporte ao arco. Outros pioram drasticamente porque o alongamento excessivo da cadeia posterior traciona a fáscia plantar na sua inserção no calcanhar a cada passo.
A análise do tipo de pé – cavo, plano ou neutro – junto com a avaliação da flexibilidade da cadeia posterior é crucial aqui. Não existe receita de bolo. O que libera tensão para um paciente pode ser o fator de irritação para outro. O tecido fascial é muito sensível a mudanças bruscas de tensão.
Protocolos de adaptação e transição segura
A regra dos 10 por cento na transição
Você decidiu mudar o drop do seu tênis. Ótimo. Mas não faça isso do dia para a noite em todos os seus treinos. Eu uso muito o princípio da progressão de volume. Comece introduzindo o novo tênis em apenas 10% do seu volume semanal de corrida. De preferência em treinos leves ou regenerativos.
Se você corre 30km por semana, corra apenas 3km com o tênis novo na primeira semana. O restante faça com o antigo. A cada semana, se não houver dor ou desconforto excessivo (além daquela dorzinha muscular boa de treino), aumente mais 10%. Isso dá tempo para os tendões, que têm um metabolismo mais lento que os músculos, se adaptarem à nova carga mecânica.
Essa paciência é o que separa o corredor que evolui daquele que vive lesionado. O sistema musculoesquelético é antifrágil, ele melhora com o estresse, desde que o estresse seja dosado e seguido de repouso. A transição abrupta é uma agressão, não um estímulo.
Fortalecimento específico necessário
Se você vai baixar o drop, você precisa “blindar” a panturrilha. Exercícios de elevação de calcanhar (calf raises) são obrigatórios. E não estou falando de fazer 3 séries de 10 rapidinho. Precisamos trabalhar a fase excêntrica – a descida. Suba com os dois pés, tire um do chão e desça lentamente com o outro. Faça isso com o joelho esticado (para o gastrocnêmio) e com o joelho dobrado (para o sóleo).
Além disso, precisamos acordar os músculos intrínsecos do pé, aqueles pequenininhos que ficam na sola. Exercícios de “short foot”, onde você tenta encurtar o pé sem dobrar os dedos, ou pegar objetos com os dedos do pé, ajudam a criar um arco plantar ativo capaz de suportar a carga sem depender tanto do suporte do tênis.
Também não podemos esquecer o glúteo. Como a mudança de drop altera a extensão do quadril, ter glúteos fortes garante que a propulsão venha desse músculo grande e potente, e não sobrecarregue a panturrilha ou os isquiotibiais como compensação.
Sinais de alerta do corpo durante a troca
Escute seu corpo, ele fala com você antes de gritar. Dor muscular generalizada é normal. Dor pontual, aguda, que persiste no dia seguinte ou que altera sua forma de andar é um sinal vermelho. Se você sentir fisgadas no tendão de Aquiles ou uma dor profunda no osso da canela, pare imediatamente o uso do novo tênis e volte ao antigo por uns dias.
A rigidez matinal é o indicador mais fiel. Se você acorda e os primeiros passos são dolorosos, você exagerou no volume com o novo drop. Reduza a carga. Não tente “correr através da dor”. Na fisioterapia, sabemos que ignorar esses sinais iniciais transforma uma inflamação simples de resolver em uma tendinose crônica degenerativa que pode levar meses para curar.
Outro sinal é a alteração na própria corrida. Se você sente que está “batendo” muito o pé ou que sua passada ficou desajeitada, talvez a mudança tenha sido radical demais. Talvez você precise de um drop intermediário antes de chegar onde quer. Respeite a biologia do seu corpo.
Terapias e abordagens fisioterapêuticas
Para encerrar nossa conversa, quero falar sobre como nós, fisioterapeutas, atuamos para ajudar nessa questão do drop e nas lesões associadas. O tratamento nunca é apenas “tome um remédio e descanse”. É ativo e focado na causa.
Liberação miofascial e terapia manual
Quando você altera o drop, invariavelmente cria pontos de tensão (trigger points) na musculatura que está trabalhando mais. A terapia manual é fantástica para “soltar” essas aderências. Trabalhamos muito na liberação da fáscia plantar, do tríceps sural e da banda iliotibial. Isso melhora o deslizamento dos tecidos e a vascularização, acelerando a recuperação entre os treinos de adaptação. Técnicas como dry needling (agulhamento a seco) também podem ser usadas para resetar o tônus de músculos sobrecarregados.
Exercícios de controle motor e propriocepção
Não basta ter força, tem que ter controle. Usamos plataformas de instabilidade, bosu e exercícios unipodais para ensinar seu cérebro a controlar a nova posição do pé. Se você baixou o drop, seu pé tem mais liberdade. Precisamos ensinar seu sistema nervoso a estabilizar o tornozelo nessa nova amplitude para evitar entorses. O trabalho de controle motor foca na qualidade do movimento, garantindo que o joelho não entre em valgo e que o arco plantar não desabe a cada aterrissagem.
Análise de marcha em vídeo
Por fim, a ferramenta mais valiosa que temos é a avaliação cinemática. Filmar você correndo na esteira com o tênis antigo e com o novo nos permite ver, em câmera lenta, exatamente o que mudou. Medimos os ângulos do joelho, a dorsiflexão do tornozelo e a cadência. Com esses dados, deixamos de “achar” e passamos a ter certeza se aquele drop é adequado para você ou se precisamos ajustar a estratégia. É a tecnologia a serviço da sua longevidade na corrida.
Escolher o drop certo não é sobre seguir moda, é sobre autoconhecimento e respeito à sua biomecânica. Se tiver dúvidas, traga seus tênis na próxima consulta e a gente analisa juntos qual é o melhor par para o seu momento atual. Vamos manter você correndo longe e sem dor.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”