Você entra na academia, prepara a barra, afasta os pés naquela base larga característica do sumô e, ao descer, sente aquela fisgada chata na virilha ou na lateral do quadril. Eu vejo isso todos os dias no consultório. O agachamento sumô é um exercício fantástico para glúteos e adutores, mas ele exige uma mecânica do quadril que nem todo mundo possui naturalmente. A dor que você sente não é “frescura” e muito menos falta de esforço. Ela é um sinal biomecânico claro de que algo na relação entre seus ossos, músculos e a carga está em desacordo.
Como fisioterapeuta, preciso que você entenda que o quadril é uma articulação de bola e soquete. Imagine uma bola de beisebol girando dentro de uma luva. No agachamento tradicional, essa bola gira de um jeito. No sumô, exigimos que ela gire em rotação externa e abdução extremas. Se a “luva” (seu acetábulo) for muito funda ou se a “bola” (cabeça do fêmur) não for perfeitamente redonda, haverá colisão. E colisão óssea dói. Muitas vezes, você está tentando forçar seu corpo a entrar em uma posição para a qual ele não foi desenhado anatomicamente.
Vamos investigar a fundo o que está acontecendo dentro da sua articulação. Quero que você saia deste texto conhecendo seu corpo melhor do que antes, capaz de distinguir se sua dor é muscular, articular ou estrutural. Vamos ajustar essa mecânica e salvar seus treinos de perna antes que essa dorzinha vire uma lesão crônica que te afaste do esporte que você ama.
A Anatomia do Conflito: Impacto Femoroacetabular (IFA)
O mecanismo de pinçamento entre o fêmur e a bacia
O termo técnico pode assustar, mas o conceito é mecânico e simples. O Impacto Femoroacetabular, ou IFA, ocorre quando há um contato prematuro entre a cabeça do fêmur e a borda do acetábulo (a cavidade da bacia). No agachamento sumô, você coloca o quadril em flexão, abdução (pernas abertas) e rotação externa. Essa é a posição exata que maximiza o contato ósseo na parte anterior e superior da articulação. Se houver qualquer excesso de osso ali, vai “morder” o labrum e a cartilagem.
Existem dois tipos principais de deformidade óssea que agravam isso. O tipo “Cam” é quando a cabeça do fêmur não é esférica, parecendo mais uma lombada. O tipo “Pincer” é quando a borda da bacia é muito proeminente e cobre demais a cabeça do fêmur. Quando você desce no sumô com uma dessas condições, o colo do fêmur bate na borda do acetábulo. Isso funciona como um quebra-nozes, esmagando as estruturas macias que estão no meio do caminho.
Essa compressão repetitiva gera uma inflamação crônica. Inicialmente, você sente apenas um desconforto profundo na virilha, o famoso sinal do “C” (quando a pessoa coloca a mão em forma de C na lateral do quadril). Com o tempo, se você continuar forçando o agachamento sumô sem adaptação, esse impacto pode rasgar o labrum acetabular, que é a vedação de borracha que protege sua articulação e mantém o líquido sinovial lá dentro.
Diferenciando dor de compressão óssea de dor de alongamento
Saber diferenciar a sensação é crucial para sua longevidade no treino. A dor de alongamento muscular, aquela que sentimos nos adutores (parte interna da coxa) ao abrir muito a base, é uma sensação de “queimação” ou “estiramento”. Ela geralmente melhora conforme você aquece e ganha mobilidade. É uma dor que se espalha pelo músculo e, embora desconfortável, não parece errada ou perigosa para o seu sistema nervoso.
Já a dor de compressão óssea ou articular é diferente. Ela é percebida como um bloqueio agudo, uma pontada seca ou uma pressão profunda na virilha, bem na dobra onde a perna encontra o tronco. Diferente da dor muscular, ela não melhora com mais repetições; pelo contrário, ela piora. Você sente que, não importa o quanto alongue, o movimento “trava” naquele ponto específico.
Se você sente esse bloqueio ósseo, pare imediatamente de tentar “alongar a dor”. Muitos pacientes chegam até mim com lesões graves porque acharam que aquele bloqueio na frente do quadril era falta de flexibilidade e tentaram forçar a descida. Compressão óssea não se alonga. Se osso bate com osso, o tecido mole no meio morre. Identificar essa sensação é o primeiro passo para salvar sua articulação.
O perigo de forçar a amplitude contra uma barreira física
A cultura do “bumbum no chão” ou da amplitude máxima a qualquer custo pode ser destrutiva no agachamento sumô. Cada quadril tem uma amplitude de movimento passiva disponível. Quando você esgota essa amplitude óssea e continua tentando descer com a carga da barra nas costas, seu corpo precisa arrumar espaço de algum lugar. Geralmente, ele faz isso desencaixando a articulação ou compensando na coluna lombar.
Forçar essa barreira física cria um efeito de alavanca. A cabeça do fêmur funciona como o ponto de apoio, e o colo do fêmur alavanca contra a borda do acetábulo, tentando “saltar” para fora da articulação posteriormente. Isso estressa absurdamente a cápsula articular posterior e os ligamentos. É uma microagressão a cada repetição que, acumulada ao longo de meses de treino, leva a uma instabilidade articular dolorosa.
Você precisa respeitar o “fim de curso” biológico do seu quadril. Se ao chegar a 90 graus seus ossos se tocam, esse é o seu limite anatômico seguro para aquele dia e aquela variação. Tentar descer mais não vai ativar mais glúteo, vai apenas triturar sua cartilagem. A fisioterapia moderna prega a amplitude ótima individual, não a amplitude máxima arbitrária.
Erros Técnicos Invisíveis que Detonam sua Articulação
A largura da base excessiva para a sua alavanca
Um erro clássico que observo na execução do sumô é copiar a base de atletas profissionais ou influenciadores digitais sem considerar suas próprias alavancas. Se você tem fêmures curtos ou uma mobilidade de abdução limitada, abrir demais as pernas coloca o colo do fêmur em uma posição de choque direto com o acetábulo muito precocemente no movimento. Uma base excessivamente larga não é sinônimo de melhor ativação muscular se ela compromete a integridade articular.
Quando os pés estão muito afastados, além da sua capacidade de controle, os vetores de força mudam drasticamente. A cabeça do fêmur é empurrada com violência contra a parede medial do acetábulo. Isso gera uma força de cisalhamento (corte) na articulação. Você pode sentir isso como uma dor aguda na lateral do quadril ou profunda na nádega. O ajuste da base deve ser milimétrico e individual.
Muitas vezes, fechar a base em apenas dois ou três centímetros resolve a dor instantaneamente. Isso reposiciona a cabeça do fêmur para uma área do acetábulo onde há mais espaço e cartilagem mais espessa para suportar a carga. Não existe uma “largura oficial” para o sumô; existe a largura onde você consegue manter a técnica perfeita, o torque nos glúteos e a articulação livre de pinçamentos.
O colapso do valgo dinâmico na base alargada
O valgo dinâmico é aquele momento em que os joelhos “caem” para dentro durante a subida ou descida do agachamento. No sumô, isso é devastador para o quadril. Como seus pés estão rodados para fora, se o joelho entra, você cria uma torção brutal na articulação coxofemoral. O fêmur roda internamente enquanto a tíbia está fixa em rotação externa. É a receita perfeita para lesionar não só o quadril, mas também o ligamento colateral medial do joelho.
Esse colapso acontece geralmente porque os glúteos pararam de trabalhar. O glúteo médio e máximo são os principais rotadores externos. Se eles “desligam” ou não têm força suficiente para manter o joelho alinhado com o segundo dedo do pé nessa base larga, a gravidade vence. O fêmur roda internamente e a cabeça do fêmur raspa na borda anterior do acetábulo, recriando o impacto que discutimos antes.
A correção exige consciência constante. Você deve imaginar que está “rasgando o chão” com os pés, empurrando os joelhos para fora ativamente durante todo o movimento. Se você não consegue manter os joelhos alinhados com os pés, a carga está alta demais ou a base está larga demais para a força atual dos seus rotadores. O valgo no sumô não é apenas feio esteticamente, é um mecanismo de lesão ativo.
A falta de rotação externa real vinda do quadril
Muitos praticantes cometem o erro de fazer a rotação externa (apontar os pés para fora) usando os tornozelos e joelhos, em vez de rodar a partir do quadril. Você planta o pé no chão a 45 graus, mas seu fêmur não rodou tudo isso. O resultado é que você cria uma torção na tíbia e no joelho, e o quadril permanece relativamente “neutro” ou rodado internamente em relação à posição do pé.
Essa discrepância rotacional é uma causa frequente de dor. Para que o agachamento sumô seja seguro, a rotação deve nascer lá na cabeça do fêmur. Você precisa sentir seus glúteos contraírem para rodar a coxa para fora antes de colocar o pé no chão. O pé deve ser apenas a consequência da posição do quadril, não o guia.
Se o seu pé aponta para fora, mas seu joelho aponta para frente, você está torcendo a articulação do quadril a cada repetição. Isso estressa a cápsula anterior e os ligamentos iliofemorais. Antes de começar a série, fique em pé, contraia os glúteos e rode as coxas para fora. Onde seu pé parar naturalmente, essa é a sua angulação segura. Tentar forçar os pés para “10 e 10” no relógio se seu quadril só vai até “11 e 1”, é pedir para sentir dor.
O Papel dos Adutores e a Sobrecarga de Tecidos Moles
Distensão versus Tendinopatia na região da virilha
O agachamento sumô coloca uma carga excêntrica (de alongamento sob tensão) massiva nos músculos adutores, especialmente o adutor longo e o magno. É comum confundir uma dor articular com uma lesão nesses tecidos moles. Uma distensão é um evento agudo: você sente uma fisgada súbita, como se levasse uma pedrada na parte interna da coxa, geralmente ao tentar subir com uma carga pesada.
Já a tendinopatia é mais insidiosa. É aquela dorzinha chata que começa leve no início do treino, melhora quando o corpo esquenta e volta forte depois que você esfria. Ela indica que o tendão do adutor, que se fixa no osso púbico, está sofrendo uma sobrecarga crônica e não está conseguindo se reparar entre os treinos. No sumô, se sua mobilidade for ruim, os adutores funcionam como cordas de violão esticadas demais.
A diferenciação é vital para o tratamento. Se for tendinopatia, precisamos de gestão de carga e exercícios isométricos. Se for distensão, precisamos de cicatrização tecidual e retorno gradual. Ignorar a dor nos adutores e continuar alargando a base no sumô pode levar a uma ruptura parcial, o que te afastaria dos treinos por semanas ou meses.
A pubalgia disfarçada de dor no quadril
A sínfise púbica é a articulação que une os dois lados da sua bacia na frente. O agachamento sumô cria forças de cisalhamento nessa região. Se houver um desequilíbrio de forças entre os adutores (que puxam para baixo) e o abdômen (que puxa para cima), essa articulação sofre. Isso gera a pubalgia, uma inflamação que irradia para a virilha e pode ser facilmente confundida com dor na articulação do quadril.
Muitas vezes, o paciente chega queixando-se de dor “no quadril”, mas ao palparmos o osso púbico, ele quase pula da maca de dor. No sumô, a base larga aumenta o braço de alavanca dos adutores, intensificando essa tração no púbis. Se o seu core não for forte o suficiente para estabilizar a pelve superiormente, o púbis vira o ponto de ruptura.
Essa dor tem característica de piorar com movimentos de chutar, tossir ou espirrar, além do agachamento sumô. Se você sente isso, o sumô pode precisar ser temporariamente substituído por agachamentos com base fechada para aliviar a tensão na sínfise púbica enquanto fortalecemos a parede abdominal e reequilibramos a musculatura adutora.
Rigidez excessiva inibindo a profundidade do movimento
Seus adutores podem ser simplesmente curtos demais para a largura de base que você escolheu. Quando você desce no sumô, os adutores precisam se alongar significativamente. Se eles são rígidos, eles atingem seu limite elástico antes de você atingir a profundidade desejada. Nesse ponto, eles agem como cabos de aço freando o movimento.
Para continuar descendo, seu corpo compensa fazendo uma retroversão pélvica (bumbum para dentro) ou anteriorizando o tronco. Ambas as compensações mudam a posição da cabeça do fêmur no acetábulo, favorecendo o impacto. A rigidez muscular se traduz em compressão articular secundária. Você sente dor no quadril, mas a culpa é do músculo encurtado.
Testar a flexibilidade dos adutores é simples. Deitado de costas, deixe as pernas caírem para os lados (posição de borboleta). Se seus joelhos ficam muito altos longe do chão, você tem rigidez. Trabalhar a liberação miofascial e a mobilidade específica desses músculos é pré-requisito para executar um sumô profundo e sem dor. Não pule o trabalho de flexibilidade se você quer performance.
Variações Anatômicas: Nem todo Quadril Nasceu para o Sumô
Entendendo a anteversão e a retroversão femoral
Aqui entramos em um território que você não pode mudar: seus ossos. O colo do fêmur pode ser torcido para frente (anteversão) ou para trás (retroversão). Pessoas com anteversão femoral excessiva têm os joelhos naturalmente virados para dentro. Para essas pessoas, a rotação externa exigida no sumô é anatomicamente muito difícil e desconfortável. A cabeça do fêmur sai da posição ideal de congruência muito rápido.
Por outro lado, quem tem retroversão femoral (pés de pato naturais) ama o agachamento sumô. Para eles, é a posição mais confortável do mundo. Se você tem anteversão e tenta forçar uma base sumô extrema, você está lutando contra a torção do seu próprio osso. Isso vai gerar dor na parte anterior do quadril e instabilidade.
Não é uma questão de alongamento, é arquitetura óssea. Um fisioterapeuta pode fazer testes como o teste de Craig para estimar sua angulação. Se confirmarmos uma anteversão significativa, o agachamento sumô pode simplesmente não ser o melhor exercício para a sua anatomia, e insistir nele será uma batalha perdida contra a sua biologia.
A profundidade do acetábulo e a limitação de movimento
A cavidade onde o fêmur encaixa (acetábulo) também varia. Algumas pessoas têm acetábulos rasos (displásicos), o que permite muita mobilidade, mas pouca estabilidade. Outras têm acetábulos fundos (protrusão acetabular), que oferecem muita estabilidade, mas limitam o movimento antes que o osso toque no osso.
No agachamento sumô, precisamos de liberdade de movimento. Se seu acetábulo é fundo ou se ele “olha” mais para baixo do que para o lado (versão acetabular), o colo do fêmur vai colidir com a borda da bacia muito antes do que em uma pessoa com anatomia favorável. Essa colisão precoce é sentida como um bloqueio duro.
Isso explica por que seu amigo consegue abrir as pernas quase em um espacate no sumô e você trava com uma abertura média. Reconhecer se você tem um “quadril de sumô” ou um “quadril de agachamento tradicional” é libertador. Adapte o exercício ao seu corpo, não o contrário. Fechar um pouco a base ou reduzir a rotação externa pode ser o suficiente para acomodar sua anatomia acetabular.
Como adaptar o agachamento à sua arquitetura óssea
A boa notícia é que você não precisa abandonar o sumô completamente, mas precisa personalizá-lo. Esqueça as regras rígidas de “pés na largura dos ombros” ou “pés encostando nas anilhas”. Sua posição ideal é aquela onde o fêmur encaixa melhor no acetábulo. Experimente diferentes larguras de base sem carga.
Faça o teste do agachamento quadrupedal (de quatro apoios). Afaste os joelhos e balance o quadril para trás. Encontre a largura onde seu quadril desce mais livremente antes da coluna arredondar. Essa largura dos joelhos no chão corresponde à sua largura ideal de pés no agachamento sumô.
Brinque também com a rotação dos pés. Alguns quadris preferem os pés mais paralelos, outros bem rodados para fora. Seu corpo dá sinais claros. Onde houver menos “pinçamento” na frente do quadril e maior capacidade de manter a coluna neutra, essa é a sua postura anatômica correta, independentemente do que diz o manual de musculação genérico.
Controle Neuromuscular e Estabilidade Pélvica
A “amnésia glútea” durante a abdução das pernas
Muitos pacientes sofrem do que chamamos carinhosamente de “amnésia glútea”. Eles têm os músculos glúteos, mas o cérebro esqueceu como usá-los, especialmente em posições complexas como o sumô. No sumô, o glúteo precisa fazer força para estender o quadril e, ao mesmo tempo, mantê-lo rodado para fora e abduzido. É uma demanda neural alta.
Se o glúteo falha, quem assume o trabalho são os isquiotibiais e os adutores, que não são desenhados para estabilizar a cabeça do fêmur no centro da articulação. O resultado é que a cabeça femoral desliza para frente (translação anterior), pressionando a cápsula anterior e gerando dor.
Precisamos “acordar” esse glúteo antes de colocar carga. Exercícios de pré-ativação como a “ostra” (clam shell) ou caminhadas laterais com elástico (monster walk) são essenciais. Você precisa sentir o glúteo queimar antes de tocar na barra. Durante o agachamento, a ordem mental deve ser “joelhos para fora e apertar o bumbum”, garantindo que a estabilidade venha do motor principal.
O papel do assoalho pélvico na pressão intra-abdominal
O assoalho pélvico é o fundo do nosso “cilindro” de estabilidade (core). No agachamento sumô, a base larga estira os músculos do assoalho pélvico. Se você não tem controle sobre essa musculatura, perde-se a pressão intra-abdominal, que é o que protege a coluna e estabiliza a pelve.
Uma pelve instável permite micro-movimentos na articulação sacroilíaca e na sínfise púbica, alterando a mecânica do quadril. A dor no quadril pode ser apenas o sintoma de uma pelve que está “sambando” por falta de controle interno. Aprender a ativar o core profundo (bracing) juntamente com o assoalho pélvico cria uma base sólida para o fêmur se mover.
Isso é especialmente importante para mulheres, devido à anatomia da bacia ser mais larga. A coordenação entre a respiração (diafragma), o abdômen e o assoalho pélvico deve ser treinada. Inspire antes de descer, crie a pressão, agache e expire no final da subida. Isso mantém a pelve neutra e o quadril centrado.
Compensação lombar roubando movimento do quadril
O corpo é mestre em trapacear. Se o seu quadril trava por impacto ou rigidez, a coluna lombar se oferece para ajudar. Você começa a arredondar a lombar no final do movimento (o famoso “butt wink”) ou hiperestendê-la no início. Esse movimento excessivo da pelve altera a cobertura do acetábulo sobre a cabeça do fêmur dinamicamente.
Ao fazer uma retroversão pélvica (bumbum para dentro) no fundo do sumô, você aproxima o colo do fêmur da borda do acetábulo, antecipando o impacto ósseo. A dor no quadril surge porque a coluna parou de estabilizar e começou a se mover.
O agachamento sumô exige uma dissociação lombo-pélvica impecável. A coluna deve ser um bloco de concreto, imóvel, enquanto as pernas se movem. Se você filma seu agachamento e vê sua pelve girando, você encontrou a causa da sua dor. Trabalhar a estabilidade do core em posição neutra é o remédio para impedir que a lombar sabote seu quadril.
Terapias Aplicadas e Indicadas
Para resolver essa dor definitivamente, precisamos ir além do repouso. No consultório, utilizamos uma abordagem multimodal para “limpar” a articulação e restaurar a função.
A Terapia Manual é o primeiro passo. Realizamos mobilizações articulares com cinto (Mulligan) para tracionar lateralmente o fêmur. Isso cria espaço na articulação imediatamente, aliviando a compressão e permitindo um movimento sem dor. Associamos isso à liberação miofascial instrumental ou manual nos adutores, tensor da fáscia lata e rotadores do quadril para reduzir a tensão que puxa a articulação.
Em seguida, focamos na Cinesioterapia Específica. O fortalecimento isolado do glúteo médio e dos rotadores externos é inegociável. Usamos exercícios como o “Clam Shell” evoluído e a prancha lateral com abdução. O objetivo é blindar a articulação para que a cabeça do fêmur permaneça centralizada durante a carga. Também corrigimos o padrão de movimento, ensinando o “hip hinge” (dobradiça de quadril) correto para sua anatomia.
Se a dor for aguda e inflamatória, recursos como Laser de Alta Potência ou Dry Needling (agulhamento a seco) nos pontos-gatilho dos glúteos e adutores ajudam a “resetar” a musculatura e controlar a dor rapidamente, permitindo que voltemos aos exercícios mais cedo. O segredo não é parar de agachar para sempre, mas adaptar a técnica à sua biologia única e fortalecer os estabilizadores certos.

“Olá! Sou a Dra. Fernanda. Sempre acreditei que a fisioterapia é a arte de devolver sorrisos através do movimento. Minha trajetória na área da saúde começou com um propósito claro: oferecer um atendimento onde o paciente é ouvido e compreendido em sua totalidade, não apenas em sua dor física.
Graduada pela Unicamp e com especialização em Fisioterapia, dedico meus dias a estudar e aplicar técnicas que unam conforto e resultado. Entendo que cada corpo tem seu tempo e cada reabilitação é uma jornada única.
No meu consultório, você encontrará uma profissional apaixonada pelo que faz, pronta para segurar na sua mão e guiar seu caminho rumo a uma vida com mais qualidade e liberdade.”