Você já parou para pensar em como a extensão do seu braço influencia diretamente na saúde da sua articulação durante uma partida? O Squash é um esporte de alta intensidade que exige muito do corpo. Como fisioterapeuta, vejo muitos atletas chegarem ao consultório com dores que poderiam ser evitadas apenas com a escolha do equipamento certo. A raquete não é apenas uma ferramenta de jogo. Ela é o filtro entre a bola e o seu corpo.
A escolha errada pode sobrecarregar seu punho e cotovelo. A escolha certa potencializa seu jogo e protege sua biomecânica. Vamos analisar as melhores opções do mercado sob uma ótica clínica e técnica. Quero que você entenda não só qual raquete bate mais forte, mas qual delas permite que você jogue por anos sem lesões. Preparei este guia completo pensando na sua performance e na sua longevidade no esporte.
Por Que Confiar em Nós?
Experiência Clínica no Esporte
Trabalho há anos recuperando atletas de esportes de raquete. Vejo diariamente o resultado de equipamentos mal escolhidos ou mal utilizados. Minha rotina envolve tratar epicondilites, lesões de manguito rotador e dores crônicas no punho. Essa vivência me permite olhar para uma raquete e entender como a distribuição de peso dela afetará seus tendões após uma hora de jogo intenso. Não analiso apenas especificações de fábrica. Analiso a interação do material com a fisiologia humana.
A teoria biomecânica é fundamental para entender o movimento. No entanto, a prática clínica é o que valida o conhecimento. Já atendi desde iniciantes que usavam raquetes pesadas demais até profissionais que precisavam ajustar o grip para evitar recidivas de lesões. Essa bagagem me dá a segurança de indicar produtos que respeitam a anatomia do seu corpo. O foco aqui é prevenir para não precisar remediar.
Você precisa de alguém que entenda a dor do atleta. Sei como é frustrante ter que parar de jogar por causa de uma inflamação teimosa. Minhas análises levam em conta não só a performance da batida, mas o custo fisiológico de cada golpe. Confiar na nossa avaliação é confiar em um olhar que prioriza a sua saúde articular tanto quanto o seu placar final.
Testes em Quadra e Laboratório
Nós não nos baseamos apenas em catálogos. Pegamos a raquete e vamos para a quadra sentir a vibração. Avaliamos como o material absorve o impacto da bola e quanto dessa energia é transferida para o braço do jogador. Testamos a rigidez do quadro e a resposta das cordas em diferentes tensões. Isso é crucial para entender se uma raquete é “amigável” para o braço ou se exige um preparo físico superior.
Além da quadra, observamos a construção técnica. Analisamos o equilíbrio da raquete e como ele altera a alavanca do movimento. Uma raquete com peso na cabeça exige mais da musculatura extensora do antebraço. Já uma raquete com peso no cabo facilita a manobrabilidade, mas pode perder potência. Esses detalhes técnicos são traduzidos aqui em sensações reais de jogo.
A validação prática é insubstituível. Sentir a raquete na mão permite perceber nuances que os números não mostram. A textura do grip, a aerodinâmica durante o swing e a estabilidade no momento do contato são fatores que testamos exaustivamente. Você receberá informações baseadas em uso real e análise crítica de desempenho.
Feedback de Atletas Reais
Ouvimos quem está na quadra todos os dias. Meus pacientes trazem relatos valiosos sobre como se sentem com diferentes equipamentos. Incorporo essas histórias e percepções nas análises. Se vários jogadores relatam desconforto no ombro com determinado modelo, isso acende um alerta que trago para você. O feedback da comunidade de squash é uma ferramenta poderosa de triagem.
Conversamos com jogadores de diferentes níveis. O que funciona para um profissional pode ser lesivo para um amador. Entender essas diferenças é parte do meu trabalho. Coleto dados sobre durabilidade, conforto e adaptação de diversos perfis de jogadores. Isso garante que a recomendação seja personalizada e realista para a sua necessidade.
Você não está lendo a opinião de uma única pessoa. Está acessando um compilado de experiências filtradas pelo conhecimento técnico de fisioterapia. Essa combinação de ciência e vivência prática dos atletas garante uma análise robusta e confiável. Queremos que você faça um investimento seguro e duradouro.
O que é o Squash?
Dinâmica e Intensidade do Jogo
O Squash é um xadrez físico jogado a 200 km/h. O espaço confinado e a velocidade da bola exigem reflexos rápidos e movimentação explosiva. Diferente de outros esportes, a bola pode vir de trás de você, o que obriga o corpo a realizar torções e giros constantes. Essa dinâmica coloca uma carga significativa sobre a coluna e as articulações dos membros inferiores.
O sistema cardiovascular é levado ao limite. As trocas de bola são intensas e os intervalos são curtos. Isso significa que, à medida que a fadiga chega, a técnica tende a cair. É nesse momento que o equipamento faz diferença. Uma raquete que perdoa erros ajuda a manter a consistência mesmo quando você já está cansado.
Você precisa estar preparado para acelerações e frenagens bruscas. O impacto nas articulações do joelho e tornozelo é alto. A raquete entra como a extensão do braço que precisa ser ágil o suficiente para acompanhar esse ritmo frenético. Entender essa intensidade é o primeiro passo para respeitar seu corpo e escolher o material adequado.
Diferenças para o Tênis e Padel
Muitos clientes meus migram do tênis para o squash e estranham a biomecânica. No tênis, os movimentos são mais amplos e a raquete é mais pesada. No squash, o movimento é mais curto e snap (uso do punho). Tentar jogar squash com a técnica de tênis é um caminho rápido para a epicondilite lateral. O punho tem um papel muito mais ativo e a raquete precisa ser leve para permitir essa articulação.
O padel trabalha muito com a parede, assim como o squash, mas a raquete de padel é sólida e pesada. A raquete de squash tem cordas e é significativamente mais leve. A absorção de impacto é diferente. No squash, a bola é “morta” (pouco quique), exigindo que você gere sua própria potência ou use as paredes estrategicamente. Isso muda a forma como a força é gerada na cadeia cinética.
A proximidade do adversário no squash também é um fator único. Você divide o mesmo espaço físico. Isso exige uma consciência corporal (propriocepção) muito maior para evitar acidentes. A raquete precisa ser manobrável para que você consiga recolher o braço rapidamente e evitar atingir o oponente. Essa agilidade é característica fundamental do equipamento de squash.
O Perfil do Jogador de Squash
O jogador de squash geralmente busca alta queima calórica e competitividade. É um perfil que gosta de desafios rápidos e estratégicos. Fisicamente, exige-se uma boa mobilidade de quadril para os lunges (afundos) e ombros fortes para suportar a repetição de golpes acima da cabeça. A resistência muscular localizada no antebraço é testada a cada set.
Observo que muitos praticantes são ex-atletas de outros esportes ou profissionais que buscam otimizar o tempo de treino. Isso às vezes leva a um corpo que não está 100% adaptado às demandas específicas do squash. O risco de lesão aumenta se o jogador não tiver um trabalho de base fortalecido. A raquete certa ajuda a compensar algumas dessas deficiências físicas iniciais.
Você precisa ser resiliente. O jogo exige tanto da mente quanto do corpo. A capacidade de recuperação entre os pontos define o vencedor. Seu equipamento deve ser um aliado nesse processo, não um peso extra. O jogador inteligente escolhe ferramentas que maximizam sua habilidade natural e protegem seus pontos fracos.
Como é a Raquete de Squash?
Anatomia do Cabo e Grip
O cabo é a sua conexão com a raquete. Se o grip estiver na espessura errada, você fará força excessiva para segurar a raquete. Isso gera tensão desnecessária nos flexores do antebraço e pode levar a tendinites. Como fisioterapeuta, sempre verifico se o tamanho do cabo permite que seus dedos quase toquem a base do polegar, mas sem apertar demais.
A forma do cabo no squash costuma ser octogonal, mas varia entre marcas. Alguns são mais arredondados, o que facilita girar a raquete na mão para mudar a empunhadura. Outros são mais retangulares, ajudando a sentir a face da raquete sem olhar. A escolha depende da sua sensibilidade tátil e preferência pessoal.
O material do grip (a fita que envolve o cabo) é vital para a absorção de suor e vibração. Grips de poliuretano de boa qualidade ajudam a filtrar as vibrações de alta frequência antes que elas cheguem ao osso. Recomendo trocar o grip com frequência para manter a aderência e não precisar “esmagar” o cabo para a raquete não escapar.
A Cabeça e a Área de Batida
A cabeça da raquete determina a área de batida, ou “sweet spot”. Raquetes com cabeças maiores (teardrop) oferecem uma área de batida maior e mais potência, pois as cordas principais são mais longas. Isso é ótimo para quem está começando ou quer poupar o braço, pois batidas fora do centro vibram menos.
Raquetes com formato clássico (com ponte no meio) têm cabeças menores. Elas oferecem mais controle e precisão, mas a área de batida ideal é reduzida. Se você não acertar o meio, a raquete torce na mão e a vibração sobe pelo braço. Indico esse tipo apenas para jogadores com técnica apurada e propriocepção bem desenvolvida.
O material do bumper (protetor de cabeça) também influencia. Ele protege a raquete do contato com a parede, mas adiciona peso na ponta. Algumas raquetes modernas removem o bumper para ficarem mais leves e aerodinâmicas. Isso altera o balanço e a sensação da batida, exigindo um ajuste na sua coordenação motora fina.
Peso e Distribuição de Massa
O peso total da raquete varia geralmente entre 110g e 160g. Pode parecer pouco, mas a velocidade do swing multiplica essa carga na articulação. Uma raquete muito leve (115g) permite swings rapidíssimos, mas você precisa colocar mais força muscular para a bola andar. Uma raquete mais pesada (145g) ajuda na potência pela inércia, mas cansa o ombro mais rápido.
O balanceamento é ainda mais importante que o peso total. Uma raquete “head heavy” (peso na cabeça) ajuda a gerar potência com menos esforço, sendo boa para quem tem swing curto. Já a “head light” (peso no cabo) é excelente para o jogo de voleio e reações rápidas, mas exige que você tenha técnica para gerar força.
Avalie sua força física atual. Se você tem histórico de dores no ombro, evite raquetes com peso excessivo na cabeça. Se tem dores no punho, raquetes muito pesadas no total podem agravar o quadro. O equilíbrio ideal é aquele que você sente a raquete estável, mas não como uma âncora que arrasta seu braço para baixo.
Lesões Comuns no Squash e Como Evitar
Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)
Apesar do nome, essa é a lesão mais clássica no squash. Ela ocorre pela sobrecarga dos músculos extensores do punho, que se inserem na parte externa do cotovelo. Isso acontece muito no backhand, especialmente se você atrasa o golpe e usa apenas o punho para compensar, sem a ajuda do ombro e tronco. A vibração da raquete agrava muito esse quadro.
Para evitar, a técnica é soberana. O movimento deve vir do corpo, não apenas do antebraço. O uso de raquetes de grafite ou carbono, que absorvem melhor a vibração, é essencial. Raquetes de alumínio são terríveis para quem tem tendência a essa lesão, pois transmitem todo o choque do impacto para o tendão.
O fortalecimento dos extensores e o alongamento frequente são obrigatórios. Uso muito exercícios excêntricos com meus pacientes para blindar essa região. Se você sentir aquela pontada na parte de fora do cotovelo, pare imediatamente. Insistir pode transformar uma inflamação aguda em uma degeneração crônica do tendão.
Lesões no Ombro e Manguito Rotador
O saque e os golpes acima da cabeça (smashes) exigem muito do manguito rotador. No squash, a repetição desses movimentos com o braço em abdução e rotação externa pode pinçar tendões e causar bursites. A fadiga muscular leva à perda da estabilidade da cabeça do úmero, gerando atrito indesejado dentro da articulação.
A prevenção passa pelo fortalecimento dos rotatores internos e externos e da musculatura escapular. Se a sua escápula não se move bem, seu ombro sofre. Raquetes muito pesadas na cabeça aumentam o braço de alavanca e a exigência sobre esses pequenos músculos estabilizadores. Fique atento ao peso do equipamento.
O aquecimento específico para o ombro antes de entrar em quadra é inegociável. Muitos jogadores entram frios e já tentam matar a bola com força total. Isso é um convite para a lesão. Mantenha a amplitude de movimento do ombro em dia e trabalhe a mobilidade torácica para tirar a sobrecarga da articulação glenoumeral.
Entorses de Tornozelo e Joelho
As mudanças bruscas de direção e as estocadas (lunges) colocam ligamentos e meniscos sob tensão máxima. O piso da quadra de squash tem alta aderência, o que é bom para não escorregar, mas perigoso se o pé travar e o corpo continuar girando. Entorses de tornozelo são frequentes quando a musculatura está fadigada no final do jogo.
O calçado adequado é tão importante quanto a raquete. Tênis de corrida não servem para squash; eles não têm estabilidade lateral e aumentam o risco de virar o pé. Você precisa de um tênis com solado baixo e reforço lateral. Além disso, treinar o gesto do lunge e fortalecer quadríceps e glúteos protege o joelho.
A propriocepção é sua amiga. Exercícios de equilíbrio ajudam seu corpo a reagir melhor a desequilíbrios repentinos. Se você sente instabilidade no joelho, considere o uso de joelheiras preventivas ou faça um trabalho focado de fortalecimento do vasto medial. Não ignore pequenos falseios articulares; eles são avisos prévios.
A Importância do Aquecimento e Desaquecimento
Mobilidade Articular Pré-Jogo
Não entre na quadra e comece a bater forte. Suas articulações precisam de lubrificação prévia. O líquido sinovial, que nutre e protege a cartilagem, precisa ser estimulado. Comece com giros de braços, rotações de tronco, movimentos de quadril e tornozelo. Solte o corpo. Isso prepara a estrutura mecânica para a carga que virá.
A mobilidade de punho é frequentemente esquecida, mas vital no squash. Faça movimentos circulares e de flexão/extensão suave. O mesmo vale para a coluna. O squash exige muita rotação vertebral. Se sua coluna estiver rígida, você vai compensar no ombro ou no quadril, criando um efeito cascata de tensão.
Dedique pelo menos 5 a 10 minutos para essa mobilidade. É um investimento pequeno de tempo que paga dividendos enormes em prevenção de lesões. Pense nisso como “azeitar” as engrenagens antes de ligar a máquina na potência máxima. Seu corpo agradecerá com movimentos mais fluidos e menos dores pós-jogo.
Ativação Muscular Específica
Depois de soltar as articulações, acorde os músculos. Faça agachamentos, lunges (afundos) controlados e flexões de braço ou elásticos para o manguito. Você precisa dizer ao seu sistema nervoso: “vamos precisar de força e velocidade agora”. Isso melhora o tempo de reação e a estabilidade articular.
A ativação do core (abdômen e lombar) é crucial. O core é o centro de transmissão de força. Se ele estiver “dormindo”, você perde potência e sobrecarrega a coluna lombar. Pranchas rápidas ou abdominais ativam essa região. No squash, você precisa de um tronco estável para bater na bola com precisão enquanto se movimenta.
Use a própria raquete para fazer sombras de movimentos (ghosting) sem a bola. Simule os golpes de forehand e backhand, aumentando a velocidade gradualmente. Isso ativa a memória muscular específica do esporte e prepara os tendões para o padrão de movimento que será exigido em alta intensidade.
Alongamento Dinâmico vs Estático
Antes do jogo, evite alongamentos estáticos longos (ficar parado segurando a posição por 30 segundos). Isso pode na verdade diminuir sua potência muscular temporariamente. Prefira alongamentos dinâmicos: balanços de perna, passadas largas com rotação, movimentos que alongam e contraem o músculo de forma rítmica.
O alongamento estático tem seu lugar, mas é no pós-jogo, no desaquecimento. Depois da partida, aí sim, relaxe a musculatura tensionada. Segure as posições suavemente para ajudar a baixar a frequência cardíaca e reduzir o tônus muscular excessivo. Isso ajuda na recuperação e na manutenção da flexibilidade a longo prazo.
Entender essa diferença é chave. Dinâmico para ativar e aquecer; estático para relaxar e recuperar. Misturar os dois momentos é um erro comum que vejo muitos amadores cometerem. Siga a fisiologia: prepare o corpo para a ação, depois acalme o corpo para o repouso.
Biomecânica do Movimento no Squash
A Cadeia Cinética do Golpe
A força de uma batida de squash não vem do braço; ela vem do chão. Começa nos pés, passa pelas pernas, quadril, tronco, ombro, braço e finalmente chega à raquete. Chamamos isso de cadeia cinética. Se algum elo dessa corrente for fraco ou estiver fora de sincronia, o elo final (geralmente o punho ou cotovelo) sofre sobrecarga.
Muitas lesões de cotovelo ocorrem porque o jogador não usa o tronco. Ele tenta gerar toda a força apenas com o braço. Como fisioterapeuta, corrijo o movimento ensinando o paciente a usar a rotação do quadril e do tronco. Isso distribui a carga por grandes grupos musculares, poupando as pequenas articulações.
Uma raquete adequada facilita essa transferência. Se ela for muito pesada para você, vai quebrar o ritmo da cadeia cinética, atrasando o movimento do braço em relação ao corpo. Se for muito leve, você pode “passar” o braço na frente do corpo. O equipamento deve fluir com seu movimento natural, agindo como um amplificador da sua energia corporal.
Posicionamento dos Pés e Base
Tudo começa com uma boa base. No squash, você precisa chegar na bola antes de bater. Se você bate enquanto ainda está correndo desequilibrado, sua biomecânica fica comprometida. O ideal é plantar o pé, estabilizar e depois golpear. O lunge (passada larga) é o movimento fundamental aqui.
Um lunge bem executado protege o joelho e a coluna. O joelho não deve passar excessivamente da ponta do pé e o tronco deve se manter ereto, não curvado para frente. Raquetes com maior comprimento ou alcance podem ajudar a chegar na bola sem precisar de um lunge tão extremo, o que é bom para quem tem limitações de quadril.
A estabilidade do tornozelo na aterrissagem do lunge é crítica. O tênis deve dar suporte e a raquete deve estar preparada (backswing) antes do pé tocar o chão. Essa coordenação fina entre membros inferiores e superiores é o segredo de um jogo eficiente e seguro. Treinar o jogo de pés é a melhor prevenção contra lesões.
Transferência de Energia e Impacto
No momento do contato com a bola, ocorre uma colisão violenta. A raquete desacelera e a bola acelera. Essa energia de choque viaja pelo quadro da raquete até sua mão. Materiais como grafite e tecnologias de absorção (como elastômeros no cabo) são desenhados para dissipar essa energia ruim antes que ela suba pelo braço.
Se você segura a raquete com muita força (tensão excessiva), você facilita a transmissão dessa vibração para seus tecidos. O ideal é um grip firme, mas relaxado. A raquete deve fazer o trabalho de absorção. Raquetes rígidas demais transferem mais potência para a bola, mas também mais choque para o braço.
Entenda que seu corpo é o ponto final de absorção. Se a raquete não vibrar, seu braço vibrará menos. Se a corda for muito dura, o impacto é mais seco. Buscar o equilíbrio entre um material que despacha a bola e um que protege seu braço é a chave da nossa análise de produtos a seguir. A biomecânica agradece a tecnologia bem aplicada.
Como Escolher a Melhor Raquete de Squash
Escolha uma Raquete de Squash de Acordo com o Nível ou Estilo de Jogo
Se você está começando, não compre a raquete do campeão mundial. Ela provavelmente é muito rígida e difícil de controlar. Iniciantes se beneficiam de raquetes com cabeça maior e um pouco mais de peso para ajudar na estabilidade. Isso perdoa batidas fora do centro e evita frustração e dores iniciais.
Jogadores intermediários já têm o swing formado e podem buscar materiais mais leves para ganhar agilidade. Aqui, o foco começa a ser o controle de bola. Raquetes equilibradas (balance) são ótimas nessa fase. Você já sabe gerar sua própria força, então não precisa de tanta ajuda da raquete, mas ainda precisa de conforto.
Avançados buscam especificidade. Alguns querem potência pura e usam raquetes “teardrop”. Outros querem precisão cirúrgica e usam raquetes de garganta fechada. Nesse nível, o jogador conhece seu corpo e sabe o quanto de vibração aguenta em troca de performance. A escolha é fina e baseada em nuances táticas.
Alumínio, Grafite ou Fibra de Carbono? Avalie o Material de Fabricação
Fuja do alumínio se você pretende jogar com frequência. Raquetes de alumínio são baratas e duráveis, mas vibram terrivelmente. Elas são apenas para uso recreativo esporádico. Clinicamente, são as maiores causadoras de desconforto em iniciantes. O alumínio não tem capacidade de amortecimento.
O composto de grafite (composite) é o degrau intermediário. Mistura grafite com outros metais ou fibras. Já oferece uma absorção muito melhor e um peso reduzido. É um excelente custo-benefício para quem joga uma ou duas vezes por semana e quer proteger o braço sem gastar muito.
A fibra de carbono ou grafite puro é o padrão ouro. É leve, rígida na medida certa e tem excelente capacidade de dissipar vibrações. Tecnologias modernas adicionam materiais como o grafeno ou tecelagens especiais para melhorar ainda mais essa sensação. Para qualquer jogador sério, o investimento em carbono é um investimento em saúde articular.
Escolha entre Garganta Aberta, Fechada ou Híbrida a Depender do Objetivo
Raquetes de garganta aberta (teardrop ou gota) têm cordas principais mais longas. Isso gera um efeito trampolim maior. A bola sai com mais velocidade e facilidade. Se você tem um swing mais curto ou menos força física, esse formato ajuda muito. É o formato mais popular hoje em dia por ser versátil.
A garganta fechada (com uma ponte no meio) encurta as cordas. Isso diminui o efeito trampolim, mas aumenta a estabilidade da cabeça da raquete. O resultado é um controle absurdo. Você sente exatamente para onde a bola vai. No entanto, se bater fora do centro, a raquete vibra mais e a bola morre. Exige técnica apurada.
O modelo híbrido tenta juntar os dois mundos. Tem uma ponte pequena ou um formato de gota modificada. É uma tentativa de oferecer potência decente com bom controle. Teste os modelos se possível. A sensação da batida muda drasticamente de um formato para o outro e isso é muito pessoal.
Confira se o Padrão de Encordamento da Raquete é Aberto ou Fechado
O padrão de cordas (ex: 14×18 ou 16×19) influencia o contato com a bola. Um padrão aberto (menos cordas, ex: 14×18) morde mais a bola, gerando mais “cut” ou efeito. Também oferece mais potência, pois a cama de cordas é mais elástica. É geralmente mais confortável para o braço.
Um padrão fechado (mais cordas, ex: 16×19) cria uma superfície mais densa e firme. Isso dá mais controle direcional, mas diminui a potência e o spin. A batida é mais seca. Jogadores que batem plano e forte costumam gostar desse padrão pela precisão que ele oferece nas paralelas.
Lembre-se também da tensão. Cordas frouxas dão potência e conforto; cordas tensas dão controle e transmitem mais choque. Como fisioterapeuta, sugiro começar com tensões médias ou baixas se você tem histórico de dor. O padrão de encordamento trabalha em conjunto com a tensão para definir a dureza da raquete.
Para maior Velocidade, Escolha um Balanceamento de Cabeça Leve
O balanço “Head Light” (cabo pesado/cabeça leve) faz a raquete parecer mais leve do que realmente é. Isso facilita muito a movimentação rápida, reações de voleio e “flicks” de punho. Para o ombro, é menos taxativo, pois o peso está perto da mão, reduzindo o braço de momento.
O balanço “Head Heavy” (cabeça pesada) ajuda a guiar o swing. A raquete “cai” na bola com mais peso, gerando potência. Porém, exige mais controle excêntrico do punho e antebraço para frear o movimento. Pode cansar mais a musculatura se você não tiver a técnica correta de deixar a raquete trabalhar.
O “Even Balance” (equilibrada) fica no meio termo. É a escolha mais segura para quem não sabe o que prefere. Oferece um bom compromisso entre manobrabilidade e potência. A maioria das raquetes profissionais modernas tende a ser levemente “Head Light” ou equilibrada para favorecer o jogo rápido atual.
Pesquise os Acessórios que Acompanham Cada Raquete de Squash
Muitas raquetes vêm com uma capa completa. Isso é importante para proteger o grafite de variações de temperatura e impactos no transporte. Uma microfissura no quadro pode alterar a vibração da raquete e causar quebra repentina. Cuide do seu equipamento.
O antivibrador (dampener) é aquele pedacinho de borracha nas cordas. Ele não muda muito a vibração que vai para o braço (isso depende do quadro), mas muda o som da batida. O som “seco” pode dar uma percepção psicológica de dureza. Muitos jogadores preferem o som abafado. Experimente.
Verifique o grip original. Marcas premium geralmente vêm com grips de alta qualidade. Marcas de entrada vêm com grips finos e ruins. Esteja preparado para comprar um overgrip ou trocar o cushion grip logo de cara. O conforto da sua mão é a prioridade número um para evitar bolhas e tensão excessiva.
Top 5 Melhores Raquetes de Squash
TECNIFIBRE Raquete de Squash Tecnifibre Carboflex Airshaft 125
Com Reposta Dinâmica e Boa Estabilidade
Esta raquete é um ícone nas quadras e usada por grandes profissionais, como Mohamed El Shorbagy. O que me chama a atenção nela, do ponto de vista biomecânico, é o design “Airshaft” da estrutura. O eixo foi desenhado para cortar o ar com menos resistência. Para você, isso significa que seu ombro precisa fazer menos força para acelerar a raquete, reduzindo a fadiga ao longo de uma partida de 5 sets.
A construção em grafite de alta qualidade oferece uma rigidez que transfere potência de forma eficiente, sem ser “dura” demais para o braço. A Tecnifibre tem uma tecnologia chamada “X-Arms” que estabiliza o quadro no impacto. Isso é excelente para prevenir a torção da raquete na mão em batidas fora do centro, poupando seu punho de microtraumas repetitivos. A estabilidade é sinônimo de proteção articular.

Ela pesa 125g, o que a coloca na categoria das leves. Isso favorece jogadores que gostam de um jogo rápido e de ataque. A capacidade de gerar velocidade de cabeça com essa raquete é impressionante. No entanto, por ser leve e rígida, ela exige que você tenha um swing consistente. Se você bater atrasado com frequência, pode sentir um pouco o impacto, mas a tecnologia de absorção faz um bom trabalho em mitigar isso.
O encordamento pré-instalado geralmente é o Dynamix V.P., uma corda de ponta da Tecnifibre. Isso já é um ganho enorme, pois cordas de qualidade melhoram a elasticidade e o conforto. Você não precisará trocar a corda assim que comprar, o que é comum em outras marcas. A sensação de batida é nítida, dando um feedback tátil excelente para sua propriocepção ajustar a força do próximo golpe.
O formato “teardrop” (gota) garante potência fácil. Mesmo se você estiver em uma posição defensiva difícil, esticado num lunge, consegue despachar a bola para o fundo da quadra com um simples movimento de punho. Isso reduz a necessidade de swings amplos e forçados quando o corpo está desequilibrado, protegendo sua coluna lombar de torções excessivas.
Um ponto de atenção é o balanço. Ela pode parecer um pouco mais pesada na cabeça para alguns, apesar do peso total baixo. Isso ajuda no swing, mas requer que seus extensores de punho estejam em dia. Recomendo exercícios de fortalecimento com elásticos para quem migra de uma raquete mais equilibrada para esta, para adaptar a musculatura à inércia da cabeça.
A durabilidade do quadro é boa, mas como toda raquete de alta performance de carbono, ela não gosta de paredes. O bumper protetor é eficiente, mas evite “escavar” a parede. Impactos diretos no grafite podem criar pontos de tensão que mudam a vibração da raquete. Cuide dela e ela cuidará do seu braço.
Em termos de grip, o formato da Tecnifibre é ligeiramente retangular, o que ajuda muito a sentir a face da raquete. Isso evita que você precise olhar para a raquete, permitindo foco total na bola. A textura do grip original é aderente, reduzindo a força de preensão necessária. Menos força de preensão significa antebraço mais relaxado e menos risco de epicondilite.
Para quem indico? Jogadores de nível intermediário a avançado que buscam performance agressiva e velocidade. Se você já tem uma técnica de base sólida e quer um equipamento que responda instantaneamente aos seus comandos neurais, essa é a máquina. É uma raquete que te convida a jogar rápido.
Resumindo, a Carboflex Airshaft 125 é uma obra de engenharia esportiva. Ela combina aerodinâmica (menos arrasto) com estabilidade estrutural. Do meu ponto de vista clínico, é uma ferramenta segura se usada com a técnica correta, pois sua leveza e potência ajudam a finalizar os pontos sem exigir força bruta desmedida do atleta.

KARAKAL Raquete de Squash Pro Hybrid Karakal
Potência e Velocidade nos Golpes
A Karakal é famosa por produzir equipamentos leves e a Pro Hybrid não foge à regra. O diferencial aqui é a fusão de tecnologias para oferecer um meio termo entre controle e potência. A estrutura híbrida tenta pegar o melhor da garganta aberta e da fechada. Isso resulta em uma raquete que vibra de maneira diferente, com uma frequência que muitos jogadores acham confortável e menos agressiva aos tecidos moles do braço.
Ela utiliza nano grafite na composição, o que permite paredes mais finas e leves sem perder a resistência. O peso reduzido é um alívio para a articulação do ombro, especialmente no músculo supraespinhal, que sofre muito com raquetes pesadas em movimentos repetitivos acima da cabeça. Se você tem histórico de tendinite no ombro, olhar para o peso total é crucial, e esta raquete brilha nesse quesito.

A área de batida é generosa. Isso é um fator de “perdão”. Quando você acerta a bola fora do centro em uma raquete muito exigente, a vibração é caótica e lesiva. Na Pro Hybrid, o sweet spot ampliado ajuda a dissipar essa energia de forma mais homogênea. Para o jogador de clube que não acerta 100% das bolas no meio, isso significa terminar o jogo com o braço menos dolorido.
O equilíbrio tende a ser confortável, não pendendo excessivamente para a cabeça. Isso facilita a manobrabilidade naquelas bolas “em cima do corpo”, onde você precisa reagir rápido e recolher o braço. Essa agilidade evita que você faça movimentos biomecanicamente estranhos para compensar o atraso do equipamento. Manter a biomecânica limpa é a melhor prevenção.
O grip da Karakal (geralmente o PU Super Grip) é mundialmente conhecido. É grosso e macio, oferecendo um amortecimento extra direto na palma da mão. Isso age como um primeiro filtro de vibração antes que ela suba para o punho. Muitos jogadores compram grips da Karakal para colocar em outras raquetes; aqui, ele já vem de fábrica.
A potência gerada por ela é “fácil”. Você não sente que precisa esmagar a bola. O quadro reage bem, devolvendo a energia cinética. Isso é ótimo para o jogador que joga mais na inteligência e colocação do que na força bruta. Menos força aplicada significa menor tensão muscular e menor compressão articular durante a partida.
Um detalhe interessante é o sistema de absorção de choque integrado na garganta. Ele visa quebrar as ondas de choque de alta frequência. São essas ondas que, cronicamente, irritam a inserção dos tendões no cotovelo. Ter uma tecnologia focada nisso mostra que a marca se preocupa com o conforto e a saúde do jogador, não apenas com a velocidade da bola.
A estética e o acabamento também contam. Um equipamento que você confia mentalmente ajuda na performance. A Karakal costuma ter designs arrojados. Sentir-se bem com a raquete na mão aumenta a confiança para soltar o braço e realizar o movimento completo (follow-through), o que é mecanicamente mais seguro do que frear o braço logo após o impacto.
Indico esta raquete para jogadores intermediários que querem evoluir seu jogo ofensivo sem sacrificar o conforto. É uma excelente transição de uma raquete de entrada para uma de performance. Ela oferece recursos profissionais em um pacote que não exige técnica perfeita para ser aproveitado.
Em conclusão, a Karakal Pro Hybrid é uma escolha inteligente para quem valoriza a saúde do braço a longo prazo. O grip superior, a leveza e a tecnologia de absorção de choque formam um trio de proteção que, aliado à boa potência, torna o jogo prazeroso e menos desgastante fisicamente.

TECNIFIBRE Raquete de Squash Carboflex 125 X-TOP Tecnifibre
Modelo Extremamente Leve da Tecnifibre
A X-TOP é a evolução da linha Carboflex e traz uma inovação que altera a física da raquete: a remoção do bumper de plástico tradicional. No lugar, usaram fibras de aramida ativas para proteção. O resultado? Menos peso na cabeça e uma aerodinâmica superior. Para o seu punho, isso significa uma raquete incrivelmente rápida e fácil de manobrar. A inércia reduzida facilita correções de última hora sem sobrecarregar os tendões.
A ausência do bumper plástico muda o balanço. A raquete fica mais ágil. Jogadores que sofrem com fadiga no antebraço no final dos jogos vão adorar essa sensação. A raquete parece uma extensão natural da mão. Isso melhora a propriocepção, permitindo que você sinta onde a cabeça da raquete está no espaço sem esforço cognitivo ou muscular extra.

A tecnologia X-TOP também promete maior durabilidade e deslize na parede. Quando a raquete raspa na parede, o plástico costumava travar um pouco o movimento, gerando um tranco no ombro. Com a superfície lisa da X-TOP, a raquete desliza melhor. Esse detalhe parece pequeno, mas evita micro-traumas de tração na articulação glenoumeral quando você está cavando aquela bola difícil no canto.
O material do quadro continua sendo de altíssima qualidade. A rigidez é calibrada para potência explosiva. É uma raquete viva. A bola sai com muita velocidade. Isso permite que você jogue com um swing mais compacto e econômico. Biomecanicamente, swings compactos são mais fáceis de controlar e expõem menos o corpo a amplitudes extremas de movimento sob carga.
Como na Airshaft, as cordas Dynamix V.P. são um diferencial. A elasticidade dessas cordas trabalha em conjunto com o quadro rígido. É um casamento perfeito entre potência e sensação. O feedback tátil é preciso. Você sabe se bateu bem ou mal instantaneamente, o que é fundamental para o aprendizado motor e correção técnica contínua.
Por ser extremamente leve e rápida, ela pode ser um pouco “arisca” para iniciantes. Se você não tiver firmeza no punho no momento do impacto, a raquete pode oscilar. Para jogadores avançados, essa instabilidade é controlável e se transforma em capacidade de fazer fintas e mudar a direção da bola no último segundo.
A vibração é muito bem controlada, apesar da ausência do peso do plástico na ponta (que costuma ajudar a absorver). A engenharia interna do grafite compensa isso. Sinto que é uma raquete que não “bate” de volta no jogador. A energia vai para a bola. Isso é o cenário ideal para prevenir a epicondilite lateral e medial.
O cabo fino e ergonômico facilita a troca de empunhadura. No squash, mudamos pouco o grip durante o ponto, mas pequenos ajustes de “abrir” ou “fechar” a face são necessários. A facilidade com que você manipula a X-TOP na mão reduz a tensão nos músculos intrínsecos da mão, prevenindo cãibras e dores nos dedos.
Indico fortemente para competidores e jogadores assíduos que buscam o topo da tecnologia. Se você joga várias vezes na semana, a redução de arrasto e peso que a X-TOP oferece vai se traduzir em menos cansaço acumulado e recuperação mais rápida entre as sessões.
Finalizando, a Carboflex 125 X-TOP é uma revolução em design funcional. Ao retirar peso “morto” (o plástico) e reforçar a estrutura com materiais nobres, a Tecnifibre criou uma raquete que respeita a biomecânica da velocidade. É uma ferramenta de precisão que protege seu corpo ao permitir um jogo fluido e sem atritos desnecessários.

KARAKAL Raquete de Squash Karakal Raw Pro 2.0 Joel Makin
Raquete Utilizada por Joel Makin
Joel Makin é um dos jogadores mais físicos e resistentes do circuito mundial. A raquete que leva sua assinatura reflete esse estilo: robustez e consistência. A Raw Pro 2.0 tem um peso ligeiramente diferente e um balanço ajustado para oferecer uma sensação de solidez. Diferente das raquetes super leves, esta oferece um pouco mais de massa para “atravessar” a bola.
Ter um pouco mais de massa na raquete (sem ser excessivo) pode ser benéfico para absorção de impacto. A física explica: quanto maior a massa do objeto que colide (raquete), menos ele recua ao atingir a bola. Isso significa que a raquete absorve a pancada, não o seu braço. Para jogadores que gostam de sentir a bola e ter um jogo de ritmo cadenciado, essa estabilidade é terapêutica.

O formato da cabeça é projetado para controle. As cordas são densas no centro, o que dá precisão. Porém, isso exige que você olhe para a bola e acerte o meio. Se você tem boa coordenação olho-mão, essa raquete vai recompensar você com golpes cirúrgicos. Se bater muito fora, vai sentir a perda de potência, mas a estrutura sólida segura bem a vibração torcional.
O acabamento “Raw” (sem pintura excessiva) tem uma função além da estética: reduzir peso cosmético para manter o peso funcional do grafite. Menos tinta significa mais material de performance dentro do limite de peso. Isso mostra um foco em eficiência. A raquete tem uma sensação “crua” e direta, conectando você ao jogo.
O grip, novamente, é um ponto forte da Karakal. A pega é segura e confortável. A geometria do cabo nesta versão parece favorecer quem segura a raquete um pouco mais em cima, encurtando a alavanca para maior controle. Isso é ótimo para voleios e jogo rápido no T (meio da quadra), exigindo menos alavanca do ombro.
A durabilidade dessa raquete é elogiada. Ela aguenta o tranco de jogos longos e intensos. Para o jogador amador que não quer trocar de raquete a cada 6 meses, isso é um fator econômico e de adaptação. Mudar de raquete constantemente altera sua memória muscular e pode causar dores transitórias de adaptação; manter um equipamento consistente é bom para o corpo.
Em termos de rigidez, ela é firme. Isso é bom para potência, mas requer um braço treinado. Se você tem musculatura muito fraca no antebraço, pode achar ela um pouco “dura” no começo. Recomendo baixar um pouco a tensão da corda se sentir desconforto inicial, para amaciar o contato.
O design do eixo (garganta) é alongado, o que aumenta o efeito chicote das cordas principais. Isso ajuda a gerar potência profunda (lenght) sem precisar fazer um swing exagerado. Manter a bola no fundo da quadra com menos esforço físico é a chave para vencer no squash e para poupar suas costas de ter que correr atrás de bolas curtas o tempo todo.
Indico a Raw Pro 2.0 para jogadores de nível intermediário a avançado que admiram um jogo de construção, paciência e força física, similar ao de Joel Makin. Não é uma raquete de “truques”, é uma raquete de trabalho duro e consistência.
Portanto, a Karakal Raw Pro 2.0 é uma ferramenta sólida. Sua estabilidade é seu maior trunfo biomecânico, protegendo o braço através da massa bem distribuída e construção de qualidade. É uma raquete para quem joga sério e quer um equipamento que aguente a pressão.

DUNLOP Raquete Squash Dunlop Blaze Pro
Para Treinos e Jogadores Casuais
A Dunlop Blaze Pro entra em uma categoria diferente das anteriores. É uma raquete voltada para iniciantes ou uso recreativo. Geralmente construída em alumínio fundido ou um compósito de liga metálica, ela é mais pesada e menos tecnológica que as de grafite puro. Como fisioterapeuta, preciso ser honesto: o alumínio vibra muito mais. Ele não tem as propriedades de amortecimento do carbono.
No entanto, ela tem seu lugar. Para quem vai jogar uma vez por mês ou está apenas testando o esporte, o custo-benefício é imbatível. Ela é robusta. Se você bater na parede (o que iniciantes fazem muito), ela amassa mas não quebra fácil como o grafite. Essa durabilidade mecânica é o ponto forte para o aprendizado dos primeiros movimentos sem medo de destruir um equipamento caro.

O peso é maior, geralmente acima de 160g ou 170g encordoada. Isso torna o swing mais lento. Biomecanicamente, isso obriga o iniciante a preparar o golpe mais cedo, o que é um bom hábito pedagógico. Porém, o peso extra cansa o ombro rápido. Não recomendo jogar partidas de alta intensidade ou longa duração com ela, pois a fadiga muscular chegará antes do fim do jogo, aumentando o risco de lesão por má forma técnica.
A cabeça costuma ser grande, oferecendo um sweet spot enorme. Isso é ótimo para quem ainda não tem a coordenação fina. Acertar a bola é mais fácil. Isso gera motivação para continuar no esporte. O primeiro passo para a saúde é se manter ativo, e se a raquete facilita o início, ela cumpre uma função de saúde pública importante.
O encordamento de fábrica é básico e durável, mas pouco elástico. A sensação é de uma “tábua”. Isso transfere bastante choque para a mão. Sugiro fortemente usar um antivibrador nesta raquete para tentar mitigar um pouco essa sensação desagradável da vibração metálica de alta frequência.
O grip original também costuma ser fino e de baixa absorção. Minha recomendação clínica imediata ao comprar uma Blaze Pro é: compre um overgrip acolchoado junto. Coloque por cima. Isso vai aumentar um pouco a espessura do cabo (o que é bom, pois cabos finos demais forçam a preensão) e melhorar drasticamente o conforto e a absorção de suor.
O equilíbrio é geralmente voltado para a cabeça ou equilibrado, para ajudar a raquete a passar pela bola com inércia, já que o material não gera potência elástica (“trampolim”) como o grafite. Você depende da massa da raquete para empurrar a bola. Use o peso dela a seu favor, deixe o braço solto e não tente “brigar” contra a raquete.
Não use esta raquete se você já tem dores no cotovelo. A transmissão de choque do alumínio é direta. Ela é uma raquete de entrada, de transição. Use-a para aprender as regras, a movimentação e os golpes básicos. Assim que decidir que o squash é seu esporte, migre para uma raquete de grafite composto ou grafite puro.
Para escolas de squash ou para ter como “raquete de empréstimo” para aquele amigo que nunca jogou, ela é perfeita. Resiste ao abuso e cumpre o papel. Mas não espere performance ou proteção articular refinada aqui.
Em resumo, a Dunlop Blaze Pro é a porta de entrada. Ela é acessível e resistente. Do ponto de vista fisioterapêutico, ela exige cautela: use para jogos curtos, recreativos e de aprendizado. Não é uma ferramenta para performance atlética, mas sim para iniciação esportiva. Respeite os limites do equipamento e do seu corpo.

Veja Também nossas Indicações de Outras Raquetes
Além das top 5 detalhadas, o mercado oferece outras opções que merecem menção honrosa. A Dunlop FX Team 125 é uma excelente opção intermediária, trazendo manobrabilidade de grafite a um preço acessível. A Harrow Junior 130 é fundamental para crianças; não deixe seu filho jogar com raquete de adulto, o peso vai lesionar o ombro em desenvolvimento dele.
A SquashGalaxy Intro 5000 e a Lunnade aparecem como opções de kits iniciantes. Cuidado com kits muito baratos; verifique sempre se a raquete é de “fused graphite” (grafite fundido) ou alumínio. Sempre que possível, opte pelo grafite ou compósito, mesmo que seja um modelo de entrada. A Head Radical 135 X também é uma competidora forte, com a tecnologia de grafite da Head que oferece uma sensação muito sólida e “seca”, preferida por tenistas que migram para o squash.
Top 5 Melhores Raquetes de Squash
Relembrando nosso ranking focado em qualidade técnica e saúde articular:
- Tecnifibre Carboflex Airshaft 125: A melhor para performance e velocidade sem sacrificar o corpo (com técnica adequada).
- Karakal Pro Hybrid: O melhor equilíbrio entre conforto, absorção de vibração e potência fácil.
- Tecnifibre Carboflex 125 X-TOP: Tecnologia de ponta para quem busca leveza extrema e proteção por agilidade.
- Karakal Raw Pro 2.0: Estabilidade e consistência para o jogador forte e técnico.
- Dunlop Blaze Pro: A opção honesta e robusta para dar as primeiras raquetadas.
Fisioterapia Aplicada ao Squash
Para encerrar, quero falar diretamente com você sobre como manter seu corpo jogando por décadas. O squash é maravilhoso, mas é agressivo. A “fisioterapia preventiva” não é apenas ir ao médico quando dói; é o que você faz antes e depois do jogo.
Invista tempo na liberação miofascial. Use um rolinho de espuma (foam roller) nas panturrilhas, quadris e nas costas (grande dorsal) após os jogos. Isso solta a fáscia, melhora a circulação e reduz a tensão muscular acumulada que gera desequilíbrios. Uma bolinha de tênis ou lacrosse para massagear a sola do pé (fascia plantar) e os glúteos também faz milagres para soltar a cadeia posterior.
Se você sentir dor no cotovelo (epicondilite), não insista. Gelo é bom na fase aguda (primeiras 48h de dor intensa), mas o segredo da cura é o fortalecimento excêntrico e a correção do gesto esportivo. Muitas vezes, ajustamos a espessura do grip da raquete e a dor desaparece porque a biomecânica da pegada mudou. Pequenos ajustes de equipamento têm grandes repercussões fisiológicas.
Por fim, não esqueça do trabalho de core e estabilidade de quadril. Se seu quadril for estável, seu joelho sofre menos nos lunges e sua coluna fica protegida nas rotações. O squash é um jogo de pernas e glúteos; o braço apenas finaliza o serviço. Fortaleça a base, escolha a raquete certa (de preferência grafite!) e divirta-se na quadra com saúde.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”