TRAXART Patins Faster Traxart

Top 5 Melhores Patins Inline (Traxart, Vollo e mais)

Por Que Confiar em Nós?

Minha Experiência Clínica com Patinadores

Ao longo dos anos atendendo em clínica, recebi diversos pacientes com queixas relacionadas à prática de esportes sobre rodas. Desde tendinites por esforço repetitivo até traumas agudos por quedas, vi de perto o que um equipamento inadequado pode fazer com o corpo humano. Minha análise não se baseia apenas em especificações técnicas de fábrica, mas na compreensão de como cada peça do patins interage com a sua anatomia. Sei identificar quando uma bota não oferece o suporte lateral necessário para o tornozelo ou quando uma base de baixa qualidade transfere vibração excessiva para os joelhos e coluna lombar.

Testes Práticos e Análise Biomecânica

Não basta ler o manual; é preciso sentir a resposta do equipamento no asfalto e em superfícies lisas. Avaliamos a estabilidade do “cuff” — a parte do cano da bota — para garantir que ele atue quase como uma órtese funcional, protegendo seus ligamentos durante a passada. Verificamos a fluidez dos rolamentos não apenas pela velocidade, mas pela economia de energia muscular que eles proporcionam. Um rolamento ruim exige que seu quadríceps e glúteos trabalhem o dobro, gerando fadiga precoce e aumentando o risco de lesão por cansaço muscular.

O Feedback Real dos Meus Pacientes

As histórias que ouço no consultório são dados valiosos que moldam estas recomendações. Pacientes relatam quais modelos causaram bolhas crônicas, quais fechos estouraram no meio de um passeio e quais botas cederam após poucos meses de uso, perdendo a firmeza. Integro esses relatos de vida real com meu conhecimento técnico. Quando digo que um patins é confortável, estou considerando a ausência de pontos de pressão que poderiam comprimir nervos periféricos ou causar calosidades dolorosas que impediriam você de continuar patinando.

O que São os Patins Inline?

A Anatomia do Patins Inline

Os patins inline se diferenciam pela disposição das rodas em uma única linha centralizada sob a base do pé. Essa configuração altera completamente a distribuição de peso e o centro de gravidade em comparação aos patins tradicionais (quad). A estrutura básica compõe-se de uma bota (bota interna e externa), base (frame ou chassi), rodas e rolamentos. Para nós, fisioterapeutas, o ponto crucial é o alinhamento que essa estrutura exige. O inline demanda um controle neuromuscular mais refinado dos inversores e eversores do tornozelo para manter a estabilidade vertical.

Diferença Biomecânica para o Quad

Enquanto os patins quad (com quatro rodas em pares) oferecem uma base de sustentação alargada lateralmente, o inline oferece uma base estreita. Isso significa que, no inline, o desafio de equilíbrio é muito maior no plano frontal (laterais). Essa característica torna o inline excelente para desenvolver a propriocepção, que é a noção do corpo no espaço. O movimento de propulsão no inline também é mais semelhante à patinação no gelo, permitindo ângulos de ataque mais agressivos e maior velocidade, o que exige mais da cadeia posterior e dos adutores para o controle do movimento.

Evolução Tecnológica e Materiais

Antigamente, os patins eram rígidos e pesados, o que sobrecarregava a musculatura tibial anterior. Hoje, vemos o uso de materiais compósitos, fibras de carbono e plásticos de alta densidade que oferecem leveza sem perder a rigidez necessária para a proteção. A evolução das rodas de poliuretano (PU) também foi um marco, pois elas funcionam como o primeiro sistema de amortecimento do patins. Um PU de boa qualidade absorve as microvibrações do solo, poupando suas articulações, desde o tornozelo até a coluna cervical, do impacto repetitivo de cada passada.

Como Escolher o Melhor Patins Inline

Observe a Indicação de Uso: Recreação, Fitness, Passeio, Freestyle

O primeiro passo para evitar frustração e dor é alinhar o equipamento ao seu objetivo. Patins de recreação priorizam o conforto imediato e a ventilação, com botas mais macias (softboots), ideais para quem vai andar em parques planos e por pouco tempo. Já os modelos de Fitness buscam desempenho cardiovascular, com rodas maiores para manter a velocidade e bases mais longas para estabilidade direcional.

Para o Freestyle ou Urban, a conversa muda de figura. Aqui precisamos de botas rígidas (hardboots) e bases curtas. Isso permite manobras rápidas e mudanças bruscas de direção sem que o pé “dance” dentro do patins. Usar um patins de recreação para tentar saltos ou slalom é um convite para uma entorse de grau dois ou três, pois a estrutura macia não vai segurar a força lateral que você aplicará no tornozelo.

Botas Rígidas São Mais Seguras para Iniciantes

Muitos iniciantes caem no erro de achar que a bota mais macia é a melhor. Na fisioterapia, sabemos que um tornozelo destreinado precisa de suporte externo. A bota rígida (hardboot) atua como um exoesqueleto. Ela limita a amplitude de movimento lateral excessiva, impedindo que o pé vire para dentro (pronação excessiva) ou para fora (supinação), o que é extremamente comum quando a musculatura ainda não está adaptada.

Além da segurança articular, a bota rígida transmite melhor a energia. Quando você empurra o chão, a força vai direto para as rodas, sem se dissipar na deformação do tecido da bota. Isso torna a patinação mais eficiente e menos cansativa. Para quem está começando, essa estabilidade extra gera confiança psicológica, fundamental para relaxar a tensão muscular desnecessária nos ombros e pescoço durante o aprendizado.

A durabilidade das hardboots também é superior. Elas aguentam ralados e impactos contra guias e chão, protegendo os ossos do pé contra contusões diretas. Se você planeja patinar na rua, onde o ambiente é imprevisível, a proteção física de uma carcaça plástica sólida é um diferencial de segurança que não deve ser ignorado.

Prefira Patins que Tenham Fechamento Triplo

O sistema de fechamento é o cinto de segurança do seu pé. Um fechamento triplo ideal consiste em cadarço (para ajuste fino ao longo do dorso do pé), velcro ou presilha no peito do pé (para fixar o calcanhar no fundo da bota) e presilha superior no tornozelo (para estabilizar a tíbia). Essa tríade garante que o pé e o patins se movam como uma unidade única.

Quando o calcanhar levanta dentro da bota (heel lift), você perde controle e pode desenvolver tendinite no tendão de Aquiles pelo atrito constante. A presilha de 45 graus (no peito do pé) é vital para evitar isso. Ela trava o retropé na posição correta, garantindo que a mecânica da passada seja executada com precisão.

Evite modelos que dependem apenas de presilhas plásticas frágeis ou apenas de cadarços. A pressão precisa ser distribuída. Um bom sistema de fechamento não deve cortar a circulação sanguínea. Se você sente formigamento nos dedos após 10 minutos, o sistema está apertado demais ou é mal projetado, comprimindo o feixe neurovascular dorsal do pé.

Rodas Menores, de 72 a 80 mm, Garantem Mais Estabilidade

O tamanho das rodas dita a altura do seu centro de gravidade. Quanto mais próximo do chão você estiver, mais fácil será manter o equilíbrio. Rodas entre 72mm e 80mm são o padrão ouro para iniciantes e patinação urbana geral. Elas oferecem um compromisso excelente entre agilidade e controle.

Rodas muito grandes (90mm, 100mm ou 110mm) funcionam como alavancas longas. Qualquer pequeno desvio no tornozelo é amplificado, exigindo uma força muscular muito maior para corrigir a postura. Para quem ainda não tem a propriocepção aguçada e os tendões fortalecidos, rodas gigantes podem levar a uma sobrecarga rápida dos músculos fibulares e tibiais.

Além disso, rodas menores facilitam a aceleração. Para ambientes urbanos com paradas frequentes, é mais fácil colocar o patins em movimento com rodas de 80mm do que com rodas de maratona. Isso reduz o esforço inicial dos joelhos e quadris a cada arrancada, tornando o passeio mais prazeroso e menos extenuante.

Se For Andar no Asfalto, Rodas com Dureza Acima de 85A Vão Durar Mais

A dureza da roda é medida na escala “A”. Para asfalto, que é abrasivo e quente, rodas macias (abaixo de 82A) se desgastam muito rápido e podem “agarrar” demais, o que aumenta o risco de tropeços em irregularidades. Rodas com dureza 85A ou superior deslizam melhor sobre as imperfeições e têm vida útil longa.

Do ponto de vista físico, uma roda mais dura deforma menos sob o peso do corpo. Isso significa menos atrito de rolamento, ou seja, você mantém a velocidade com menos esforço. No entanto, rodas extremamente duras (acima de 88A) transferem muita vibração. O equilíbrio ideal para rua geralmente fica entre 84A e 85A.

Lembre-se que rodas gastas de forma irregular alteram a pisada. Se você não fizer o rodízio das rodas, acabará forçando suas articulações em ângulos antinaturais para compensar o desgaste do poliuretano. Rodas de boa dureza mantêm o perfil arredondado por mais tempo, preservando a biomecânica correta.

Rolamentos com Classificação ABEC5 São Mais Estáveis para Quem Vai Começar

A classificação ABEC refere-se à precisão de fabricação das esferas do rolamento. Embora números maiores (ABEC 7, 9) sugiram mais velocidade, para o iniciante, o controle é mais importante. Um rolamento ABEC 5 ou 7 de boa marca oferece um giro suave e consistente, sem acelerar descontroladamente em descidas leves.

A estabilidade do rolamento também se refere à sua resistência a cargas laterais e sujeira. Rolamentos muito “rápidos” e abertos às vezes são mais frágeis. Para quem está aprendendo, um rolamento blindado e robusto é preferível, pois exige menos manutenção e suporta os impactos do aprendizado sem travar.

Não se deixe levar apenas pelo número. A qualidade do aço e a lubrificação importam mais. Um ABEC 5 bem lubrificado é melhor para a saúde do seu movimento do que um ABEC 9 seco e enferrujado que exige força excessiva para girar. O objetivo é a fluidez para poupar energia.

Observe o Material da Base de Encaixe das Rodas

A base (frame) conecta as rodas à bota. Bases de plástico ou compósito absorvem melhor a vibração, sendo mais confortáveis para passeios leves, mas podem torcer sob o peso de patinadores mais pesados ou em curvas fortes, perdendo eficiência. Bases de alumínio são rígidas e transferem a força com precisão.

Para a maioria dos adultos, recomendo bases de alumínio. A rigidez garante que, quando você empurra, o patins responde. Isso evita a sensação de “patinar na areia”, onde parte da sua energia é perdida na torção do material. Menos desperdício de energia significa menos fadiga muscular precoce.

Verifique se a base é ajustável lateralmente. Alguns modelos permitem mover a base para dentro ou para fora. Isso é um recurso fantástico para corrigir problemas de pisada (pronação ou supinação) diretamente no equipamento, alinhando o centro da roda com o seu centro de gravidade individual.

Verifique o Peso Suportado pelos Patins!

Essa é uma questão de segurança estrutural. Todo equipamento tem um limite de carga para o qual foi projetado. Exceder esse limite não apenas arrisca a quebra do patins, o que pode causar acidentes graves, mas também compromete a função dos componentes.

Se o peso for excessivo para o modelo, as rodas se deformam (aumentando o atrito), os rolamentos podem estourar e a bota pode perder a rigidez lateral necessária para segurar o tornozelo. Isso força o patinador a adotar posturas compensatórias nocivas, como valgo dinâmico de joelho (joelhos para dentro).

Respeitar o limite de peso garante que o sistema de amortecimento e suporte funcione como planejado. Se você está próximo do limite de um modelo, opte por um mais robusto, geralmente da categoria Urban ou Freestyle, que são construídos com materiais reforçados.

Para Mais Conforto e Segurança, Escolha o Tamanho Adequado para os Seus Pés

Patins não são tênis de corrida. Eles precisam ficar justos (snug fit). Um patins largo permite que o pé deslize dentro da bota, causando bolhas por fricção e, pior, perda de controle. Se o pé se move, o patins não responde imediatamente ao seu comando, criando um atraso perigoso na reação.

Por outro lado, patins apertados demais comprimem dedos e peito do pé, causando dormência e dor isquêmica. O ideal é que, na posição em pé com joelhos flexionados (posição de patinação), seus dedos apenas toquem a frente da bota sem se curvarem, e o calcanhar esteja travado.

Meça seus pés em centímetros e use a tabela da marca. Tamanhos variam muito entre fabricantes. Um ajuste correto é a melhor prevenção contra lesões de pele e dores nos pés, permitindo que você patine por horas sem desconforto.

A Importância da Altura do Cuff (Cano da Bota)

O “cuff” é a peça plástica que envolve a parte inferior da sua perna. A altura dele é determinante para o suporte do tornozelo. Para iniciantes e patinação urbana, um cuff mais alto é essencial. Ele atua como uma alavanca que ajuda você a controlar as rodas e impede que o tornozelo “dobre”.

Patins de velocidade (speed) têm cuffs baixos ou inexistentes para permitir máxima amplitude de movimento, mas exigem tornozelos de aço. Não comece por eles. O suporte alto reduz a tensão nos ligamentos colaterais do tornozelo, prevenindo entorses comuns em quem ainda não tem a musculatura estabilizadora desenvolvida.

Além da altura, a rigidez do cuff importa. Ele deve ser firme, mas permitir a flexão frontal (dorsiflexão). Essa flexão é necessária para você dobrar os joelhos e baixar o centro de gravidade. Um cuff que trava completamente o movimento para frente prejudica a postura base da patinação e joga seu peso para trás, aumentando o risco de quedas de costas.

Ventilação e Controle de Umidade

Pés quentes e úmidos são o ambiente perfeito para fungos e maceração da pele (quando a pele fica branca e frágil). Um bom patins possui sistemas de ventilação ou “liners” (bota interna) com materiais respiráveis.

Durante a atividade física intensa, os pés transpiram muito. O acúmulo de suor pode fazer o pé escorregar dentro da bota, comprometendo a estabilidade. Busque modelos com entradas de ar no casco rígido e tecidos técnicos na bota interna que absorvam e dissipem a umidade (wicking).

Para quem usa patins por longos períodos, recomendo o uso de meias específicas para patinação ou corrida, sintéticas e sem costura. A combinação de um patins ventilado com a meia correta previne bolhas dolorosas e mantém a pele íntegra, permitindo uma recuperação mais rápida entre as sessões.

Centro de Gravidade e Estabilidade

A estabilidade é inversamente proporcional à altura do centro de gravidade. Patins com frames que deixam as rodas muito longe da sola da bota aumentam a instabilidade. Bons designs buscam deixar a bota o mais “afundada” possível entre as rodas ou muito próxima a elas.

Para quem tem histórico de instabilidade no joelho ou tornozelo, ou problemas de equilíbrio labiríntico, a altura do patins é um fator crítico. Modelos com rodas menores e bases rebaixadas (low profile) são os mais indicados terapeuticamente para iniciar o trabalho de propriocepção com segurança.

Lembre-se: quanto mais alto você está, maior o torque (força de alavanca) sobre o tornozelo em qualquer desequilíbrio lateral. Manter-se baixo ajuda a biomecânica natural do corpo a corrigir pequenos erros de postura sem sobrecarregar as articulações.

Benefícios da Patinação para a Saúde Física

Fortalecimento da Cadeia Posterior e Glúteos

A patinação é uma das melhores atividades para ativar o glúteo médio e máximo. O movimento de empurrar a perna para trás e para o lado (abdução com extensão) recruta intensamente essas fibras musculares. Glúteos fortes são essenciais para a saúde da coluna lombar e estabilidade pélvica. Ao patinar, você está, sem perceber, protegendo suas costas contra dores futuras.

Além dos glúteos, os isquiotibiais e a panturrilha trabalham constantemente na fase de propulsão e recuperação da passada. Esse fortalecimento global da cadeia posterior ajuda a contrabalancear o encurtamento da cadeia anterior, muito comum em quem passa o dia sentado trabalhando.

Desenvolvimento da Propriocepção e Equilíbrio

Propriocepção é a capacidade do cérebro saber onde seu corpo está no espaço sem olhar para ele. O patins é uma ferramenta proprioceptiva poderosa. A base instável obriga seu sistema nervoso a fazer microajustes constantes na postura milésimos de segundo a milésimos de segundo.

Esse treinamento neural melhora seu equilíbrio geral, prevenindo quedas na vida cotidiana, especialmente à medida que envelhecemos. Os mecanorreceptores nas articulações do pé e tornozelo tornam-se mais sensíveis e eficientes, garantindo reflexos mais rápidos em situações de desequilíbrio.

Condicionamento Cardiovascular com Menor Impacto

Comparado à corrida de rua, a patinação inline, quando bem executada (técnica de deslizamento), gera menos impacto vertical nas articulações do joelho e quadril. Você obtém os benefícios aeróbicos — aumento da capacidade pulmonar e resistência cardíaca — poupando suas cartilagens da compressão repetitiva do impacto do passo de corrida.

É um exercício excelente para controle de peso e melhora da circulação sanguínea, especialmente o retorno venoso das pernas, ajudando a combater inchaços e varizes, desde que a bota não esteja excessivamente apertada.

Lesões Comuns e Como Evitá-las

Entorses e Instabilidade de Tornozelo

A lesão mais clássica é a inversão do tornozelo (virar o pé para dentro). Isso acontece geralmente por falta de força muscular ou equipamento frouxo. Para evitar, o fortalecimento dos músculos fibulares é crucial, assim como o uso de botas rígidas bem ajustadas.

Exercícios de equilíbrio unipodal (ficar em um pé só) no chão antes de calçar os patins ajudam a “acordar” a musculatura estabilizadora. Nunca patine com presilhas soltas; a bota deve ser uma extensão firme da sua perna.

Fraturas de Punho e Antebraço

O instinto humano ao cair é colocar as mãos na frente. Isso transfere toda a energia cinética da queda para os ossos do punho (rádio e ulna), frequentemente causando fraturas. A prevenção aqui é dupla: aprender a cair corretamente (rolamento ou cair sobre joelheiras/cotoveleiras) e, obrigatoriamente, usar munhequeiras.

As munhequeiras possuem talas rígidas que impedem a hiperextensão do punho e dissipam a força do impacto através de uma placa de plástico deslizante, salvando seus ossos de traumas severos.

Síndrome da Banda Iliotibial e Sobrecargas

Muitos patinadores desenvolvem dores na lateral do joelho ou quadril. Isso geralmente vem de uma fraqueza do glúteo médio, que faz o joelho cair para dentro (valgo) durante a passada, tensionando a banda iliotibial.

A correção envolve exercícios de fortalecimento de abdução de quadril (como a “ostra” ou passadas laterais com elástico) e focar na técnica correta, garantindo que o joelho esteja alinhado com a ponta do pé durante o deslizamento.

Equipamentos de Proteção Indispensáveis

O Capacete e a Proteção Craniana

O asfalto é implacável. Uma queda para trás (comum em iniciantes) pode fazer a cabeça chicotear contra o chão. O capacete não é acessório, é vital. Procure modelos com certificação para esportes de ação, que protegem também a nuca, diferentemente de alguns capacetes de ciclismo mais rasos. O ajuste deve ser firme, sem balançar.

Munhequeiras para Salvar os Punhos

Como mencionei nas lesões, a munhequeira é o item de proteção mais acionado na patinação. Procure modelos que tenham a placa rígida na palma da mão e também no dorso, criando um “sanduíche” que imobiliza o punho em caso de impacto, prevenindo fraturas e torções graves.

Joelheiras e Cotoveleiras na Biomecânica da Queda

Uma boa joelheira permite que você use a técnica de queda controlada: ao sentir que vai cair, você se joga de joelhos para frente. O plástico da joelheira desliza no chão, dissipando a energia horizontalmente em vez de absorvê-la verticalmente com o impacto ósseo. Isso transforma uma potencial fratura de patela em apenas um susto e um plástico arranhado.

Top 5 Melhores Patins Inline

LONG FENG Patins Inline Ajustável Semiprofissional Long Feng

Tamanho Ajustável e Boa Construção

Este modelo da Long Feng se destaca pela versatilidade do ajuste de tamanho. Para famílias ou adolescentes em fase de crescimento, a capacidade de expandir a bota é um diferencial econômico e prático enorme. Do ponto de vista fisioterapêutico, o sistema ajustável também é interessante para adultos que sofrem com edema (inchaço) nos pés ao final do dia. Você pode ajustar o patins para ficar mais justo no início do treino e soltar um pouco se sentir compressão excessiva após um longo período de atividade, mantendo a circulação saudável.

A construção do chassi em alumínio é um ponto forte frente a concorrentes de plástico nessa faixa de preço. O alumínio oferece uma transferência de energia mais direta. Isso significa que o patinador precisa fazer menos força para obter deslocamento, reduzindo a fadiga muscular precoce. Uma base rígida também ajuda na estabilidade, pois não sofre torção durante a passada, mantendo as rodas alinhadas corretamente com o solo e prevenindo desvios articulares indesejados.

LONG FENG Patins Inline Ajustável Semiprofissional Long Feng
LONG FENG Patins Inline Ajustável Semiprofissional Long Feng

O sistema de fechamento combina fivela, velcro e cadarço. Essa tríade é fundamental para a fixação correta do pé. A fivela superior garante a estabilidade da tíbia em relação ao pé, crucial para evitar entorses. O velcro no peito do pé ajuda a travar o calcanhar no fundo da bota, prevenindo o “heel lift” (levantamento do calcanhar), que é a causa número um de bolhas e perda de controle na patinação.

As rodas de poliuretano (PU) deste modelo oferecem uma dureza equilibrada para iniciantes. Elas não são duras a ponto de escorregar em qualquer superfície lisa, nem macias demais a ponto de prender o movimento. O PU absorve parte das vibrações do asfalto irregular. Isso é importante para proteger as articulações dos joelhos e a coluna lombar contra microtraumas repetitivos, tornando a experiência de patinar mais suave e menos agressiva ao esqueleto.

Os rolamentos ABEC-7 incluídos são um excelente ponto de partida. Eles oferecem uma rolagem suave e consistente. Para quem está aprendendo, não queremos um rolamento que trave (exigindo muita força) nem um que dispare sem controle. O ABEC-7 neste contexto oferece o meio-termo ideal de fluidez, permitindo que o patinador se concentre na técnica de equilíbrio e postura sem lutar contra o equipamento.

A bota interna (liner) é acolchoada e removível. A higiene é parte da saúde dos pés. Poder remover a bota interna para lavar e secar previne micoses e odores desagradáveis. O acolchoamento é generoso, o que é ótimo para o conforto imediato, reduzindo pontos de pressão óssea, especialmente nos maléolos (os ossinhos do tornozelo), que costumam sofrer em patins de baixa qualidade.

O design do cuff (a parte plástica do tornozelo) oferece um suporte lateral decente para a categoria recreativa/fitness. Ele permite a flexão frontal necessária para a posição de base da patinação (joelhos flexionados), mas restringe a movimentação lateral excessiva. Isso funciona como uma proteção preventiva para os ligamentos do tornozelo, ajudando o iniciante a manter o pé reto.

Visualmente, o patins tem um acabamento moderno e robusto. A estética, embora secundária à função, ajuda na motivação para a prática do exercício. O sistema de freio no pé direito é padrão e essencial para quem está começando a aprender a parar. O freio de calcanhar é a forma mais segura e biomecanicamente estável de frenagem para novatos, pois mantém o centro de gravidade entre as pernas.

Em termos de durabilidade, a carcaça resiste bem a arranhões leves, comuns no aprendizado. No entanto, por ser um patins ajustável e de categoria recreativa, não é indicado para saltos ou manobras de impacto (freestyle agressivo), pois as partes móveis do ajuste podem sofrer desgaste prematuro ou quebra sob carga de impacto vertical intenso.

Concluindo a análise deste modelo, o Long Feng se apresenta como uma opção sólida de entrada. Ele entrega os requisitos básicos de biomecânica (alinhamento, suporte e rolagem) por um custo acessível. É ideal para passeios em parques e ciclovias lisas, promovendo saúde e movimento sem comprometer a segurança articular do usuário iniciante.

TRAXART Patins Faster Traxart

Confortável para Passeios e Lazer

O Traxart Faster faz jus ao nome na categoria recreativa, mas seu foco principal é o conforto supremo. A estrutura é do tipo “Softboot” (bota macia), que se assemelha muito a um tênis reforçado. Para pés sensíveis ou pessoas com proeminências ósseas (joanetes, por exemplo), esse tipo de bota é um alívio, pois o tecido se molda melhor à anatomia do pé do que as carcaças rígidas de plástico. Isso minimiza drasticamente o risco de calosidades dolorosas.

Apesar de ser softboot, ele possui um esqueleto externo de suporte (cuff e suporte de calcanhar) que garante a estabilidade necessária. O cuff alto oferece suporte à articulação do tornozelo, permitindo que você patine por períodos mais longos sem sentir aquela fadiga nos músculos estabilizadores laterais da perna. É um equilíbrio inteligente entre liberdade de movimento e segurança estrutural.

TRAXART Patins Faster Traxart
TRAXART Patins Faster Traxart

A base de alumínio deste modelo é leve e resistente. A leveza é um fator crucial para a saúde do quadril. Patins muito pesados exigem um esforço maior dos flexores do quadril a cada passada para levantar a perna. Com o Faster, a sensação é de agilidade, permitindo um treino aeróbico eficiente sem sobrecarregar a musculatura da virilha e da coxa.

As rodas de 80mm com dureza 83A são especificamente escolhidas para uso em asfalto e concreto liso. A dureza 83A é macia o suficiente para ter um “grip” (aderência) excelente, dando segurança nas curvas, mas dura o bastante para não se desgastar em poucos dias de uso. Esse tamanho de 80mm é o “ponto doce” da patinação urbana: grande o suficiente para passar por pequenas pedrinhas e rachaduras sem travar, mas pequena o suficiente para manter o centro de gravidade baixo e estável.

Os rolamentos ABEC-7 da Traxart costumam ter uma boa vedação contra poeira. Isso é importante para a manutenção da performance. Um rolamento sujo trava e exige mais força muscular, o que pode levar a lesões por “overuse” (uso excessivo). A fluidez destes rolamentos permite que você mantenha a velocidade de cruzeiro com passadas ritmadas e suaves, excelente para o condicionamento cardiovascular.

O sistema de absorção de impacto no calcanhar (shock absorber) é um detalhe que faz toda a diferença para a coluna. Ao patinar em superfícies irregulares, o impacto sobe pela perna até a coluna vertebral. O Faster possui materiais na sola que dissipam essa energia vibratória, protegendo os discos intervertebrais e prevenindo dores lombares pós-treino.

A ventilação da bota é outro ponto positivo do design softboot. Materiais em malha (mesh) permitem que o pé “respire”. O controle da temperatura e umidade dentro da bota evita o amolecimento da pele (maceração), que a torna suscetível a bolhas e cortes. Pés secos são pés saudáveis e capazes de patinar por mais tempo.

O fechamento com cadarço, cinto reforçado e trava de segurança é eficiente. O cinto de velcro no tornozelo (power strap) é posicionado anatomicamente para fixar o calcanhar sem cortar a circulação do dorso do pé. Isso é vital para evitar a sensação de “pé dormindo” que muitos patinadores relatam com modelos inferiores.

Indicado para quem busca lazer em ciclovias e parques, o Faster não é um patins para manobras de impacto (saltos, escadarias). Sua estrutura prioriza o conforto linear. Tentar forçar manobras agressivas com ele pode comprometer a integridade da bota macia. Respeitando seu uso, é um equipamento durável e confiável.

Finalizando, o Traxart Faster é a escolha sensata para quem quer introduzir a patinação como atividade física regular de baixo a médio impacto. Ele protege a integridade da pele, oferece suporte articular adequado para o nível iniciante/intermediário e promove uma experiência de patinação prazerosa e sem dor.

TRAXART Patins Dynamix Traxart

Desenvolvido para Freestyle, mas Versátil para Passeio

O Dynamix é um patins da categoria “Urban/Freestyle”. Isso significa que entramos no território das “Hardboots” (botas rígidas). Como fisioterapeuta, sou fã de hardboots para quem quer evoluir técnica. A carcaça plástica rígida oferece o suporte máximo para o tornozelo. Ela funciona como uma órtese estabilizadora, permitindo que você execute curvas fechadas e manobras rápidas com total proteção contra entorses em inversão ou eversão.

A robustez do Dynamix é notável. Ele é feito para aguentar impacto. Se você tem um peso corporal maior ou uma pisada muito forte, este patins não vai deformar. Essa rigidez estrutural garante que a biomecânica do seu pé permaneça neutra, mesmo sob carga. Evitar que o patins “ceda” para dentro é fundamental para proteger os ligamentos do joelho (especialmente o ligamento colateral medial).

TRAXART Patins Dynamix Traxart
TRAXART Patins Dynamix Traxart

A base é de alumínio CNC (cortada em máquina de precisão), o que a torna extremamente resistente e rígida. A transferência de força é imediata. Cada milímetro que você empurra é convertido em movimento. Isso melhora a eficiência mecânica do exercício. Além disso, a base é curta, o que facilita manobras de giro e slalom, exigindo, porém, um pouco mais de equilíbrio anteroposterior do patinador.

Ele vem com rodas de 80mm e dureza 85A. Note que a dureza é maior (85A) do que nos modelos de recreação. Rodas mais duras são mais rápidas e deslizam mais (o que é ótimo para slides e freadas em T), mas transferem um pouco mais de vibração. No entanto, a bota robusta e o liner espesso compensam isso, filtrando o impacto antes que ele chegue ao esqueleto.

O liner (bota interna) do Dynamix é muito denso e confortável, moldando-se ao pé com o tempo. Um detalhe importante é o “shock absorber” no calcanhar, uma peça de borracha ou silicone sob a palmilha. Em patins Urban, isso é essencial para absorver o impacto de saltos (gaps) ou descidas de guias, protegendo o calcâneo de contusões e a coluna de compressão súbita.

O sistema de fechamento conta com travas de alta precisão, geralmente com microajuste. Isso permite que você aperte o patins exatamente o quanto precisa para que ele fique “soldado” ao pé. Essa fixação firme melhora a propriocepção: o patins vira realmente uma extensão do seu corpo, respondendo ao menor comando muscular.

Por não ter freio traseiro de fábrica (característica comum em patins freestyle), ele exige que o patinador aprenda técnicas de frenagem (T-stop, cunha). Isso estimula o desenvolvimento de coordenação motora e força nos adutores e glúteos de uma forma que o uso passivo do freio de calcanhar não faz. É uma evolução técnica que traz benefícios neuromusculares.

Apesar de ser focado em freestyle, ele é excelente para passeios na rua (Urban). A proteção da bota rígida contra choques em postes, guias e outros obstáculos urbanos é superior. Seus pés estão dentro de um “tanque de guerra”, protegidos contra traumas diretos que poderiam fraturar dedos ou metatarsos.

A ventilação em hardboots é geralmente menor que em softboots, mas o Dynamix possui recortes estratégicos no casco. Ainda assim, recomenda-se o uso de meias técnicas de material sintético (coolmax, poliamida) para gerenciar o suor e evitar bolhas durante sessões longas de treino.

Em resumo, o Traxart Dynamix é um investimento na saúde articular para quem quer levar a patinação a sério. Sua estabilidade, suporte de tornozelo superior e capacidade de absorção de impacto o tornam ideal para quem vai enfrentar o “chão bruto” das cidades ou se aventurar em manobras, mantendo o corpo seguro e alinhado.

TRAXART Patins Volt + 2.0 Traxart

Sistema de Absorção de Impacto para Aliviar os Saltos

O Volt + 2.0 é um clássico da linha Urban da Traxart e um favorito de muitos instrutores. A sua característica mais marcante do ponto de vista terapêutico é a estrutura focada na absorção de impacto e ergonomia. Ele possui um sistema de “shock absorber” muito eficiente na região do calcanhar. Isso é vital para prevenir talalgias (dores no calcanhar) e fascite plantar em patinadores que gostam de pular ou andam em pisos muito irregulares (pedras portuguesas, asfalto grosso).

A bota rígida (Hardboot) do Volt é conhecida por ser um pouco mais larga, o que acomoda muito bem pés brasileiros, que tendem a ser mais largos na região dos metatarsos. Esse espaço extra, sem perder a firmeza, evita a compressão dos nervos interdigitais (prevenindo Neuroma de Morton) e garante conforto mesmo após horas de uso.

TRAXART Patins Volt + 2.0 Traxart
TRAXART Patins Volt + 2.0 Traxart

A base é robusta e aceita diferentes configurações de rodas (embora venha geralmente com 80mm). A fixação da base na bota é feita com blocos de metal embutidos, o que aumenta a rigidez torcional. Isso significa que o patins não “torce” quando você coloca peso na borda, mantendo o alinhamento joelho-tornozelo-pé ideal e prevenindo sobrecarga nos meniscos.

As rodas originais são de alta qualidade e dureza adequada para rua (geralmente 85A). O perfil da roda é um pouco mais “arredondado” ou “full radius”, o que proporciona uma área de contato estável com o solo, favorecendo o equilíbrio e a segurança nas curvas, reduzindo o medo de derrapar inesperadamente.

O liner do Volt é removível e lavável, com acolchoamento extra na região do tendão de Aquiles e língua. Isso é crucial para evitar tendinites por atrito e pressão excessiva no peito do pé quando flexionamos os joelhos. O conforto desse liner é frequentemente elogiado, o que ajuda na aderência à prática esportiva — se não dói, você patina mais.

O sistema de fechamento utiliza presilhas de microajuste tanto no tornozelo quanto no peito do pé. Diferente do velcro, as presilhas não cedem com o tempo nem com a força do movimento. Isso garante que a estabilidade que você ajustou no começo do treino seja a mesma no final, protegendo suas articulações da fadiga e da instabilidade progressiva.

O Volt também possui protetores laterais (sliders) intercambiáveis. Biomecanicamente, isso não afeta o corpo, mas protege a bota. Saber que a bota está protegida dá confiança psicológica ao patinador para arriscar evoluções técnicas, e a confiança reduz a tensão muscular excessiva (rigidez) que muitas vezes leva a lesões.

A altura do cuff é ideal para oferecer suporte sem bloquear o movimento. Ele permite uma boa amplitude de dorsiflexão (dobrar a canela para frente), essencial para amortecer a aterrissagem de saltos e para manter o centro de gravidade baixo. Um cuff que trava demais joga o corpo para trás, o que é perigoso. O Volt acerta nesse equilíbrio.

Os rolamentos (geralmente ABEC-9 ou similar na linha Chrome) são muito rápidos. Para um iniciante total, pode ser necessário um período de adaptação, mas a fluidez extra significa menos esforço cardiovascular para manter o movimento, permitindo treinos de maior duração com menor exaustão física.

Concluindo, o Traxart Volt + 2.0 é um patins “parrudo” e biomecanicamente muito bem resolvido. Ele oferece a proteção de um tanque com o conforto de um sedã. É altamente indicado para quem quer patinar na rua com segurança, protegendo a coluna e os calcanhares do impacto constante do ambiente urbano.

VOLLO Patins Inline Ajustável Vollo | VPC251P

Ótimo para Começar a Patinar

O modelo da Vollo entra na categoria de entrada (Recreação/Fitness leve) e é focado no público que está dando as primeiras passadas. Sua principal característica é o conforto e a facilidade de uso. A bota é do tipo ajustável, o que, como mencionei antes, é excelente para acompanhar o crescimento do pé de adolescentes ou para ajustes de conforto em adultos com pés que incham.

O material da bota é acolchoado com espuma e revestido com tecido aveludado internamente. Esse toque suave é muito importante para peles sensíveis, reduzindo drasticamente o atrito direto. A prevenção de bolhas e escoriações é a chave para que o iniciante não desista do esporte na primeira semana. O conforto “de pantufa” é um grande atrativo aqui.

VOLLO Patins Inline Ajustável Vollo | VPC251P
VOLLO Patins Inline Ajustável Vollo | VPC251P

A base é de alumínio, o que é um ponto muito positivo para um patins dessa faixa de preço. Muitas marcas de entrada usam plástico/composite na base, que deforma e rouba energia. A base de alumínio da Vollo garante que o esforço do patinador seja convertido em movimento, facilitando o aprendizado da técnica de propulsão correta (empurrar para o lado, não para trás).

As rodas possuem tamanho 72mm (no tamanho M) ou 76mm (no tamanho G), com dureza 82A. Rodas menores (72-76mm) deixam o patinador muito perto do chão. Isso abaixa o centro de gravidade, aumentando a estabilidade passiva. Para quem tem medo de altura ou equilíbrio precário, começar com rodas menores é terapeuticamente mais seguro e menos intimidante.

A dureza 82A é macia. Isso proporciona uma aderência (grip) fantástica e um rodar muito silencioso e macio, absorvendo bem as vibrações de pisos levemente rugosos. No entanto, elas gastam mais rápido no asfalto quente. O foco aqui é a segurança e a aderência, priorizando a prevenção de quedas por escorregamento em detrimento da velocidade final.

Os rolamentos são ABEC-5. Para um patinador avançado, isso pode parecer lento, mas para o iniciante, é um recurso de segurança. Eles limitam a velocidade máxima, impedindo que o patins “embale” demais em descidas leves, dando tempo para o usuário reagir e controlar a situação. É um “limitador de velocidade” natural que ajuda na curva de aprendizado.

O sistema de fixação é padrão: velcro, cadarço e fivela. É funcional e suficiente para a proposta de recreação. O suporte do tornozelo (cuff) é adequado para passeios leves, mas não tem a rigidez de uma hardboot para manobras. Portanto, a indicação de uso é estritamente passeio e fitness leve em locais planos.

O patins vem com freio no pé direito instalado. Eu sempre recomendo que iniciantes mantenham o freio até dominarem outras técnicas de parada. O uso do freio de calcanhar exige uma tesoura (um pé na frente do outro), que é a base de equilíbrio mais importante da patinação. Ou seja, usar o freio ajuda a treinar a postura correta.

A ventilação é boa devido à construção em materiais têxteis na parte frontal da bota. Isso ajuda na termorregulação do pé. Pés superaquecidos tendem a inchar mais, o que pode tornar o patins apertado e desconfortável. A respirabilidade deste modelo ajuda a manter o conforto térmico.

Em resumo, o Vollo VPC251P é um patins honesto e seguro para a iniciação. Ele não foi feito para pular escadas ou correr maratonas, mas cumpre com excelência a função de introduzir o movimento da patinação com conforto, baixo centro de gravidade e controle de velocidade, minimizando os riscos iniciais para o novo patinador.


Fisioterapias Aplicadas e Indicações ao Tema

Como fisioterapeuta, vejo a patinação como uma ferramenta de reabilitação funcional incrível quando bem indicada. Ela não é apenas um esporte, é um recurso terapêutico para reabilitação proprioceptiva. Pacientes em fase final de recuperação de entorses de tornozelo ou lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho podem se beneficiar imensamente, pois o patins exige uma co-contração constante dos músculos ao redor da articulação para manter a estabilidade, algo difícil de replicar em máquinas de musculação convencionais.

Além disso, a patinação é frequentemente indicada para fortalecimento de glúteo médio e estabilização pélvica. Muitas dores lombares e problemas de joelho (como a condromalácia patelar) derivam de um quadril fraco. O movimento de abdução com extensão característico da patinação ataca diretamente essa fraqueza. Ao patinar, você está essencialmente fazendo centenas de repetições de exercícios de estabilização de quadril, o que melhora a mecânica da marcha e da corrida.

Por fim, é uma excelente alternativa de condicionamento cardiovascular de baixo impacto (Low Impact) para pacientes com artrose leve de joelho ou quadril, que não podem correr devido ao impacto vertical, mas precisam controlar o peso e manter a articulação móvel e lubrificada. O movimento deslizante nutre a cartilagem sem a “pancada” da corrida, promovendo saúde articular a longo prazo. Claro, tudo isso depende do uso do equipamento correto (como os analisados acima) e, preferencialmente, com orientação profissional inicial para garantir a biomecânica correta.

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