Você provavelmente já sentiu aquela fisgada chata atrás da coxa depois de uma sessão intensa ou talvez tenha percebido que, ao tentar esticar a perna para dar uma batida mais vertical, o movimento simplesmente travou. Como fisioterapeuta que lida diariamente com surfistas, de amadores a profissionais, eu vejo um padrão claro: todo mundo quer treinar peitoral para remar forte e quadríceps para aguentar o tranco, mas quase todos negligenciam os motores silenciosos da performance que são os isquiotibiais. Esses músculos não estão ali apenas para compor a estética da perna; eles são os verdadeiros maestros do controle da sua prancha.
Quando você está na parede da onda, desenhando uma linha, não é apenas a força bruta que importa, mas a capacidade de modular essa força. Os isquiotibiais, esse grupo de músculos na parte posterior da coxa, funcionam como os freios ABS e o controle de tração do seu corpo. Se eles não estiverem funcionando em sintonia fina com o resto do sistema, você vai derrapar, perder a rabeta ou, pior, acabar no meu consultório com uma lesão lombar ou de joelho que poderia ter sido evitada.
Vamos ter uma conversa franca sobre a sua biomecânica dentro d’água. Esqueça por um momento os termos complexos de anatomia de livro e vamos focar no que você sente quando está dropando uma bomba ou tentando aquele aéreo. Eu quero que você entenda por que aquela dorzinha atrás do joelho não é normal e como transformar esses músculos em cabos de aço flexíveis vai mudar radicalmente o seu nível de surf.
A Anatomia Oculta do Surfista: Muito Além de Apenas Alongar
Função biarticular: agindo no quadril e no joelho simultaneamente
A primeira coisa que você precisa entender é que os isquiotibiais são músculos muito especiais porque são biarticulares. Isso significa que eles cruzam duas articulações: o quadril e o joelho. Eles têm a função dupla de estender o quadril (jogar a perna para trás) e flexionar o joelho (dobrar a perna). No surf, isso é vital porque você raramente faz um movimento isolado. Quando você está agachado no tubo ou comprimido para um bottom turn, você precisa controlar o quadril e o joelho ao mesmo tempo, e é esse músculo que gerencia a tensão entre os dois pontos.
Essa característica biarticular é o que torna o isquiotibial tão suscetível a lesões no surf, mas também tão poderoso. Imagine que você está numa posição de agachamento profundo na prancha. Seus isquiotibiais estão alongados no quadril mas encurtados no joelho. Qualquer movimento brusco de extensão das pernas exige uma coordenação neuromuscular absurda para que o músculo não sofra um estiramento excessivo em uma das pontas. Se você não tem esse controle, a prancha fica instável e você perde a linha.
Além disso, essa dupla função atua como um sistema de transferência de energia. A força gerada no tronco precisa passar pelo quadril e chegar aos pés para mover a prancha. Os isquiotibiais agem como cabos transmissores. Se eles estiverem fracos ou rígidos demais, a energia se dissipa, e aquela rasgada que deveria jogar água para o alto acaba sendo apenas um movimento “xoxo” e sem pressão.
Tipo de fibras e demanda metabólica: resistência vs. explosão na água
Fisiologicamente, os isquiotibiais possuem uma mistura interessante de fibras musculares de contração rápida e lenta. No contexto do surf, isso é exigido ao extremo. Você precisa da resistência (fibras lentas) para ficar horas sentado na prancha esperando a série e mantendo a postura, mas precisa da explosão (fibras rápidas) no milésimo de segundo que decide dropar. Essa alternância de “liga-desliga” constante pode confundir a musculatura se ela não estiver treinada para isso.
Muitos surfistas treinam apenas para força máxima na academia, levantando muito peso, mas esquecem da resistência muscular localizada. Na água, o cenário é instável. A vibração da onda sob a prancha exige que os isquiotibiais façam microajustes constantes de tensão para manter o equilíbrio. Se suas fibras de resistência fadigam rápido, você começa a tremer as pernas no final da onda ou perde a precisão nos movimentos finos.
Por outro lado, se você só treina resistência e esquece a potência, falta velocidade no gatilho. O momento de chutar a rabeta para desgarrar exige uma contração violenta e rápida desses músculos. O segredo está em treinar essa musculatura para ser híbrida: capaz de aguentar o tranco de uma sessão de três horas e, ainda assim, ter reserva de energia para explodir na última onda do dia.
A relação íntima e mecânica com o glúteo máximo
Não dá para falar de isquiotibiais sem falar do vizinho de cima, o glúteo máximo. Eles deveriam trabalhar como melhores amigos, mas em muitos surfistas modernos, que passam o dia sentados em escritórios, ocorre uma briga. O glúteo muitas vezes fica “inibido” ou “dormindo”, e o isquiotibial tenta fazer o trabalho de extensão do quadril sozinho. Isso é um desastre biomecânico chamado de dominância sinérgica.
Quando o isquiotibial tenta ser o motor principal da extensão do quadril no lugar do glúteo, ele entra em exaustão rapidamente. No surf, isso se manifesta naquela cãibra clássica atrás da coxa ou na sensação de que a lombar está travada. O isquiotibial não foi desenhado para ser o motor primário de força; ele é um assistente de luxo e um estabilizador.
Para você surfar com potência, precisamos “acordar” o glúteo para que ele faça o trabalho pesado de empurrar a prancha, deixando os isquiotibiais livres para fazer o ajuste fino e o controle da direção. Quando essa parceria funciona, você sente que tem muito mais controle sobre a rabeta da prancha e cansa muito menos a parte inferior das costas.
O Drop e a Aterrissagem: Onde a Mágica (ou o Desastre) Acontece
A puxada rápida das pernas no pop-up e a velocidade de reação
O momento do drop, ou pop-up, é talvez o movimento mais crítico do surf. Você está deitado, em extensão, e precisa trazer os joelhos para o peito na velocidade da luz para colocar os pés na prancha. Quem faz esse trabalho de puxar a perna, em conjunto com os flexores de quadril, são os isquiotibiais. Eles flexionam o joelho rapidamente para que seus pés não fiquem presos no bico da prancha ou arrastem na água.
Se você tem isquiotibiais lentos ou encurtados, esse movimento fica “sujo”. Você acaba usando os dedos dos pés para se empurrar ou demora muito para ficar em pé, perdendo o timing da onda. A agilidade dessa musculatura determina se você vai descer a parede limpa ou se vai despencar no lip. É uma questão de eficiência mecânica: quanto mais rápido o isquiotibial contrai, mais rápido seus pés encontram o deck.
Muitos pacientes reclamam que “o pé não chega” na hora do drop. Eles acham que é falta de alongamento, mas muitas vezes é falta de potência de flexão. O músculo precisa ser capaz de encurtar rapidamente sob tensão. Treinar essa puxada explosiva fora da água é essencial para garantir que, quando a onda empurrar, seu corpo responda instantaneamente.
Absorção de impacto em aterrissagens flat e aterrissagens críticas
Sabe quando você manda um aéreo ou desce de uma batida no lip e aterrissa na base da onda (o flat)? O impacto é brutal. Seus joelhos funcionam como amortecedores, e os isquiotibiais são o sistema hidráulico que controla essa compressão. Se você aterrissa com a perna dura, o impacto vai todo para a cartilagem e para a coluna.
Os isquiotibiais trabalham excentricamente na aterrissagem. Isso significa que eles estão fazendo força enquanto se alongam para frear a flexão do joelho. É como segurar um peso que está caindo. Se essa capacidade excêntrica for fraca, o joelho dobra demais ou colapsa para dentro, aumentando drasticamente o risco de lesão ligamentar.
Ter isquiotibiais fortes na absorção de impacto permite que você aterrisse suavemente, como um gato. Isso não só protege suas articulações, mas permite que você mantenha a velocidade após a manobra. Uma aterrissagem controlada significa que você já está pronto para a próxima curva, enquanto uma aterrissagem desengonçada mata o fluxo da onda.
Estabilidade em ondas cavadas e a prevenção do “pearl” (embicar)
Em ondas buraco, o drop é quase vertical. A gravidade quer jogar você de cara na água. Para evitar que o bico da prancha enterre (o famoso “pearl”), você precisa colocar peso na rabeta instantaneamente. Isso exige uma contração isométrica fortíssima da cadeia posterior para manter o centro de gravidade baixo e recuado.
Os isquiotibiais ancoram a pélvis e permitem que você projete o corpo para trás sem cair. Eles funcionam como cabos de sustentação de uma ponte pênsil. Se esses cabos estiverem frouxos, seu tronco cai para frente, o peso vai para o pé da frente antes da hora e você toma aquele caldo clássico por cima do bico.
Essa estabilidade postural é o que permite aos profissionais droparem ondas que parecem impossíveis. Eles confiam que a musculatura posterior vai segurá-los na prancha, não importa o quão inclinado o drop seja. É a confiança física que permite a ousadia técnica.
O Controle da Rabeta: Manobras e a Cadeia Posterior
A importância da extensão do quadril nas rasgadas e cutbacks
Uma boa rasgada, daquelas que deslocam muita água, nasce de uma extensão poderosa do quadril. Você comprime o corpo e depois explode, esticando a perna de trás para empurrar a rabeta da prancha contra a água. Os isquiotibiais, auxiliando o glúteo, são responsáveis por essa alavanca de força.
Se essa musculatura estiver fraca, você acaba empurrando a prancha apenas com a extensão do joelho (usando o quadríceps). Isso funciona, mas é um movimento “curto” e com menos torque. Quando você usa a cadeia posterior completa, a manobra ganha amplitude e potência. Você consegue enterrar a borda da prancha com muito mais convicção.
Além disso, durante o cutback, você precisa sustentar essa pressão por um tempo prolongado enquanto a prancha faz o arco de volta à espuma. Os isquiotibiais mantêm a tensão na borda, garantindo que a prancha não escape ou perca velocidade no meio da curva. É a resistência de força em ação.
Segurando a borda no backside: a tensão isométrica necessária
Surfar de costas para a onda (backside) é um desafio biomecânico diferente. Você está girando o tronco para olhar a onda, mas suas pernas precisam fazer força na direção oposta para segurar a borda na parede. Isso cria uma torção no corpo, e os isquiotibiais da perna de trás ficam sob uma tensão isométrica constante para não deixar a rabeta derrapar.
Nessa posição, o músculo não está encurtando nem alongando muito, ele está travado, segurando a estrutura. Se ele falha, a rabeta solta e você perde a linha. É muito comum ver surfistas perderem a rabeta no backside justamente por fadiga dessa musculatura estabilizadora.
Treinar essa capacidade de segurar a posição sob tensão é fundamental. Imagine ficar agachado, torcido, segurando um peso, enquanto o chão treme. É basicamente isso que seu músculo enfrenta num tubo de backside ou numa parede rápida.
Recuperação de manobras: trazendo a prancha de volta para o pocket
Depois de bater no lip ou finalizar um cutback, você precisa trazer a prancha de volta para debaixo do seu corpo para continuar na onda. Esse movimento de “puxar” a prancha exige uma flexão rápida do joelho contra a resistência da água e da gravidade.
São os isquiotibiais que puxam a rabeta de volta. Se eles forem lentos, a prancha fica lá em cima no lip enquanto você cai, ou você perde o tempo da próxima seção. A capacidade de recolher as pernas rapidamente é o que dá fluidez ao surf, conectando uma manobra na outra sem pausas.
Essa recuperação ágil depende de músculos que não estão “presos”. Isquiotibiais encurtados limitam essa amplitude de recuperação, fazendo com que você pareça rígido e travado em cima da prancha. Flexibilidade aqui se traduz diretamente em estilo e flow.
A Mecânica do Bottom Turn e a Frenagem Excêntrica
O conceito de força excêntrica na descida da onda
O bottom turn é a base de tudo no surf. É onde você gera velocidade. Quando você desce a onda e começa a inclinar o corpo para fazer a curva na base, a força da gravidade e a velocidade da onda comprimem seu corpo contra a prancha. Seus músculos precisam resistir a essa compressão para que você não dobre os joelhos demais e perca a pressão.
Nesse momento, os isquiotibiais estão trabalhando de forma excêntrica. Eles estão controlando a flexão do quadril e do joelho enquanto são alongados pela carga. É como se fossem elásticos sendo esticados ao máximo, acumulando energia potencial elástica.
Se você não treina essa fase excêntrica, duas coisas acontecem: ou você não aguenta a pressão e cai, ou você lesiona o músculo porque ele não suporta ser esticado sob carga. A maioria dos estiramentos musculares no surf acontece nessa fase de desaceleração ou controle de carga.
Controlando a compressão gravitacional sem perder velocidade
Para sair do bottom turn com velocidade, você precisa liberar a energia acumulada na descida. Se seus isquiotibiais são bons em absorver carga excentricamente, eles funcionam como uma mola perfeita. Eles armazenam a energia da descida e a devolvem na subida do lip.
Um músculo fraco ou rígido dissipa essa energia como calor ou atrito articular. Um músculo treinado devolve como propulsão. É a diferença entre um bottom turn que gera velocidade e um que apenas muda a direção da prancha. O controle dessa compressão é o que permite projetar o corpo para a parte crítica da onda.
Você precisa sentir que suas pernas são molas carregadas. Se você sente que “bate seco” na base da onda, seus isquiotibiais não estão fazendo o trabalho de amortecimento e armazenamento de energia corretamente.
A transição de carga entre calcanhar e ponta de pé na cavada
Durante uma cavada profunda, existe uma transferência sutil de peso entre o calcanhar e a ponta do pé, dependendo se é frontside ou backside. Os isquiotibiais são cruciais para estabilizar o joelho durante essa transferência. Quando você está na ponta dos pés, eles co-contraem com a panturrilha para estabilizar o tornozelo e o joelho.
Essa microestabilidade evita que o joelho oscile lateralmente. Oscilação significa perda de energia e risco de lesão meniscal. Os isquiotibiais garantem que a força que você aplica no pé vá direto para a borda da prancha, sem vazamentos de energia no meio do caminho.
É um trabalho de sintonia fina. Não é apenas força bruta, é coordenação intramuscular. É o seu cérebro conseguindo recrutar a quantidade exata de fibras musculares posteriores para manter a curva limpa e o trilho da prancha engajado na água.
A Cadeia Cinética: Como os Isquiotibiais Protegem Joelho e Coluna
Prevenção do LCA (Ligamento Cruzado Anterior) através da co-contração
O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é famoso por ser o pesadelo dos atletas. No surf, com as aterrissagens instáveis e as torções de joelho, ele está sempre em risco. Os isquiotibiais são os principais guardiões do LCA. Anatomica e funcionalmente, eles impedem que a tíbia (osso da canela) deslize para frente em relação ao fêmur.
Quando você aterrissa ou faz uma curva forte, o quadríceps puxa a tíbia para frente, tensionando o LCA. Os isquiotibiais puxam para trás, anulando essa força. Chamamos isso de co-contração protetora. Se seus isquiotibiais são fracos em relação aos quadríceps (um desequilíbrio muito comum), seu LCA fica vulnerável.
Manter esses músculos fortes não é só performance, é o seguro de vida do seu joelho. Em situações de emergência, como prender o pé na alça ou num buraco na bancada, a reação rápida do isquiotibial pode ser a diferença entre um susto e uma cirurgia de reconstrução.
A “Síndrome do Bumbum Morto” e a sobrecarga lombar compensatória
Como mencionei antes, se o glúteo não funciona, o isquiotibial trabalha dobrado. Mas tem outro efeito colateral: a sobrecarga lombar. Quando os isquiotibiais estão encurtados e tensos, eles puxam a pélvis para uma posição de retroversão (bumbum para dentro), retificando a coluna lombar.
Isso altera a capacidade da sua coluna de absorver impacto. Além disso, se os músculos da coxa não estendem o quadril corretamente, você acaba usando os músculos da parte baixa das costas para levantar o tronco no drop ou na remada. Isso leva a uma lombalgia crônica que tira muitos surfistas da água.
Soltar os isquiotibiais e fortalecer os glúteos restaura a posição neutra da pélvis. Isso devolve a curvatura natural da coluna, permitindo que as vértebras trabalhem sem compressão excessiva. Basicamente, cuidar da coxa é cuidar das costas.
Equilíbrio entre Quadríceps e Isquiotibiais (Ratio Q:I) na remada e no surf
Na fisioterapia, olhamos muito para a proporção de força entre a parte da frente e de trás da perna (Ratio Q:I). O ideal é que os isquiotibiais tenham pelo menos 60-70% da força dos quadríceps. Em surfistas, é comum ver quadríceps muito dominantes devido à posição de agachamento constante.
Esse desequilíbrio altera a mecânica da articulação do joelho, aumentando a pressão na patela (rótula). Isso pode causar condromalácia ou dores anteriores no joelho. Restaurar esse equilíbrio é vital. Não adianta só ter pernas fortes; elas precisam ser equilibradas.
Na remada, isquiotibiais encurtados dificultam manter as pernas juntas e esticadas, forçando você a abrir as pernas ou levantar o bumbum, o que gera arrasto na água e cansaço. Pernas posteriores flexíveis e fortes melhoram até a sua hidrodinâmica na remada.
Terapias e Intervenções
Agora que você entendeu o “porquê”, vamos falar sobre o “como” cuidar dessa máquina. No consultório, utilizamos uma abordagem integrada. A Liberação Miofascial Profunda é essencial para soltar as aderências que se formam entre as fibras musculares após anos de surf e sentar errado. Isso melhora a vascularização e a flexibilidade real do tecido.
O Dry Needling (Agulhamento a Seco) é fantástico para desativar pontos-gatilho (nós de tensão) que se formam nos isquiotibiais e que muitas vezes referem dor para o joelho ou glúteo. É uma forma rápida de “resetar” o tônus muscular.
Para o fortalecimento, nada supera o Treinamento Excêntrico, como o exercício Nórdico (Nordic Hamstring Curl). Ele comprovadamente aumenta o comprimento das fibras musculares e previne lesões. O Pilates também é um aliado poderoso, pois trabalha o controle motor e a dissociação entre quadril e coluna, ensinando você a usar o corpo de forma inteligente. Cuide da sua cadeia posterior, e ela garantirá que você surfe mais, melhor e por muito mais tempo.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”