Você decidiu colocar seu filho no beach tennis e isso é uma notícia fantástica. Ver as crianças saindo das telas e colocando o pé na areia é o primeiro passo para uma vida adulta saudável e ativa. O ambiente é solar, a dinâmica é divertida e o gasto calórico é excelente. Mas logo na primeira semana você se depara com uma dúvida crucial que pode definir o futuro do seu pequeno no esporte. Qual raquete comprar. Pode parecer apenas uma questão de ir à loja e pegar a mais colorida ou a que cabe no bolso, mas a realidade biomecânica é bem diferente.
Eu vejo no consultório, com uma frequência maior do que gostaria, crianças chegando com dores no ombro ou no cotovelo que não deveriam existir nessa idade. Muitas vezes a culpa não é do treino ou do professor, mas sim do equipamento que os pais compraram sem a devida orientação. Entregar uma raquete de adulto, ou mesmo uma infantil de má qualidade, para uma criança em fase de crescimento é pedir para ter problemas articulares. Vamos conversar sobre como escolher esse equipamento com o olhar clínico de quem entende do corpo humano.
A escolha da raquete certa vai muito além da estética. Trata-se de respeitar a fisiologia da criança, suas placas de crescimento ósseo e sua capacidade muscular atual. O equipamento deve ser uma extensão do braço da criança e não um peso morto que ela precisa arrastar pela quadra. Quando você acerta na escolha, o aprendizado flui, a técnica melhora rápido e, o mais importante, o corpo do seu filho fica protegido. Vamos mergulhar nesse universo.
A anatomia da raquete infantil versus a adulta
A primeira coisa que você precisa entender é que uma criança não é um adulto em miniatura. As proporções corporais são diferentes, a densidade óssea é diferente e a força muscular é incomparavelmente menor. Por isso, a raquete infantil precisa respeitar essas limitações biológicas de forma rigorosa. Não caia na tentação de comprar uma raquete “normal” achando que ele vai crescer e se acostumar. Isso força adaptações posturais que podem gerar lesões crônicas.
O impacto do peso na musculatura em desenvolvimento
O peso é, sem dúvida, o fator mais crítico na escolha da raquete para o seu filho. Uma raquete de adulto pesa em média entre 330g e 350g. Pode parecer pouco para você, mas para uma criança de 7 anos, isso representa uma carga enorme na articulação do ombro, especificamente no manguito rotador. Quando a criança tenta manusear uma raquete pesada, ela é obrigada a recrutar músculos acessórios para compensar a falta de força. Isso gera uma tensão desnecessária no pescoço e no trapézio.
Raquetes infantis adequadas devem pesar entre 280g e 310g, dependendo da idade e da constituição física da criança. Essa diferença de 40 ou 50 gramas muda completamente a mecânica do movimento. Com uma raquete leve, a criança consegue realizar o movimento de forma limpa, usando a técnica correta, sem precisar “jogar” o corpo para conseguir mover o equipamento. Na fisioterapia, sempre buscamos o movimento econômico e eficiente. O peso excessivo mata a eficiência e convida a lesão a entrar em campo.
Seu filho precisa terminar a aula cansado pelo exercício aeróbico, e não com o braço formigando ou pesado. Se ele reclama de dor no ombro ou dificuldade para levantar o braço depois do jogo, verifique o peso da raquete imediatamente. Músculos em desenvolvimento fadigam rápido e a sobrecarga repetitiva em tendões que ainda não estão totalmente maturados pode levar a tendinites precoces que são chatas de tratar e podem afastar a criança do esporte por meses.
O comprimento da raquete e a alavanca de força
Aqui entra um conceito de física simples que aplicamos na biomecânica chamado braço de alavanca. Quanto mais longa a raquete, maior é a alavanca e, consequentemente, mais pesada ela parece ser na ponta. Uma raquete de adulto tem 50 centímetros de comprimento. Para uma criança com braços curtos, manusear uma alavanca desse tamanho exige um torque articular imenso no punho e no cotovelo. É física pura agindo contra as articulações do seu filho.
As raquetes infantis geralmente variam entre 45 e 47 centímetros. Esses poucos centímetros a menos reduzem drasticamente o braço de resistência. Isso significa que a criança tem muito mais controle sobre a cabeça da raquete. Ela consegue chegar na bola atrasada e corrigir o movimento sem estourar o punho. O controle é fundamental para a autoconfiança no esporte. Se a raquete é muito longa, ela bate no chão o tempo todo e a criança perde o tempo da bola, gerando frustração.
Além da questão física, a raquete mais curta melhora a propriocepção, que é a noção do corpo no espaço. Com um equipamento proporcional ao seu tamanho, a criança desenvolve melhor a coordenação olho-mão. Ela consegue sentir onde a raquete termina e onde a bola vai bater. Usar uma raquete de 50cm em uma criança de 1,20m é como pedir para você jogar tênis com um cabo de vassoura. O movimento fica desengonçado e biologicamente perigoso.
A espessura do cabo e a saúde do punho
Muitos pais esquecem de olhar o “grip” ou o cabo da raquete. Mãos pequenas precisam de cabos finos. Se o cabo for muito grosso para a mão da criança, ela não conseguirá fechar a empunhadura corretamente. Isso a obriga a fazer uma força de preensão isométrica exagerada o tempo todo só para a raquete não voar da mão na hora da batida. Essa tensão constante nos flexores dos dedos sobe diretamente para o cotovelo.
É uma causa clássica de dores no antebraço em pequenos tenistas. O ideal é que a raquete infantil venha com um cabo adaptado, mais fino. Se mesmo assim ficar grosso, é possível remover o “cushion grip” original e colocar apenas um overgrip fino, mas isso tira um pouco do conforto. O teste é simples e você pode fazer em casa. Peça para seu filho segurar a raquete como se fosse um martelo. Deve sobrar o espaço de um dedo mindinho entre a ponta dos dedos e a base do polegar.
Se os dedos tocarem a palma da mão, está fino demais e a raquete vai girar. Se sobrar um espaço enorme e ele não conseguir fechar a mão, está grosso demais. O ajuste fino dessa empunhadura previne que a criança desenvolva vícios de pegada, como segurar a raquete muito na ponta ou muito em cima, o que alteraria toda a mecânica do golpe. Conforto na pegada é sinônimo de segurança na batida.
Materiais e tecnologias sob o olhar clínico
Não se deixe levar apenas pelas cores vibrantes e desenhos de personagens, embora isso ajude a motivar a criança. O que está “sob o capô” da raquete importa muito. Os materiais definem como a vibração do impacto da bola é transmitida para o corpo. E acredite, nós queremos que a raquete absorva o máximo possível dessa energia para que ela não chegue aos ossos e tendões do seu filho.
Por que a fibra de vidro é a melhor amiga da criança
No mundo adulto profissional, o carbono 3k, 12k ou 18k é rei porque dá potência e precisão. Mas o carbono é um material rígido. Rigidez significa que a batida é seca e a vibração passa para o braço. Para crianças, a fibra de vidro (fiberglass) é, sem dúvida, a melhor opção. A fibra de vidro é um material mais flexível e elástico. Ela funciona quase como uma cama elástica na hora que a bola bate.
Essa flexibilidade tem duas funções terapêuticas e práticas. Primeiro, ela ajuda a “despedir” a bola. Como a criança não tem muita força muscular, a elasticidade do material ajuda a bola a passar para o outro lado da rede com menos esforço. Segundo, e mais importante para mim como fisioterapeuta, a fibra de vidro amortece o impacto. É um material muito mais gentil com as articulações.
Evite comprar raquetes de carbono ou kevlar para iniciantes e crianças, a menos que estejamos falando de um adolescente competidor de alto nível. Para a fase de aprendizado e diversão, a suavidade da fibra de vidro é insubstituível. Ela perdoa mais os erros. Se a criança bater fora do centro (o que vai acontecer muito), a fibra de vidro não pune o braço com uma vibração agressiva como o carbono faria.
A densidade da espuma EVA e a absorção de impacto
Dentro da raquete existe uma espuma chamada EVA. Ela pode ser dura ou macia (Soft). Para crianças, a regra é clara: sempre opte pelo EVA Soft ou Super Soft. Imagine bater na parede com a mão. Agora imagine bater em uma almofada. O EVA Soft é a almofada. Ele aumenta o tempo de contato da bola com a raquete em milissegundos, o que é suficiente para absorver a energia cinética nociva do impacto.
Uma espuma dura exige que o braço faça toda a força. Uma espuma macia trabalha pela criança. Além disso, o EVA Soft expande o que chamamos de “sweet spot” ou ponto doce da raquete. É a área onde a batida é perfeita. Em raquetes duras, esse ponto é pequeno. Em raquetes soft, ele é amplo. Para uma criança que ainda está calibrando a mira, ter uma área de acerto maior diminui a frustração e mantém a motivação em alta.
Do ponto de vista de prevenção de lesões, a espuma macia atua como um filtro de alta frequência. As vibrações que causam microtraumas nos tecidos moles são dissipadas na espuma antes de chegarem ao punho. É uma tecnologia simples, mas essencial para a saúde articular a longo prazo. Verifique sempre na descrição do produto a densidade do EVA. Se estiver escrito “Hard” ou “Pro”, fuja desses modelos para o seu filho.
O perigo dos materiais rígidos para articulações jovens
Eu preciso reforçar esse ponto porque vejo muitos pais comprando equipamento caro e rígido achando que estão dando o “melhor” para o filho. O sistema esquelético de uma criança até a puberdade possui zonas de crescimento, as epífises. Estresse mecânico excessivo e repetitivo nessas zonas pode, em casos extremos, causar lesões de sobrecarga óssea ou inflamações crônicas nas inserções tendíneas, como na doença de Osgood-Schlatter ou Sever, embora estas sejam mais comuns em joelho e calcanhar, o princípio da sobrecarga se aplica ao membro superior.
Usar uma raquete rígida é submeter o cotovelo e o ombro a micro choques constantes. Multiplique isso por centenas de batidas em uma aula de uma hora. O resultado é um tecido estressado que não consegue se recuperar a tempo para a próxima aula. A rigidez do material exige uma técnica perfeita para não machucar, algo que uma criança ainda não possui.
Opte sempre pelo conforto e pela flexibilidade. Deixe a rigidez para quando ele tiver 15 ou 16 anos, com a estrutura muscular formada e a técnica consolidada. Até lá, o equipamento deve ser um amortecedor, protegendo a integridade física enquanto ele desenvolve as habilidades motoras. A segurança deve vir sempre antes da performance nessa fase da vida.
Biomecânica e ergonomia no Beach Tennis infantil
Agora vamos entrar na parte mais técnica do movimento. Entender como o corpo da criança funciona durante o jogo ajuda você a observar se algo está errado durante as aulas. O Beach Tennis é um esporte unilateral e de rotação, o que exige cuidados específicos com a simetria e a postura.
A cadeia cinética e a coordenação motora
O golpe no beach tennis não é apenas um movimento de braço. Ele começa nos pés, passa pelos joelhos, quadril, tronco e só no final chega à raquete. Chamamos isso de cadeia cinética. A criança, diferentemente do adulto, muitas vezes ainda não tem essa coordenação sequencial madura. Ela tende a usar apenas o ombro para bater na bola, isolando a articulação.
Uma raquete adequada facilita o aprendizado do uso do corpo todo. Se a raquete for pesada, a criança trava o tronco e usa o ombro como alavanca fixa, o que é péssimo. Com o equipamento leve, ela consegue girar o tronco e transferir o peso, aprendendo o movimento correto de forma natural. A ergonomia do equipamento permite que o gesto esportivo seja fluido.
Incentivar o uso correto da cadeia cinética desde cedo previne sobrecargas localizadas. Se a força vem do chão e do tronco, o ombro trabalha apenas como um transmissor de energia, e não como o gerador principal de força. Isso poupa o manguito rotador e permite que a criança jogue por horas sem dor. Observar se seu filho está girando o tronco ou se está “duro” na quadra é um ótimo indicativo de como ele está lidando com o peso da raquete.
Vibração e o risco de epicondilite precoce
A epicondilite, conhecida como cotovelo de tenista, é uma inflamação nos tendões que se ligam na parte externa do cotovelo. Antigamente era coisa de adulto com anos de esporte. Hoje, vejo crianças com início desse quadro. A principal causa? Vibração excessiva combinada com pegada errada. Quando a bola bate na raquete, uma onda de choque percorre o material.
Se a raquete não filtra isso, a vibração para no cotovelo. Em uma estrutura em crescimento, os tendões são mais vascularizados e reativos. A raquete infantil ideal possui sistemas de furação e coração (a parte aberta no meio) desenhados para quebrar essa onda de vibração. A ergonomia do cabo também influencia aqui.
Se a criança sente dorzinha no cotovelo ao segurar a mochila da escola ou ao abrir uma maçaneta, sinal de alerta vermelho. Pode ser o início de uma sobrecarga. Equipamento adequado e ajuste de tensão nas aulas são fundamentais. A vibração é o inimigo invisível do tenista, e nas crianças, o efeito é amplificado pela imaturidade dos tecidos.
O centro de gravidade e o equilíbrio postural
Crianças têm o centro de gravidade diferente dos adultos e estão em constante alteração de altura. Adicionar um peso na extremidade de um dos braços (a raquete) altera o equilíbrio postural momentaneamente. O beach tennis é jogado na areia, uma superfície instável. O cérebro da criança tem que lidar com o desequilíbrio do piso e o desequilíbrio do peso extra na mão.
Se a raquete puxa o corpo para frente ou para baixo devido ao peso excessivo na cabeça (balanço alto), a criança compensa curvando a coluna torácica, criando uma postura cifótica (corcunda) durante o jogo. Isso pode gerar dores nas costas no futuro. A raquete infantil costuma ter o balanço equilibrado ou deslocado para o cabo, para facilitar o manuseio e manter a criança em uma postura mais ereta e atlética.
Manter a postura ereta é vital para a saúde da coluna. O equipamento deve permitir que a criança jogue olhando para frente, com o peito aberto, e não lutando contra a gravidade para manter a raquete levantada. O equilíbrio da raquete afeta diretamente a postura da criança na areia.
Fases do desenvolvimento motor e a escolha do equipamento
Não existe uma raquete universal para todas as crianças. O desenvolvimento motor ocorre em etapas e o equipamento deve acompanhar essa evolução biológica. Vamos dividir em três grandes blocos para facilitar sua compreensão.
A fase lúdica (4 a 6 anos) e a leveza
Nesta idade, o foco é 100% diversão e desenvolvimento de coordenação motora grossa. A criança está aprendendo a correr na areia, a pular e a ter noção de tempo e espaço. A raquete aqui é quase um brinquedo. Ela deve ser extremamente leve, muitas vezes feita de plástico reforçado ou materiais compostos muito simples. O peso não deve passar de 260g-280g.
O tamanho também é reduzido, muitas vezes menor que 45cm. O objetivo é que a criança consiga acertar a bola. Não estamos preocupados com potência ou efeito. Se a raquete for pesada, a criança larga no chão e vai brincar de castelinho de areia. A ergonomia deve ser total para mãos minúsculas. Nesta fase, a raquete é apenas um instrumento para ela se apaixonar pelo jogo.
Evite investir valores altos aqui. O equipamento vai ser arrastado na areia, batido no poste e cair no chão mil vezes. Durabilidade e leveza são as palavras-chave. A saúde aqui é protegida pela absoluta falta de peso do material.
O refinamento motor (7 a 10 anos) e o controle
Aqui a coisa começa a ficar séria. A criança já tem melhor noção corporal e começa a querer competir ou pelo menos trocar mais bolas. A força muscular aumentou, mas as articulações ainda são vulneráveis. É a fase de ouro para as raquetes de fibra de vidro de qualidade com EVA Soft. O comprimento pode subir para 47cm.
O peso pode variar entre 290g e 310g. É o momento de focar na técnica correta. A raquete deve oferecer controle. O “feel” (sensação da batida) começa a importar. A criança precisa sentir a bola para aprender a direcioná-la. Equipamentos muito rígidos atrapalham esse aprendizado sensorial.
É nesta fase que ocorrem os estirões de crescimento. O corpo muda rápido e a coordenação pode ficar temporariamente prejudicada (“fase desengonçada”). O equipamento deve ser perdoável e confortável para ajudar nessa transição sem gerar lesões por estresse repetitivo.
A pré-adolescência e a transição de potência
A partir dos 11 ou 12 anos, dependendo da maturação biológica, a criança começa a ganhar força muscular real devido aos hormônios puberais. A velocidade do jogo aumenta. Aqui, podemos começar a pensar na transição para raquetes adultas leves (light), com cerca de 310g a 320g, e talvez introduzir uma mistura de carbono com fibra de vidro no “face” da raquete.
Mas cuidado com a transição abrupta. Não pule direto para uma raquete profissional dura. O esqueleto ainda não calcificou completamente as epífises. A introdução de potência deve ser gradual. Monitore sempre as queixas de dor após treinos mais intensos.
Nesta etapa, o jovem atleta já consegue lidar com uma raquete de 50cm, mas o balanço e o peso ainda devem ser vigiados de perto. É o momento de refinar o equipamento para o estilo de jogo dele (mais defesa ou mais ataque), mas sempre mantendo a saúde articular como prioridade.
Terapias e cuidados preventivos para o pequeno atleta
Como fisioterapeuta, meu objetivo não é apenas tratar a lesão, mas impedir que ela aconteça. Crianças que praticam esporte com regularidade, mesmo que de forma amadora, precisam de cuidados com o corpo para suportar a carga de exercícios. O beach tennis é maravilhoso, mas exige cuidados.
Trabalho de propriocepção e fortalecimento
Não basta só jogar. O corpo precisa estar preparado. Para crianças, não indicamos musculação pesada, mas sim o fortalecimento funcional e lúdico. Exercícios de estabilização de ombro (manguito) com elásticos leves são excelentes. Trabalhar o “core” (abdômen e lombar) é essencial, pois é a base de sustentação na areia fofa.
A propriocepção, que é o treino de equilíbrio e reação, blinda as articulações contra entorses. Exercícios simples de ficar num pé só na areia ou usar uma bola de pilates ajudam a criar articulações “inteligentes” que reagem rápido a movimentos inesperados, protegendo o corpo durante o jogo.
Incentive seu filho a fazer atividades complementares que trabalhem o corpo de forma global, como natação ou funcional kids. Um corpo equilibrado suporta muito melhor a assimetria do esporte com raquete.
A importância do desaquecimento e soltura
Criança tende a sair da quadra correndo para ir comer ou pegar o celular. Crie a cultura do desaquecimento. Alongamentos leves e soltura muscular após o jogo ajudam a “acalmar” a musculatura e iniciam o processo de recuperação. Isso previne encurtamentos musculares que podem alterar a biomecânica no futuro.
A areia exige muito da panturrilha e da fáscia plantar. Uma massagem simples nos pés ou alongar a panturrilha evita dores de crescimento e fascite plantar, que também pode ocorrer em crianças ativas. Ensine seu filho a ouvir o corpo.
Respeitar o descanso é parte do treino. O sono é quando o hormônio do crescimento atua e quando os tecidos se reparam. Criança que treina precisa dormir bem.
Quando procurar um fisioterapeuta
Não espere a dor impedir seu filho de jogar. Se ele reclamar de dor no ombro, cotovelo ou punho por mais de dois treinos seguidos, ou se a dor persistir no dia seguinte, procure ajuda profissional. Dores “de crescimento” existem, mas no esporte, muitas vezes mascaram lesões de sobrecarga.
Nós usamos terapias manuais, liberação miofascial suave e exercícios corretivos para realinhar a biomecânica. Às vezes, um simples ajuste na empunhadura ou no fortalecimento de um músculo específico resolve o problema antes que vire algo sério. A fisioterapia esportiva infantil é preventiva e educativa.
Investir na raquete certa e no cuidado com o corpo do seu filho é investir na longevidade dele no esporte. O beach tennis é um presente para a saúde, desde que praticado com consciência e com o equipamento que respeita a biologia única da infância. Aproveitem a quadra juntos, com segurança e muita diversão.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”