Vôlei: Prevenção da tendinite patelar

Vôlei: Prevenção da tendinite patelar

Fala, atleta! Tudo bem com você?

Se você está aqui, é provável que o voleibol seja uma grande paixão na sua vida. A sensação de saltar para um bloqueio perfeito ou aquela cortada que desce na linha dos três metros é indescritível. Mas, infelizmente, existe um visitante indesejado que costuma aparecer para quem ama esse esporte: aquela dorzinha chata logo abaixo do joelho. No começo, ela só incomoda no aquecimento, mas se ignorada, pode te tirar das quadras por meses.

Estamos falando da tendinopatia patelar, mundialmente conhecida como “Jumper’s Knee” ou Joelho do Saltador.[1][2][3][4][5][6] Como fisioterapeuta que já acompanhou muitos atletas de vôlei, de amadores a profissionais, eu sei exatamente o que você sente. Não é apenas uma dor física; é o medo de não conseguir saltar com a mesma potência de antes. A boa notícia é que você não precisa conviver com isso para sempre.

Neste artigo, vamos mergulhar fundo no que acontece com seu joelho e, o mais importante, como blindar seu corpo contra essa lesão. Vamos deixar de lado os termos médicos complicados e focar no que realmente funciona na prática, dentro e fora de quadra. Prepare-se para entender sua biomecânica como nunca antes.

O Que Realmente Acontece no Seu Joelho

Anatomia do Tendão Patelar

Para entender a dor, você precisa visualizar a estrutura. O tendão patelar é uma fita fibrosa incrivelmente forte que conecta a sua patela (o ossinho redondo do joelho) à tíbia (o osso da canela). Ele funciona como uma corda de transmissão de força. Toda vez que seu quadríceps contrai para esticar a perna, ele puxa esse tendão para mover a canela.

No vôlei, essa estrutura é exigida ao extremo. Imagine que esse tendão precisa suportar forças que podem chegar a sete vezes o peso do seu corpo durante uma aterrissagem malfeita. Ele é projetado para ser resiliente, mas como qualquer corda que é puxada com violência repetidas vezes, ele pode começar a desfiar.

Essas microlesões iniciais são normais e o corpo costuma repará-las durante o descanso. O problema surge quando a taxa de destruição do tecido é mais rápida que a capacidade de reparo do seu organismo. É nesse momento que a estrutura do colágeno, que deveria ser alinhada e forte, torna-se desorganizada e fraca.

A Diferença entre Tendinite e Tendinose

Você provavelmente chama sua dor de “tendinite”, e tudo bem, é o termo popular. Mas, clinicamente, na maioria dos casos crônicos de vôlei, estamos lidando com uma “tendinose”. A tendinite implica uma inflamação aguda, aquela que fica vermelha, quente e inchada logo após um trauma.

Já a tendinose, que é o estágio mais comum no Jumper’s Knee, é um processo degenerativo. Não há tantas células inflamatórias ali; o que existe é um tecido que falhou na cicatrização. O tendão fica espessado, meio “borrachudo” e perde a capacidade de transmitir força adequadamente.

Por que isso importa para você? Porque o tratamento para uma inflamação (gelo e repouso total) é diferente do tratamento para uma degeneração (carga controlada e remodelagem). Se você tratar uma tendinose apenas com repouso absoluto, o tendão ficará mais fraco e a dor voltará assim que você der o primeiro salto.

O Ciclo da Dor e do Desempenho

A tendinopatia patelar tem um comportamento traiçoeiro. No estágio inicial, a dor aparece no início do treino, o corpo “esquenta” e a dor some, permitindo que você jogue normalmente. Depois do treino, quando o corpo esfria, a dor volta. Isso faz com que muitos atletas ignorem o problema, achando que é apenas um desconforto passageiro.

Com o tempo, a dor para de sumir durante o treino. Ela permanece lá, latente, roubando sua atenção e diminuindo sua explosão muscular. Você começa a hesitar antes de saltar e a aterrissar de forma desajeitada para proteger o joelho, o que ironicamente pode sobrecarregar outras estruturas.

No estágio final, a dor torna-se constante, presente até em atividades simples como subir escadas ou ficar muito tempo sentado com o joelho dobrado no cinema. Romper esse ciclo exige disciplina e uma mudança na forma como você encara seus treinos e sua recuperação.

Por Que o Vôlei é o Vilão dos Joelhos?

O Impacto do Piso Rígido

Diferente do futebol ou do vôlei de praia, o vôlei de quadra acontece em uma superfície dura e implacável.[6] Seja madeira flutuante ou cimento pintado, o piso devolve quase toda a energia que você aplica nele de volta para as suas articulações. Não há absorção natural como na areia ou na grama.

Essa física simples significa que seus músculos e tendões são os únicos responsáveis por dissipar a energia do impacto. Se seus músculos fadigam durante um set longo, adivinhe quem sobra para segurar o tranco? Exatamente, seu tendão patelar e suas articulações.[2][3][5][7][8]

Jogar em quadras com amortecimento inadequado é um fator de risco gigantesco. Eu sempre recomendo aos meus atletas que invistam nos melhores tênis possíveis, com sistemas de amortecimento de alta tecnologia, porque o calçado é a sua primeira linha de defesa contra o “concreto”.

A Repetição Explosiva

Um jogador de vôlei pode realizar mais de 100 saltos em uma única partida, dependendo da posição e da duração do jogo. E não são saltos simples; são saltos máximos, verticais, seguidos de aterrissagens muitas vezes desequilibradas.

Essa natureza repetitiva cria um efeito cumulativo de carga. O tendão não falha por causa de um único salto muito alto, mas sim pela soma dos milhares de saltos que você deu na temporada. É o que chamamos de lesão por overuse ou superuso.

Além dos saltos, o vôlei exige frenagens bruscas e mudanças de direção rápidas. Cada vez que você freia para não invadir a quadra adversária ou para ajustar uma passada de ataque, o tendão patelar atua como o freio principal do corpo, absorvendo uma carga excêntrica maciça.

A Mecânica do Salto Vertical

O vôlei exige uma mecânica muito específica.[2] Para saltar alto, você precisa converter velocidade horizontal em impulsão vertical. Esse bloqueio do movimento para subir gera uma tensão enorme no mecanismo extensor do joelho.

Muitos atletas, na ânsia de saltar mais alto, “travam” os joelhos muito à frente da ponta dos pés na fase de impulsão. Isso aumenta o braço de alavanca e a pressão na patela exponencialmente. Biomecanicamente, é eficiente para a altura, mas custoso para a saúde do tecido.

O mesmo acontece no bloqueio. Diferente do ataque, onde você tem uma passada, no bloqueio o salto é muitas vezes reativo e estático. A aterrissagem do bloqueio também tende a ser mais perigosa, pois você desce reto, muitas vezes com pouco espaço, caindo com os joelhos rígidos.

A Arte da Aterrissagem (Biomecânica)

Absorção de Impacto: O Conceito de Mola

Você precisa pensar nas suas pernas como molas, não como estacas. O erro mais comum que vejo em quadra é a aterrissagem “dura”, onde o atleta toca o solo fazendo um barulho alto, com os joelhos quase esticados. O som da sua aterrissagem diz muito sobre a saúde futura dos seus joelhos: aterrissagem barulhenta é aterrissagem lesiva.

Para prevenir o Jumper’s Knee, você deve treinar a aterrissagem silenciosa. Isso envolve tocar o solo primeiro com a parte anterior do pé (metatarso), e imediatamente desenrolar o movimento permitindo que os calcanhares toquem o chão enquanto os joelhos e o quadril flexionam.

Essa flexão coordenada distribui a força. Se você trava o joelho, o osso e o tendão absorvem tudo. Se você dobra bem, os músculos (quadríceps, glúteos e panturrilhas) absorvem a energia elástica. Ensinar o corpo a agir como um amortecedor hidráulico é a habilidade mais valiosa para a longevidade no esporte.

O Perigo do Valgo Dinâmico

Você já viu alguém aterrissar e os joelhos “caírem” para dentro, encostando um no outro? Isso se chama valgo dinâmico. É um pesadelo biomecânico não só para o ligamento cruzado anterior (LCA), mas também para o tendão patelar, pois altera o vetor de tração da patela.

Quando o joelho cai para dentro, a patela é puxada lateralmente, criando um atrito desigual e uma tensão torcional no tendão. Corrigir isso não é apenas uma questão de “pensar” em abrir os joelhos, mas de fortalecer os rotadores externos do quadril que controlam o fêmur.

Durante seus treinos de salto, peça para alguém filmar sua aterrissagem em câmera lenta de frente. Se seus joelhos formam um “X” quando você toca o chão, você tem um déficit de controle neuromuscular que precisa ser corrigido antes de aumentar a carga de treinos.

A Importância da Dominância do Quadril

Atletas com tendinite patelar geralmente são “dominantes de joelho”. Isso significa que eles usam excessivamente o quadríceps para saltar e aterrissar, negligenciando a musculatura posterior poderosa: os glúteos e os isquiotibiais.

O quadril deve ser o motor principal do salto e o freio principal da aterrissagem. O glúteo máximo é o músculo mais forte do corpo e deve ser usado para tirar a carga do joelho. Aprender a fazer o “hinge” (movimento de dobradiça do quadril) ao aterrissar poupa o tendão patelar.

Em vez de jogar os joelhos para frente ao aterrissar, o foco deve ser jogar o bumbum para trás, como se fosse sentar em uma cadeira. Essa simples mudança de mecânica transfere uma carga enorme do tendão patelar (joelho) para a musculatura glútea (quadril), que aguenta o tranco muito melhor.

Construindo um Corpo Blindado

O Poder do Treinamento Excêntrico

Se existe uma “vacina” para a tendinite patelar, é o exercício excêntrico.[9] A fase excêntrica é aquela em que o músculo está se alongando enquanto faz força, como quando você desce devagar em um agachamento. Pesquisas mostram que esse tipo de carga é fundamental para alinhar as fibras de colágeno do tendão.

Um exercício clássico e obrigatório é o agachamento no plano declinado (uma rampa ou prancha inclinada). Você desce devagar com uma perna só até um ângulo de dor tolerável e sobe com as duas pernas. Isso isola o tendão patelar e estimula a regeneração tecidual.

Não tenha medo de sentir um leve desconforto durante esses exercícios de reabilitação. Diferente de outras lesões, na tendinopatia, uma dor leve durante o exercício de fortalecimento (nota 3 ou 4 de 0 a 10) é aceitável e até necessária para estimular a resposta celular correta.

Fortalecimento do Complexo Póstero-Lateral

Como falamos sobre o valgo dinâmico, a solução está no fortalecimento do glúteo médio e dos rotadores externos. Exercícios como “Ostra” (Clam Shell), caminhadas laterais com elástico (Mini Band) e a elevação pélvica unilateral são indispensáveis na rotina de um voleibolista.

Um glúteo médio forte impede que o fêmur rode internamente durante a fadiga. Imagine que o glúteo é a âncora que mantém sua perna alinhada. Se a âncora é fraca, o barco (seu joelho) fica à deriva e bate nas pedras.

Incorpore esses exercícios de ativação antes de entrar em quadra. Fazer duas séries de ativação de glúteo com elástico antes do aquecimento geral pode mudar drasticamente a qualidade da sua mecânica de salto durante o jogo.

Isometria para Alívio da Dor

Para atletas que estão em temporada competitiva e sentindo dor, os exercícios isométricos são mágicos. A isometria consiste em segurar uma posição de contração sem movimento, como o exercício da “cadeirinha” na parede ou a cadeira extensora parada no meio do movimento.

Estudos mostram que realizar 5 séries de 45 segundos de isometria pesada (carga alta) pode reduzir a dor no tendão patelar quase imediatamente, proporcionando uma janela de alívio de várias horas. Isso acontece devido a uma inibição cortical da dor.

Use a isometria como aquecimento ou logo antes do treino de força. Além de preparar o tendão para a carga, ela funciona como um analgésico natural, permitindo que você treine com mais qualidade e menos inibição protetora.

Mobilidade e Flexibilidade Essenciais[2]

Tornozelo Rígido, Joelho Sofredor

O corpo humano funciona como uma corrente. Se um elo não se move, o elo vizinho tem que se mover em dobro. No caso do vôlei, se o seu tornozelo não tem boa mobilidade de dorsiflexão (o movimento de trazer a ponta do pé para cima), o seu joelho paga o preço.

Quando você aterrissa de um salto, o tornozelo precisa dobrar para absorver o impacto. Se ele está travado, o calcanhar sai do chão prematuramente ou o joelho precisa avançar excessivamente para compensar, sobrecarregando o tendão patelar.

Teste sua mobilidade: fique de frente para uma parede, com o pé a cerca de 10cm de distância. Tente encostar o joelho na parede sem tirar o calcanhar do chão. Se não conseguir, você precisa urgente de exercícios de mobilidade de tornozelo e liberação da panturrilha.

A Tensão do Quadríceps

O músculo reto femoral (parte do quadríceps) cruza o quadril e o joelho. Quando ele está encurtado, ele age como um elástico esticado constantemente puxando o tendão patelar, mesmo quando você está em repouso.

Jogadores de vôlei tendem a ter quadríceps muito fortes e encurtados. Essa tensão crônica mantém a patela alta e pressionada contra o fêmur. Alongamentos estáticos pós-treino e, principalmente, liberação miofascial com rolo (foam roller) são essenciais para “soltar” essa musculatura.

Não esqueça do músculo iliopsoas (flexor do quadril). Como ficamos muito tempo na posição de defesa (agachados), esse músculo encurta, puxando a pélvis e alterando toda a mecânica da perna, o que indiretamente aumenta a carga no joelho.

Mobilidade de Quadril e Rotação

Já mencionamos a força do quadril, mas a mobilidade dele é igualmente vital. Um quadril que não roda bem internamente ou externamente obriga o joelho a fazer movimentos rotacionais para os quais ele não foi projetado. O joelho é uma articulação de dobradiça; ele gosta de abrir e fechar, não de rodar.

Exercícios como o “90/90” para mobilidade de quadril ajudam a soltar a cápsula articular. Um quadril solto permite que você chegue em bolas difíceis na defesa usando a articulação correta, poupando o joelho de torções desnecessárias.

Se você sente que seu quadril é “travado”, invista 10 minutos diários em mobilidade pélvica. A sensação de liberdade ao agachar e saltar será perceptível em poucas semanas, e seu tendão agradecerá pela redução da carga torcional.

Gerenciamento de Carga (Load Management)

A Regra dos 10 por cento

O erro número um que leva ao Jumper’s Knee é o aumento súbito de volume de treino (“too much, too soon”). Talvez você tenha voltado das férias e tentado treinar todos os dias, ou decidiu fazer um treino extra de pliometria (saltos) sem base. O tendão odeia mudanças bruscas.

Siga a regra dos 10%: nunca aumente o volume de saltos ou a intensidade do treino em mais de 10% de uma semana para a outra. Se você deu 100 saltos numa semana, na próxima o teto é 110. Isso dá tempo para o colágeno se remodelar e ficar mais forte.

Monitore seus treinos.[10] Se você teve um fim de semana de campeonato com 5 jogos, a segunda e a terça-feira seguintes devem ser de carga reduzida. Não tente manter a intensidade máxima o tempo todo; periodização é a chave para uma carreira longa.

Sinais do Corpo e Escalas de Dor

Você precisa aprender a “ler” sua dor. Como fisioterapeuta, uso uma regra simples com meus atletas: dor até nível 3 (numa escala de 0 a 10) é aceitável durante o exercício, desde que ela desapareça na manhã seguinte.

Se a dor passar do nível 5 durante o treino, ou se no dia seguinte você acordar com o joelho rígido e dolorido, você passou do limite. Isso é o que chamamos de “hangover” do tendão. É um sinal claro de que a carga foi excessiva e você precisa recuar um passo.

Não seja o herói que joga com dor insuportável. Jogar com dor altera sua propriocepção, diminui sua eficácia em quadra e pode transformar uma tendinopatia reversível em uma ruptura parcial do tendão. Respeite os sinais de alerta vermelhos do seu corpo.

Recuperação Ativa e Nutrição

Descanso não significa apenas ficar deitado no sofá. O descanso ativo, como bicicleta ergométrica leve ou natação, ajuda a circular sangue na região do joelho sem o impacto da gravidade. O tendão é pouco vascularizado, então ele precisa de movimento para receber nutrientes.

Falando em nutrientes, a síntese de colágeno depende de uma boa hidratação e nutrição. Vitamina C, manganês e proteínas de alta qualidade são substratos essenciais para a reparação tendínea. Alguns estudos sugerem que a suplementação de colágeno ou gelatina 40 minutos antes do treino pode ajudar.

O sono é o melhor “anabolizante” natural que existe. É durante as horas de sono profundo que o hormônio do crescimento (GH) é liberado, fundamental para a reparação de tecidos moles. Se você treina duro mas dorme mal, sua conta fisiológica nunca vai fechar, e a lesão será inevitável.

Terapias Aplicadas e Tratamento Conservador

Terapia Manual e Liberação Miofascial

Quando você chega no consultório com Jumper’s Knee, uma das primeiras coisas que vamos fazer é “soltar” a musculatura ao redor. A liberação miofascial (seja com mãos, ganchos ou ventosas) no quadríceps e na banda iliotibial reduz a tensão mecânica que puxa a patela.

Técnicas de mobilização articular da patela e do tornozelo também são cruciais. Às vezes, a patela tem pouca mobilidade para deslizar, o que aumenta o atrito. O fisioterapeuta usa as mãos para restaurar esse micromovimento natural, aliviando a sensação de pressão no joelho.

A massagem transversa profunda diretamente no tendão é controversa e pode ser dolorosa, mas em alguns casos crônicos ajuda a estimular uma nova resposta inflamatória controlada para “acordar” o processo de cicatrização que estava estagnado.

Recursos de Eletroterapia e Regeneração

A tecnologia avançou muito a nosso favor. O Laser de Alta Potência e, principalmente, a Terapia por Ondas de Choque (Shockwave) são excelentes coadjuvantes. As Ondas de Choque enviam ondas acústicas de alta energia para o tecido degenerado, estimulando a neovascularização (formação de novos vasos sanguíneos) e a quebra de calcificações.

O ultrassom terapêutico tradicional tem pouca eficácia comprovada em tendinopatias crônicas profundas, mas a eletroestimulação (como o TENS) pode ajudar no controle da dor aguda, permitindo que você consiga realizar os exercícios de reabilitação com mais conforto.

Outra técnica muito utilizada é o Dry Needling (Agulhamento a Seco). Inserir agulhas finas nos “trigger points” (pontos de tensão) do quadríceps pode causar um relaxamento muscular imediato, tirando a tensão da “corda” que está puxando o tendão.

Exercícios Terapêuticos Progressivos

No fim das contas, nenhuma máquina cura tendinite sozinha. O padrão-ouro da fisioterapia é a Cinesioterapia (terapia pelo movimento). O protocolo de tratamento começa com isometria para analgesia, progride para isotônicos lentos (heavy slow resistance), avança para excêntricos e finaliza com pliometria controlada.

A fase final da reabilitação deve simular o vôlei. Faremos treinos de salto e aterrissagem em superfícies macias, depois em superfícies duras, introduzindo mudanças de direção e reações cognitivas (saltar quando ver a luz acender, por exemplo).

Você só recebe “alta” da fisioterapia quando consegue realizar as demandas do esporte sem dor ou com dor mínima, e com testes de força mostrando simetria entre as duas pernas. O tratamento é ativo, suado e exige sua participação. Mas acredite, vale cada gota de suor para voltar a voar em quadra sem medo.

Cuide dos seus joelhos, eles são o seu maior patrimônio no vôlei. Bom treino e nos vemos na quadra!

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